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Arquivo da categoria ‘MEC’

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Gabriel Mario Rodrigues2

Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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A razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre a julgar o passado melhor do que foi, o presente pior do que é e o futuro melhor do que será. (Marcel Pagnol)

Sou e sempre fui antenado com o futuro. Os caminhos da vida sempre me levaram pela estrada do conhecimento e tenho dedicado mais do que cinquenta anos de atividades na educação. Mas, convenhamos, a mídia anda exagerando um pouco sobre o futuro e não convém adotar a ficção como realidade.

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Roberto Lobo
Estadão, publicado em 4 de fevereiro de 2018
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As declarações do novo ministro Ricardo Vélez Rodriguez de que a educação superior não deve ser para todos criaram certa celeuma no meio acadêmico e na imprensa. Soou para muitos como uma postura elitista e discriminatória. Talvez seja, não o conheço, mas é preciso aguardar maiores explicações sobre seu pensamento antes de emitir um julgamento final, ou uma inapelável condenação.

Também é preciso fugir à tendência geral das soluções que, embora generosas, são impraticáveis, como a universalização do ensino superior em universidades de pesquisa públicas e gratuitas muito ao gosto de parte da sociedade. Mais importante, ainda, é encontrar um glossário que seja o mesmo para todos que discutem o tema.

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Gabriel Mario Rodrigues2

Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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Uma das perguntas mais interessantes propostas pelo filme Ivory Tower (Torre de Marfim)[i] é: por que um estudante médio (ou seja, sem nenhum traço de genialidade) ou sua família pagariam uma dívida de mais ou menos US$ 140.000 ao final de uma graduação, considerando que aproximadamente 40% dos que conseguem se graduar estão desempregados ou subempregados em trabalhos que exigem pouca qualificação ou totalmente fora das competências para as quais pagaram?

A epígrafe acima se liga a uma das últimas declarações do Ministro Vélez Rodríguez, do Ministério da Educação, que afirma: ”Hoje vivemos a era da informação e do conhecimento, e as tendências indicam que a vida no século XXI será pautada pelo aprendizado contínuo, pela criatividade, pela inovação e pelo empreendedorismo em todas as áreas e dimensões da vida humana, individual e coletiva.” E vai além: “Não faz sentido um advogado estudar seis anos para ser motorista de Uber: Nada contra o Uber, mas esse cidadão poderia ter evitado perder seis anos estudando legislação”.

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