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Sobre : Antonio de Oliveira

Nome Completo: Antônio de Oliveira
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Artigos do(a) Antonio de Oliveira:

    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
    ***

    No poema “Especulações em torno da palavra homem”, Carlos Drummond começa especulando: “Mas que coisa é homem, que há sob o nome?” Arrisco-me a especular sobre o que há sob o nome golpe, incluindo golpe de estado, subversão contra a “ordem” vigente e tomada de poder por indivíduo ou grupo. Para se alcançar êxito, pode depender de outros golpes, golpe de mestre, mediante ação audaciosa e bem-sucedida; golpe de vista, pela capacidade de observar com rapidez e precisão; golpe da sorte, decorrente de acontecimento súbito e inesperado.

    Difícil computar as horas de debates inflamados o Congresso consome em assuntos menos relevantes ou de interesse próprio. Palavras são palavras, mas podem decidir a vida das pessoas quando se bate o martelo. O soltar a voz da araponga se diz golpear. Esse pássaro soante, também conhecido como ferreiro, ferrador ou pássaro-campana, quando canta, lembra o som do bater de ferro em uma bigorna. Já o araponga escuta e grava.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
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    Equidade tem a ver com igualdade, retidão, equanimidade, fraternidade. O adjetivo equânime e palavras como equiparação, paridade, por sua vez, também têm a ver com equidade. Equidade que, na sua abrangência, requer disposição para reconhecer igualmente o direito de cada pessoa. Além de disposição, sentimento de justiça avesso a um critério intransigente e estritamente legal. Do ponto de vista da justiça distributiva, obrigam-se os que são investidos de poder ou autoridade a compartilhar os ônus e as vantagens da vida social segundo os méritos e as competências de cada cidadão, ou cidadã. Esse é um ramo familiar semântico de palavras com parentesco mais ou menos próximo. Resumindo: faça-se justiça! “Fiat justitia.”

    Além da impunidade das grandes para os grandes: políticos e autoridades com foro privilegiado, e endinheirados poderosos, nem sempre a sociedade se dá conta de que ela própria, manipulada, alimenta estruturas injustas. Isso acontece mediante distribuição de fortunas entre poucos, senão pouquíssimos, à custa da contribuição da maioria. É o que resulta das loterias, Mega-Sena, aviões e caminhões de prêmios para uma única pessoa. O sonho de ganhar milhões alimenta a ilusão de inúmeras pessoas, ao longo de sua vida. No entanto, pouquíssimos são os felizardos sorteados. Uma multidão de outros fica a lamber embira, na expectativa de “quem quer ser um milionário”, um filme cujo cenário é uma ambiente de pobreza, miséria e exploração, na Índia.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
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    Não me considero um jacobino, partidário do ideário democrático exacerbado. Prefiro o caminho das distinções. Uma coisa é uma coisa; outra coisa, outra coisa. In medio stat (consistit) virtus. A virtude está no meio. “Essencialmente equilíbrio: / Nem máximo nem mínimo” – Orides Fontela. A distinção se dá no plano conceitual, das ideias; a diferença se faz no plano da realidade. Conceber se distingue do existir. No idealismo puro a ideia é criadora, identificando muitas vezes válido com viável. Numa campanha eleitoral pode ser apresentada uma proposta brilhante, mas que, por um motivo ou outro, não é exequível, factível, viável. Isto é, concretamente não funciona, não tem condições de existir e de subsistir.

    Válido é o que é totalmente correto, concordante com as regras da lógica formal, verdadeiro em todas as interpretações de um sistema lógico, coerente em si. Viável é o que pode ser percorrido, que não encontra obstáculo intransponível, portanto transitável, executável, exequível, realizável. Muitas vezes, na prática, a dialética predomina gerando discussões acaloradas, justamente porque o que se defende é justificável teoricamente, mas não na prática. Às vezes dá até briga e as pessoas automaticamente passam a ser classificadas como conservadoras ou avançadas. Leia mais »

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