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Arquivo da categoria ‘Comportamento’

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Isabella Rozzino*
Diretora de Engajamento do Movimento Mapa Educação
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Além de um direito fundamental, a educação é a política que mais pode contribuir para a redução das desigualdades históricas do país. No Brasil, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade da educação, apresentou uma melhora inexpressiva nos anos finais do ensino. De 3,7 em 2015, atingiu 3,8 em 2017, enquanto a meta estabelecida era de 4,7, em uma escala de zero à dez. Destaco valores dos anos finais, pois é a fase mais crítica da educação pública brasileira, ao mesmo tempo que é a mais relevante no que tange a formação pessoal dos jovens, que encaram o Ensino Médio como fase para se preparar para a universidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) publicados no final de 2017 mostram que temos cerca de 51,6 milhões de jovens no Brasil, entre 14 e 29 anos, e que 15% da população entre 15 e 17 anos está fora da escola, o que significa 1,5 milhão de indivíduos. Muitos desses jovens um dia já frequentaram a escola, mas evadiram. Somado a isso, os que estão na escola aprendem pouco. Relatório do Movimento Todos pela Educação, a partir de dados da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), mostra que apenas 7,3% dos alunos brasileiros no último ano do Ensino Médio têm aprendizado adequado em matemática. Em português, são 27,5% dos alunos. Nesse contexto, é urgente pensarmos em como reverter esse cenário. Leia mais »

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Ronaldo Mota
Consultor Educacional
Membro da Academia Brasileira de Educação e Diretor Científico da Digital Pages
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  1. Ser educador depende dos tempos e dos contextos. Nas sociedades primitivas já havia a figura do educador, ainda que difusa. A geração mais nova aprendia com a geração mais antiga a arte da sobrevivência, bem como as regras de cooperação e do convívio em grupo. Havia rituais de passagem, em alguns casos bem organizados, quando ciclos de aprendizagem se completavam. As tarefas do educador foram, com o tempo, ficando mais bem definidas, à medida que a sociedade se tornava mais complexa. No mundo ocidental, surgiram os sofistas e apareceu a escola, enquanto instituição estabelecida. O amadurecimento do método, em especial do método científico, consolidou as universidades como espaços não só de transmissão do conhecimento, mas também de produção de ciência, que gerou tecnologias e contribuiu com moldar as sociedades modernas. Nos últimos séculos, a receita básica era o domínio de conteúdos, procedimentos e técnicas apuradas, onde a especialização foi o marco do modelo de desenvolvimento baseado na linha de montagem. Tudo alicerçado em carreiras profissionais cada vez mais múltiplas e específicas, acompanhando o grau de complexidade das sociedades mais recentes. Contemporaneamente, a adequação do educador aos tempos e a seus contextos é, de novo, um enorme desafio. Conteúdos, procedimentos e técnicas importam, mas já não são suficientes. Há que se incluir inéditos requisitos, envolvendo a arte de aprender continuamente, ao longo de toda a vida, e um conjunto de aspecto socioemocionais, igualmente importantes. Mas, seja nas sociedades primitivas ou no mundo contemporâneo, sabemos identificar quem é o educador; Leia mais »
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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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O chinês John Chiang Hsiung Wu escreveu Para Além do Oriente e do Ocidente. John Wu (+1986) foi contemporâneo do indiano Anthony de Mello, que veio a falecer no ano seguinte, em Nova Iorque. Esse jesuíta tenta uma síntese entre a espiritualidade do Oriente e do Ocidente. De acordo com budismo, a origem da dor, que gera sofrimento, é o desejo. O fim da dor consiste na supressão do desejo ao ponto de alcançar o nirvana.

Para Anthony de Mello, onde existe amor não há desejos. Amar significa, basicamente, aceitar o próximo como ele é, não uma imagem que não existe. As pessoas inseguras não desejam a verdadeira felicidade, é o que diz Tony em Autolibertação, pois temem os riscos representados pela liberdade. Continuam presas aos desejos, que, por sua vez, podem gerar medo, ansiedade, tensões, desilusão, desespero. Como psicólogo, via isso todos os dias. As pessoas não procuram a cura, mas o alívio; elas não querem mudar, porque a mudança expõe e compromete. A terapia pode representar uma troca de problemas: tira um, bota outro. Na cadeia externa, a chave fica com o carcereiro; na jaula interna, a chave fica com nós mesmos, que “vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos” (Pedro Bloch).

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