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Arquivo da categoria ‘Carreira e mercado de trabalho’

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Ronaldo Mota
Consultor Educacional
Membro da Academia Brasileira de Educação e Diretor Científico da Digital Pages
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  1. Ser educador depende dos tempos e dos contextos. Nas sociedades primitivas já havia a figura do educador, ainda que difusa. A geração mais nova aprendia com a geração mais antiga a arte da sobrevivência, bem como as regras de cooperação e do convívio em grupo. Havia rituais de passagem, em alguns casos bem organizados, quando ciclos de aprendizagem se completavam. As tarefas do educador foram, com o tempo, ficando mais bem definidas, à medida que a sociedade se tornava mais complexa. No mundo ocidental, surgiram os sofistas e apareceu a escola, enquanto instituição estabelecida. O amadurecimento do método, em especial do método científico, consolidou as universidades como espaços não só de transmissão do conhecimento, mas também de produção de ciência, que gerou tecnologias e contribuiu com moldar as sociedades modernas. Nos últimos séculos, a receita básica era o domínio de conteúdos, procedimentos e técnicas apuradas, onde a especialização foi o marco do modelo de desenvolvimento baseado na linha de montagem. Tudo alicerçado em carreiras profissionais cada vez mais múltiplas e específicas, acompanhando o grau de complexidade das sociedades mais recentes. Contemporaneamente, a adequação do educador aos tempos e a seus contextos é, de novo, um enorme desafio. Conteúdos, procedimentos e técnicas importam, mas já não são suficientes. Há que se incluir inéditos requisitos, envolvendo a arte de aprender continuamente, ao longo de toda a vida, e um conjunto de aspecto socioemocionais, igualmente importantes. Mas, seja nas sociedades primitivas ou no mundo contemporâneo, sabemos identificar quem é o educador; Leia mais »
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Gabriel Mario Rodrigues2

Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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“O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu compreendo.”  (Confúcio)

 Para elaborar o artigo de hoje, me inspirei em vasto material ao qual tenho acesso diariamente e que merecem reflexão. São milhares de artigos, livros e teses de renomados professores que vão parar nas prateleiras do porão das universidades, porque na prática ninguém aplica. Vemos grandes investimentos de tempo e dinheiro em congressos, com muitas exposições, mas, ao final, as mudanças parecem ser muito poucas.

Nos últimos anos, a educação dos jovens universitários tem apresentado grandes desafios para educadores e instituições de ensino. O que se vê, em maioria expressiva, é o fazer mais do mesmo, a mesmice secular das salas de aula.

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jacir-venturi2017Jacir J. Venturi
Coordenador da Universidade Positivo e membro do Conselho Estadual de Educação
Foi professor e diretor da UFPR e PUCPR
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Aqueles que desenvolvem adequadamente as chamadas soft skills (habilidades comportamentais) duplicam seu rendimento nas hard skills (habilidades técnicas), aponta um estudo desenvolvido pela McKinsey & Company, renomada consultoria empresarial americana. Em outras palavras, os desempenhos escolar, acadêmico e profissional são potencializados pelas habilidades socioemocionais como criatividade, pensamento crítico, empatia, afeto, tolerância, colaboração, resiliência, positividade, liderança, comunicação interpessoal, gestão do tempo, resolução de problemas, etc.

Deste modo, não foi coincidência quando na atmosfera de bits e bytes do Vale do Silício – onde estivemos há poucos meses em visita oficial a nove empresas que desenvolvem conteúdos e produtos educacionais – a expressão mais ouvida por nós foi soft skills. O recado é eloquente em meio a tanta tecnologia: o desenvolvimento cognitivo é importante, porém o ambiente abundante em habilidades socioemocionais traz produtividade, felicidade e inovação. De fato, o Silicon Valley é apontado por pesquisas como a região dos EUA mais feliz para se trabalhar, detém o menor índice de criminalidade e tem maior diversidade étnica – cerca de 40% dos que lá trabalham provêm de mais de 60 países.

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