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Arquivo da categoria ‘Comportamento’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Cecília Meireles escreveu “Ou isto ou aquilo; ou isto ou aquilo e vivo escolhendo o dia inteiro!” Cecília, poeta ou poetisa? A poetisa exigiu ser tratada de poeta por entender que a forma poetisa, gramaticalmente correta, desqualifica a mulher. Poetisa rima com papisa, mas “papam habemus”, temos papa. Sempre isto ou aquilo? Quem sabe, ou isto e aquilo, pois às vezes se pode “estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”. É quando se tira a média em determinada equidistância dos pontos extremos. Uns dizem, por exemplo, que gramática nunca mais; outros pensam que gramática é tudo. Sempre tive vontade de saber todas as gramáticas de cor para poder infringir normas gramaticais de propósito, com conhecimento de causa, em favor do estilo, da fonética, do ritmo, da sintonia com o leitor. Como se dá na licença poética: dos poetas, das poetas e das poetisas.

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Acedriana Vicente Sandi
Diretora pedagógica da Editora Positivo
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As oportunidades que a vida moderna oferece hoje para as famílias fazem com que a grande maioria dos pais comece a criar, cada vez mais cedo, agendas intensas com atividades e compromissos para seus filhos. Percebemos, muitas vezes, certa ansiedade dos pais que querem preencher, o quanto antes, todo o tempo livre dos filhos. A intenção é sempre a melhor possível. Num mundo conectado e altamente competitivo, há pais com receio de que seus filhos fiquem em desvantagem em relação a outras crianças se não tiverem acesso aos conservatórios de música, aulas de gastronomia e robótica ou outras atividades intelectuais, artísticas e esportivas. O resultado disso pode ser desastroso: crianças com uma agenda sobrecarregada, capaz de gerar um stress emocional que mais paralisa do que ativa sua capacidade de se apropriar do mundo que a cerca.

Não é o caso aqui de condenar as atividades complementares, longe disso. O que precisamos colocar em discussão é o verdadeiro papel dessas atividades na formação das crianças e jovens. Se bem dosadas, essas atividades podem, inclusive, mudar o futuro de um indivíduo, ajudando-o a descobrir talentos que nem sempre a escola consegue dar a devida atenção, em virtude do tempo que dispõe. Vale lembrar aqui que boa parte dos países do mundo investe na educação básica de período integral. Isso também reforça o fato de que fazer aulas para além do currículo escolar regular, dentro ou fora da escola, é uma forma de aprimorar as diferentes competências das crianças, facilitando o trabalho de autoconhecimento e de escolha da carreira, no futuro.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Um amigo me comunicou a morte de sua esposa, “amada parceira de vida, a metade de uma assim pensada unidade”. Disse ter estado meditando e, sentindo-se reerguido, sabe que a vida, fora e dentro dele, continua. Dentro de nós dormem aqueles que a gente amou e que se foram ou que adormeceram no Senhor, segundo a fé cristã. Nós é que os despertamos. Para os que aqui ainda estamos e para aqueles aos quais a vida lhes parece fluir normalmente, dar-se conta da morte de quem amávamos e a quem continuamos a amar desperta em nós uma imagem viva. Imagem viva e bem vívida. O que, sempre oportunamente, sugere uma reflexão sobre essa espada de Dâmocles pendurada sobre a nossa cabeça. Inexoravelmente. A pasta de dente não volta pra dentro da bisnaga.

“Inter vivos” significa entre vivos, como em doação “inter vivos”, isto é, não por testamento. No caso, aqui e agora, reflexão “inter vivos”, isto é, não por amedrontamento, mas por tomada de consciência. Cedo ou tarde os afluentes se perdem no oceano. A vida de todo mundo está sempre por um fio preso a um contrato de risco: um câncer, um acidente fatal, uma picada letal, “de susto, de bala ou vício”. Um mistério para ser vivido. A qualquer momento o ciclo da vida pode topar com um dique. Como agravante, o clima de violência explícita nos faz temer permanentemente pela nossa integridade física. Um problema para ser resolvido.

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