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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Diante d’Aquela Estrela, de Vander Lee: “Aquele jeito com que você me olhou varreu meu pensamento. Todas as coisas saíram do chão, e eu me esqueci de tudo. E antes que eu me desse conta já era seu meu querer. Foi como o sol que desponta uma montanha dourada na terra do faz de conta, pra me banhar de prazer”. Cora Coralina avisa: “Coração é terra que ninguém vê”. Há quem não creia em paixão súbita e irresistível, mas que ela existe, existe!

Wander Lee, de novo: “Românticos são poucos. Românticos são loucos desvairados. […] Românticos são lindos, românticos são limpos e pirados, que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo”. Uma espécie em extinção. Poucos. Loucos. O romântico vive contente, “não pedindo mais que continuar o seu idílio com aquela que lhe fixara a ventura”, garante Tristão da Cunha. Uma lenda medieval, de origem céltica, serviu de inspiração para a ópera do compositor alemão Richard Wagner, Tristão e Isolda, uma peça de aventura e de amor intenso e proibido.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Exilado na Babilônia, de lá o profeta Ezequiel profetizou ao mesmo tempo em que Jeremias o fazia em Jerusalém. É dele a referência ao “rolo no qual estavam escritos lamentos, suspiros e ais”. Livro que, para quem respeitosamente o comia, tinha o doce sabor de mel. Ambos, Ezequiel e Jeremias, estão entre os profetas de Aleijadinho no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas.

Na Itália, uma mãe viajava de trem com uma criancinha no colo. Primeiro, aconchegou-a ao peito. Em seguida, ergueu aquele doce fardo e, ante os bracinhos abertos, esfregou a testa na barriguinha daquele milagre de criança. E disse, em voz alta, de maneira que os outros passageiros pudessem ouvir: “Ti vorrei mangiare!…” Gostaria de te comer. Gula, gula absurda. Naturalmente, não passava pela cabeça e pelo coração daquela mãe uma tentação antropofágica. Da mesma maneira como disse “comer” poderia ter dito beijar, “baciare”.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Advérbio de negação, a palavra “não” é invariável. Gramatical e semanticamente. Um não é sempre não. Não tem jeito. Receber um não é sempre receber uma recusa. “Terrível palavra é um NON”, diz o Padre Antônio Vieira, que acrescenta: “Mata a esperança, que é o último remédio que deixou a natureza a todos os males. Não há corretivo que o modere, nem arte que o abrande, nem lisonja que o adoce. Por mais que confeiteis um não, sempre amarga; por mais que o enfeiteis, sempre é feio; por mais que o doureis, sempre é de ferro. Em nenhuma solfa o podeis pôr que não seja malsoante, áspero e duro”.

NON, em latim, “não tem direito nem avesso: por qualquer lado que o tomeis, sempre soa e diz o mesmo. Lede-o do princípio para o fim, ou do fim para o princípio, sempre é non”, isto é, um palíndromo. Tanto faz ler da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda.

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