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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Em sal se pagava aos soldados romanos, daí a palavra salário e as expressões “vale seu sal” (worth his salt) ou “ganhando seu sal” (earning his salt). Antigamente, o sal chegou a ter o valor calculado a preço de ouro. Em sentido figurado, sal pode significar graça, vivacidade: É um rapaz completamente sem sal. Como também malícia espirituosa, pilhéria: Suas anedotas fazem rir, têm sempre muito sal e são apimentadas.

No batizado católico, até 1973, usava-se colocar uma pitadinha de sal na boca da criança. De tão pequena que era a porção de sal surgiu a expressão: Essa pessoa não vale o sal do batismo. Naquele tempo, disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perder a sua força, com que se há de salgá-lo? Para nada mais há de servir senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”. O trabalhador, em qualquer atividade do exercício profissional, é sal da terra. Com o suor do seu rosto, literalmente, ou por analogia. Fernando Pessoa, em Mar Português, exclama: Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Quem tem poder em geral acha que tem direito a privilégios e imunidades.
Quem tem poder em geral a ele se apega por qualquer meio lícito ou ilícito.
Quem tem poder em geral é adepto da omissão, da conivência, do corporativismo.
Quem tem poder em geral se deixa picar pela mosca azul.
Quem tem poder em geral se considera dono da verdade.
Quem tem poder em geral se acha Manda-Chuva.
Quem tem poder em geral pensa que basta um agradozinho de vez em quando.
Quem tem poder em geral usa a mídia para valorizar futebol e novela, pão e circo.
Quem tem poder em geral usa de justiça unicamente para os fracos.
Quem tem poder em geral prefere ações paliativas a ensinar a pescar.
Quem tem poder político em geral está se lixando para o povo.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Cecília Meireles escreveu “Ou isto ou aquilo; ou isto ou aquilo e vivo escolhendo o dia inteiro!” Cecília, poeta ou poetisa? A poetisa exigiu ser tratada de poeta por entender que a forma poetisa, gramaticalmente correta, desqualifica a mulher. Poetisa rima com papisa, mas “papam habemus”, temos papa. Sempre isto ou aquilo? Quem sabe, ou isto e aquilo, pois às vezes se pode “estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”. É quando se tira a média em determinada equidistância dos pontos extremos. Uns dizem, por exemplo, que gramática nunca mais; outros pensam que gramática é tudo. Sempre tive vontade de saber todas as gramáticas de cor para poder infringir normas gramaticais de propósito, com conhecimento de causa, em favor do estilo, da fonética, do ritmo, da sintonia com o leitor. Como se dá na licença poética: dos poetas, das poetas e das poetisas.

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