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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Todo dia, escolher a roupa que se vai vestir. Esta ou aquela. Se guarda o dinheiro ou se gasta na onda do consumismo. Se faço ginástica ou se deixo de fazer. Aceito as pessoas e as coisas como elas são. Ou não. Entro em conflito comigo mesmo e com os outros. Você decide. Ou vejo o sol se pôr ou me instalo na poltrona para ver novela. Ou levo a vida ou deixo a vida me levar. Ou as duas coisas. Ou só penso em dinheiro ou tenho dele um conceito utilitário. Ou valorizo a vida ou pouco vou me lixando para medidas de segurança. Mas também não reclame das consequências. Estamos vivendo de tragédias anunciadas. Ou estou me lixando para a opinião pública Ou não. Vale o meio termo? Ou espero a tempestade passar ou aprendo a dançar na chuva! Você não pode mudar o vento. Ou você cede à fúria do vento ou tenta ajustar as velas do barco.

Viver é arte maior. Mas ninguém escolhe viver. A vida, então, não é, propriamente, feita de escolhas: está posta aí, como um desafio permanente. Dr. Mohamad Barakat, em “Ressignificando sua vida”, define desafio como ferramenta, “algo mais que vai servir de força motriz para você evoluir”. Ressignificar: dar novo significado a; desafio: do latim, disfidere, renunciar à própria fé (dis + fides). Disfida, em italiano. Evoluiu para ‘desafiar’.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Fundamental na educação o respeito ao livre-arbítrio, à faculdade de escolher. Desde que se respeitem os direitos alheios pondo-se no lugar da outra pessoa, mediante empatia. “Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas.” Esse um dos ingredientes da Receita de Vida de Pedro Bloch. “O homem é capaz de reflexos maravilhosos, tanto ao volante como na vida civil. Até no crime. Tem sempre aquela centelha, aquela possibilidade de superação.” É o que Orígenes Lessa escreve em Memórias de um Fusca. Difícil admitir alguém totalmente mau, tampouco alguém totalmente bom. “L’homme n’est ni ange ni bête”, pensamento de Blaise Pascal. O homem não é nem anjo nem besta.

De novo Orígenes Lessa: Os marginais são uns infelizes. Há os que nunca tiveram ensino e foram formados na escola do crime e das drogas. Nasceram no crime e aí permanecem. Todavia, têm momentos de ternura, gestos bonitos, como aquele “Graças a Deus” de um deles quando soube que uma criança escapara de um acidente automobilístico, resultado de imprudência ao volante.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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De autoria de Ítalo Calvino, no romance As Cidades Invisíveis (Le città invisibili) o navegador Marco Polo descreve sua fantástica viagem por cidades invisíveis. A propósito de cidades invisíveis, quando as chuvas caem copiosas, nossas metrópoles ficam inundadas. Cidades não litorâneas, como São Paulo e Belo Horizonte, se mostram, então, mais vulneráveis a verdadeiras catástrofes.

Cenas de emocionar, na TV, se repetem praticamente todo ano: carros arrastados pelas águas, casas construídas em zonas de risco desabando, pessoas sendo salvas pelo corpo de bombeiros, pessoal da defesa civil e voluntários, gente se arriscando em viaturas, ônibus, motos, utilitários enfim, nessas horas de pouca utilidade. Balanço final: mortes, pessoas feridas, traumatizadas, gente apenas com a roupa do corpo.

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