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Arquivo da categoria ‘Inovação’

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Daniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica pela UFPR
Professor de História no Curso Positivo, de Curitiba
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O aprendizado sobre qualquer coisa começa sempre com alguma pergunta: “o que é isso?”, “como funciona?”, “o que esse botão faz?”, e assim por diante. É assim: alguém curioso encontra alguém atencioso e a “mágica” se faz.

Na escola, costumam chamar os personagens desse diálogo de aluno e professor. Lamentavelmente, nem sempre é assim. Muitas pedagogias falam em “despertar” a curiosidade da criança e do jovem. Eu sempre me surpreendi com essa abordagem, porque curiosidade foi a mola propulsora da humanidade, seu desenvolvimento e, em última instância, a razão maior da sua sobrevivência. Como é que agora virou um item da formação dos professores? Será, por acaso, que acham que as crianças e jovens não são curiosos e que é necessário ensiná-los a sê-lo? Eu discordo. Penso que as crianças são naturalmente curiosas e por isso não é preciso despertar nada. Apenas ouvir e responder. Ou devolver as perguntas. Mas para isso os adultos precisam dar ouvidos, com tempo e paciência, e oferecer de volta respostas que não concluam as perguntas, encerrando o assunto.

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Ademar Batista Pereira
Presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep)
Publicado na Gazeta do Povo em 20 de janeiro de 2018
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Segundo notícia recente, dados do governo mostram que, de 2010 pra cá, quase metade dos estudantes universitários não conclui o curso iniciado. Nas faculdades públicas, a média de evasão é de 40% e nas particulares, o porcentual é de aproximadamente 50%. Dentre as principais causas apontadas está a falta de vocação em relação à área de estudo escolhida e o pouco preparo do aluno, ainda no ensino médio. Uma outra parcela desiste por motivações financeiras, em especial nas faculdades particulares. Ou seja, os estudantes desistem porque não conseguem arcar com os custos.

Entretanto, estes dados não são novidade, para não dizer que sempre foi assim no Brasil! Temos esses mesmos indicadores há mais de 20 anos, ou pelo menos desde a ampliação do acesso à educação superior. Somente não era assim quando o ensino superior no Brasil era para muito poucos, então o abandono era menor.

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Ronaldo Mota
Membro do Colegiado da Presidência da ABMES
Chanceler do Grupo Estácio
Palestrante convidado da Hoper Educação
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Analítica da Aprendizagem (em inglês, “Learning Analytics”) é a metodologia que permite que os educadores possam tomar decisões levando em conta análises sistemáticas e elaboradas de dados dos educandos e dos contextos educacionais nos quais a aprendizagem se desenvolve. A partir da análise dos dados acerca de quanto e de como os alunos estão aprendendo, é possível uma percepção mais apurada das realidades educacionais. Tais procedimentos viabilizam que desenhos educacionais adequados (em inglês, “Learning Designs”) possam ser propostos, bem como estratégias e trilhas de aprendizagem diversas sejam implementadas. Ao mesmo tempo, esta metodologia colabora na seleção de quais recursos, inclusive tecnológicos e modos de entrega de conteúdos, são os mais adequados para cada contexto e, no limite, para cada educando.

Na verdade, os professores no ensino tradicional utilizam de forma corriqueira dados nos processos de ensino. Porém, o fazem, em geral, em uma versão limitada e preliminar, precursora daquilo que hoje denominamos Analítica de Aprendizagem. Por exemplo, notas finais, resultante de alguns poucos produtos, têm consequências relevantes, tais como aprovar ou não os alunos. Excepcionalmente, docentes mais dedicados conseguem, fruto de suas sensibilidades, perceber peculiaridades de uma turma de estudantes, identificar carências típicas e alterar procedimentos, porém, são casos raros e em pequena escala. Em geral, os dados disponíveis, alguns rendimentos acadêmicos dos alunos, são insuficientes para motivar e orientar mudanças de percursos educacionais. Leia mais »

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