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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Alguém me fez essa pergunta. Sei lá se eu sei responder. Ocorre-me ser próprio da natureza humana procurar uma explicação para todas as coisas. A curiosidade vai desde uma loja de mil e uma utilidades a um livro inteiro de um colecionador, bibliófilo ou cientista. Conta-se que um escritor religioso quis saber do Mestre por que se escreve. Este respondeu: – Algumas pessoas o fazem como meio de vida, profissionalmente. Outras, para compartilhar reflexões ou para despertar nas pessoas a curiosidade pelo assunto. Outras, ainda, para entender a própria alma. Finalmente, há os que escrevem por uma necessidade interna. E acrescentou: Esses últimos expressam o que é divino – não importando sobre o que escrevam.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Tô de olho! Custar os olhos da cara. Ficar de olho. Furar os olhos do outro. Não pregar os olhos: não dormir. Fazer vista grossa. Olho clínico: acuidade de percepção. Olho da rua: lugar indeterminado para onde se manda alguém. Olho d’água: nascente de água no solo. Olho de cabra morta, olho de gata morta, olho de peixe morto: olhar sem expressão. Olho de gato: olho esverdeado, agateado; sinal luminoso nas rodovias. Olho de lince, olho vivo: vista muito aguda. Olho de mormaço: olhar lânguido, olhos dependurados. Olhos de Sapiranga: olhos avermelhados. Olho de vaca laçada: o de quem tem por hábito andar com a vista baixa. Olho gordo, olho grande: inveja, cobiça. Olho mágico. Olho mecânico. Olho pineal ou terceiro olho. Olho grande, olho gordo, mau-olhado. Olho por olho: vingança, lei de talião. Olhos rasos de água. Ante um olhar de paisagem.

Não ser olho de santo: não se exige perfeição. Passar ou correr os olhos por: ler de relance. Pelos seus belos olhos: gratuitamente. Pôr o olho em, ter debaixo do olho, trazer de olho. Saltar aos olhos. Ter olho: ser bom observador.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Segundo o psicólogo jesuíta Anthony de Mello, devemos nos alimentar de prazeres naturais, desfrutando da natureza, exercitando os sentidos externos: audição, olfato, paladar, visão e tato. Existe todo um mundo a descobrir, continua Tony de Mello, a partir dos nossos sentidos atrofiados. Em geral se fala em educação física, educação intelectual, educação moral e cívica, mas pouco se fala em educação sensorial. Educação essa para um razoável controle dos órgãos receptores de luz, calor, pressão, sabor, que se transformam em impulsos nervosos, a percorrerem as células nervosas até o centro nervoso, o cérebro, sentido interno, receptor, culminando com o sexto sentido, capaz de perceber o que aos outros escapa.

Dizem que, em terra de cegos, quem tem um olho é rei. Isso porque as pessoas têm dois olhos. Não apenas as leis dos meus olhos são feitas por mim, mas as da audição, as leis do olfato a perceber os odores, as leis do paladar, os sabores. Também as leis do tato correm por conta de quem percebe e valoriza sensações tácteis gostosas. Além disso, o princípio de que nada vai ao inteleto sem que antes tenha passado pelos sentidos.

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