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Arquivo da categoria ‘Comportamento’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Segundo o psicólogo jesuíta Anthony de Mello, devemos nos alimentar de prazeres naturais, desfrutando da natureza, exercitando os sentidos externos: audição, olfato, paladar, visão e tato. Existe todo um mundo a descobrir, continua Tony de Mello, a partir dos nossos sentidos atrofiados. Em geral se fala em educação física, educação intelectual, educação moral e cívica, mas pouco se fala em educação sensorial. Educação essa para um razoável controle dos órgãos receptores de luz, calor, pressão, sabor, que se transformam em impulsos nervosos, a percorrerem as células nervosas até o centro nervoso, o cérebro, sentido interno, receptor, culminando com o sexto sentido, capaz de perceber o que aos outros escapa.

Dizem que, em terra de cegos, quem tem um olho é rei. Isso porque as pessoas têm dois olhos. Não apenas as leis dos meus olhos são feitas por mim, mas as da audição, as leis do olfato a perceber os odores, as leis do paladar, os sabores. Também as leis do tato correm por conta de quem percebe e valoriza sensações tácteis gostosas. Além disso, o princípio de que nada vai ao inteleto sem que antes tenha passado pelos sentidos.

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Isabella Rozzino*
Diretora de Engajamento do Movimento Mapa Educação
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Além de um direito fundamental, a educação é a política que mais pode contribuir para a redução das desigualdades históricas do país. No Brasil, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade da educação, apresentou uma melhora inexpressiva nos anos finais do ensino. De 3,7 em 2015, atingiu 3,8 em 2017, enquanto a meta estabelecida era de 4,7, em uma escala de zero à dez. Destaco valores dos anos finais, pois é a fase mais crítica da educação pública brasileira, ao mesmo tempo que é a mais relevante no que tange a formação pessoal dos jovens, que encaram o Ensino Médio como fase para se preparar para a universidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) publicados no final de 2017 mostram que temos cerca de 51,6 milhões de jovens no Brasil, entre 14 e 29 anos, e que 15% da população entre 15 e 17 anos está fora da escola, o que significa 1,5 milhão de indivíduos. Muitos desses jovens um dia já frequentaram a escola, mas evadiram. Somado a isso, os que estão na escola aprendem pouco. Relatório do Movimento Todos pela Educação, a partir de dados da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), mostra que apenas 7,3% dos alunos brasileiros no último ano do Ensino Médio têm aprendizado adequado em matemática. Em português, são 27,5% dos alunos. Nesse contexto, é urgente pensarmos em como reverter esse cenário. Leia mais »

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Ronaldo Mota
Consultor Educacional
Membro da Academia Brasileira de Educação e Diretor Científico da Digital Pages
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  1. Ser educador depende dos tempos e dos contextos. Nas sociedades primitivas já havia a figura do educador, ainda que difusa. A geração mais nova aprendia com a geração mais antiga a arte da sobrevivência, bem como as regras de cooperação e do convívio em grupo. Havia rituais de passagem, em alguns casos bem organizados, quando ciclos de aprendizagem se completavam. As tarefas do educador foram, com o tempo, ficando mais bem definidas, à medida que a sociedade se tornava mais complexa. No mundo ocidental, surgiram os sofistas e apareceu a escola, enquanto instituição estabelecida. O amadurecimento do método, em especial do método científico, consolidou as universidades como espaços não só de transmissão do conhecimento, mas também de produção de ciência, que gerou tecnologias e contribuiu com moldar as sociedades modernas. Nos últimos séculos, a receita básica era o domínio de conteúdos, procedimentos e técnicas apuradas, onde a especialização foi o marco do modelo de desenvolvimento baseado na linha de montagem. Tudo alicerçado em carreiras profissionais cada vez mais múltiplas e específicas, acompanhando o grau de complexidade das sociedades mais recentes. Contemporaneamente, a adequação do educador aos tempos e a seus contextos é, de novo, um enorme desafio. Conteúdos, procedimentos e técnicas importam, mas já não são suficientes. Há que se incluir inéditos requisitos, envolvendo a arte de aprender continuamente, ao longo de toda a vida, e um conjunto de aspecto socioemocionais, igualmente importantes. Mas, seja nas sociedades primitivas ou no mundo contemporâneo, sabemos identificar quem é o educador; Leia mais »
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