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Arquivo da categoria ‘Política’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Durante sete anos, entre 1725 e 1732, o Rio de Janeiro foi governado pelo capitão Luís Vahia Monteiro, homem autoritário, temperamental, considerado truculento, turrão, retrógrado, ranzinza. Seu apelido era Onça. “O senhor viu onça: boca de lado a lado, raivável, pelos filhos?” Frequentemente, Onça se desentendia com religiosos e políticos e não deixava por menos. Tornou-se lendário, marcou época e até hoje quando alguém se refere a uma coisa acontecida há muito tempo, uma coisa antiga, retrógrada, fora de moda, usa a expressão: “É do tempo do Onça”. Puxa vida! Isto é do tempo do onça.

O que se destaca, a propósito, é que Onça se considerava honestíssimo: “Nesta terra todo mundo rouba, só eu não roubo.” Não faz muito tempo, um político brasileiro conhecidíssimo afirmou, de certa forma personificando seus colegas, ases da política de conduta ilibada. “Não existe viva alma mais honesta do que eu nesse país”, admitindo uma ressalva: “Pode ter igual, mas eu duvido”.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Existe um jeito de dar um jeito? Existe. Basta, no caso dos parlamentares, querer “usar um projeto contra a corrupção como hospedeiro de uma anistia para salvar o pescoço de políticos que usaram caixa dois”. “Brasília é uma ilha, uma cidade que fabrica sua própria lei.” É excelência pra lá, excelência pra cá, reforma pra lá, reforma pra cá, dois pra cá dois pra lá, caixa dois, assim, ou assim – caixa 2, não importando se caixa de ressonância, ou não, dos anseios populares. Controlam com tacadas de mestre os recursos desviados da escrituração legal, com o objetivo de sonegá-los à tributação fiscal. Propina, vocábulo esvaziado de seu conteúdo, virou palavra de almoço e janta, de botequim e parlamento, de rádio e televisão.

Os culpados se defendem da imputação de corrupção lançando mão de todos os meios, absurdos e inimagináveis, à mão, fora de mão, sem abrir mão: silêncio, negativa, mentira, transferência de culpa. Acusam a Justiça de extrapolar e extrapolam de suas competências, atribuições e obrigações. Mas não deixam de se atribuir imunidade parlamentar, foro privilegiado, impunidade, propinas e quejandos. Um congresso longe de ser um Congresso com um “C” maiúsculo.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Falando sério, o contribuinte é que é o patrão dos políticos, que nem sempre se mostram dignos representantes. Isso ocorre toda vez que a leviandade desmascara a apregoada capacidade e idoneidade com que apareceram cingidos em campanha eleitoral. São autoridades constituídas pelo povo, que deveria ser considerado de fato respeitável público, para o qual deveriam trabalhar com competência e honestidade.

Mas parece que excelências andam perdendo a linha com a manivela e tudo. Ou, então, mostram-se tolerantes e compreensivos, como se nenhuma critica ou reclamação os atingisse, blindados pela imunidade parlamentar e pelo antidemocrático foro privilegiado. Ninguém que ocupe um cargo público é dono dele.

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