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Arquivo da categoria ‘Comportamento’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Reescrevo o que li algures. Em 1993, Dr. Edward, médico radicado em Pará de Minas, a 80km de BH, completava 79 anos. Seu filho, Dr. Alfredo, já médico também, em Massachusetts, nos Estados Unidos, lhe envia uma carta. Nessa carta, o filho comenta um almoço rotineiro, num dia de semana. Dr. Edward havia acabado de chegar do hospital para almoçar. Um paciente seu esperava-o no alpendre da casa. O telefone a tocar, chamando-o de volta ao hospital. Sua esposa lhe traz o receituário para ele usar, atendendo ao doente que ali o aguardava, num clima de cidade do interior.

Em seguida, o almoço. Dr. Edward se levanta e, calmamente, apanha na prateleira um vidro de tempero. Borrifa-o sobre o bife e, com um sorriso, exclama: “Ai da vida se não fossem os temperos!” Aí o filho, alheio a essa história de temperos, pergunta: “Papai, qual a maior qualidade de um médico?” Dr. Edward faz uma pausa, olha para o crucifixo na parede e responde: “O amor à humanidade, eu penso”. O filho conclui a carta com um pensamento de Confúcio, que o pai costumava repetir: “Bem faz quem faz bem o que faz”.

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Ronaldo Mota
Membro do Colegiado da Presidência da ABMES
Chanceler do Grupo Estácio
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Educar envolve mais do que transmitir conhecimento. Educação abre as portas para que cada educando desfrute ao máximo daquilo que, potencialmente, todos dispomos: inteligência, entendimento e sabedoria.

Dentre todas as espécies, somos a única que possui a incrível habilidade de transmitir cultura e conhecimento de forma organizada e consciente aos nossos descendentes. Os mais diversos ensinamentos, técnicas e procedimentos eram e são transmitidos pelos mestres aos seus aprendizes, os quais, após ritos de aprendizagem, se transformavam em profissionais e cidadãos mais bem preparados.
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Foto: Daniel DereveckiDaniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica pela UFPR, Consultor de conteúdos em Humanidades e professor no Curso Positivo, em Curitiba
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Minha primeira professora se chamava Adla. Só depois de muitos anos percebi que seu nome é quase “Aula”. Não lembro o que ela me ensinava, mas sinto que devo tudo o que sou a ela. Eu era um menino de família pobre, que queria muito saber ler para descobrir o que se passava nas revistas e nos poucos livros da casa. Meu pai estudava algo naquele tempo e, por vezes, deixava folhas cheias de frases sobre a mesa. Eu as pegava e fingia que lia, passando o dedo sobre as palavras e dando inflexões de surpresa ou angústia, raiva ou comicidade. Ali eu era a pessoa que eu queria ser.

Um dia, lembro de ouvir minha mãe me dizer: “esse ano você vai para a escola. Venha cá que vou tirar as medidas do teu uniforme”. Salto na minha memória. Lembro-me agora do ônibus que me apanhou para levar ao grupo escolar e minha mãe me dando adeus. Eu ia duro naquela camisa branca e aquele short azul escuro, um caderno verde esmeralda na mão e um lápis com uma borracha em forma de gota na ponta. Diz minha mãe que sequer olhei para ela e que ficou balançando a mão feito tonta. Mãe. Mão. Âncora de toda a vida.

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