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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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A mãe de Laura começou a falar para ela sobre a crônica que eu havia escrito: “O mundo adulto das crianças” – na qual Elisa, minha netinha, e Laura são protagonistas. Primeiro, segundo descrição da própria mãe, Laura olhou para ela ‘mega’ assustada: – “Mamãe!!! O que é crônica?” A mãe de Laura conseguiu dar uma boa explicação dizendo que essa era uma historinha sobre ela, Laura, e Elisa. Leu a crônica, Laura bateu palmas, deu risada e a leitura teve que ser repetida várias vezes. No dia seguinte, Laura acordou e foi logo falando: – O livro do vovô Antônio tem uma página só? Que tal ler hoje a outra página? E cheguei à conclusão de que uma garotinha de três anos estava a definir crônica: “um livro de uma página só”. As crônicas comumente são publicadas em jornais e revistas. Em alguns casos, são depois reunidas em livros. Vovô Antônio já tem um livro de crônicas publicado. Agora o plano é reunir crônicas em livro eletrônico.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Do latim, lectura, de legere, de início teve o sentido de colher, escolher. Vale também escolher o livro semeado. Isso depende da qualidade da semente. Consta que até a Idade Média a leitura era feita em voz alta. Mas Santo Agostinho relata de seu ídolo, Santo Ambrósio, morto em 397: “Quando lia, conduzia os olhos pelas páginas, e seu coração procurava o sentido, mas sua voz e língua silenciavam”.

Existe a expressão “devorador de livros”. Na verdade, ler é como comer. O profeta Ezequiel usou esta expressão, literalmente: Come o livro! E dele se alimentando, encher-se-ão as tuas entranhas, e a tua boca se tornará doce como mel. Os pensamentos assim digeridos, isto é, meditados e assimilados, brotarão e produzirão frutos proveitosos em palavras amadurecidas.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Acho graça em certos panegíricos, sobretudo de pessoas falecidas ou em determinadas declarações de bons antecedentes, como se a pessoa tivesse sido ou fosse de conduta ilibada, sem mancha, incorrupta. Em Dom Casmurro, Machado de Assis escreve: “elogiou o enterro, e por último fez o panegírico do morto, uma grande alma, espírito ativo, coração reto”. Isso é comum. Na verdade, não se deve botar para fora os podres de ninguém, muito menos dos finados. Mas não há quem nunca tenha cometido erros e magoado pessoas, nem mesmo os chamados santos que abalaram o mundo. Basta pôr um advogado do diabo para investigar.

Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões e eu o guardarei em meu coração, sim, no coração do meu coração. Essa citação de William Shakespeare, tornada proverbial, nos remete a uma visão realista do ser humano, esse, nem anjo nem animal e, ao mesmo tempo, um caniço pensante, lembrando Pascal na tentativa de definir o imprevisível.

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