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Arquivo da categoria ‘Comportamento’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Do latim, lectura, de legere, de início teve o sentido de colher, escolher. Vale também escolher o livro semeado. Isso depende da qualidade da semente. Consta que até a Idade Média a leitura era feita em voz alta. Mas Santo Agostinho relata de seu ídolo, Santo Ambrósio, morto em 397: “Quando lia, conduzia os olhos pelas páginas, e seu coração procurava o sentido, mas sua voz e língua silenciavam”.

Existe a expressão “devorador de livros”. Na verdade, ler é como comer. O profeta Ezequiel usou esta expressão, literalmente: Come o livro! E dele se alimentando, encher-se-ão as tuas entranhas, e a tua boca se tornará doce como mel. Os pensamentos assim digeridos, isto é, meditados e assimilados, brotarão e produzirão frutos proveitosos em palavras amadurecidas.

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Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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Você não sente nem vê/ Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo/ Que uma nova mudança em breve vai acontecer/ E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo/ E precisamos todos rejuvenescer/ (…) No presente, a mente, o corpo é diferente/ E o passado é uma roupa que não nos serve mais. (Belchior)

 O aquecimento global, a globalização, os avanços da neurociência, da tecnologia, da medicina e da psicologia social são estímulos para repensarmos não só nossas escolhas econômicas e políticas, mas toda nossa forma de atuação no mundo e sobre o mundo. Parodiando Belchior, os modelos do passado já não nos servem mais.

No paradigma moribundo em que a maior parte das nações ainda vive, vigora o conceito de homem essencialmente egoísta, conduzido pela punição e pela competição, que visa ao lucro (resultado) imediato, importando-se mais com o presente e negligenciando/comprometendo inúmeras vezes o futuro do planeta e das futuras gerações. A esse conceito contrapõe-se o do ser humano essencialmente altruísta e colaborativo, estimulado pela curiosidade e pela cooperação que o novo milênio exige.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Acho graça em certos panegíricos, sobretudo de pessoas falecidas ou em determinadas declarações de bons antecedentes, como se a pessoa tivesse sido ou fosse de conduta ilibada, sem mancha, incorrupta. Em Dom Casmurro, Machado de Assis escreve: “elogiou o enterro, e por último fez o panegírico do morto, uma grande alma, espírito ativo, coração reto”. Isso é comum. Na verdade, não se deve botar para fora os podres de ninguém, muito menos dos finados. Mas não há quem nunca tenha cometido erros e magoado pessoas, nem mesmo os chamados santos que abalaram o mundo. Basta pôr um advogado do diabo para investigar.

Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões e eu o guardarei em meu coração, sim, no coração do meu coração. Essa citação de William Shakespeare, tornada proverbial, nos remete a uma visão realista do ser humano, esse, nem anjo nem animal e, ao mesmo tempo, um caniço pensante, lembrando Pascal na tentativa de definir o imprevisível.

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