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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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“Terra patrum”, pátria, país, é o território dos pais, dos antepassados. Terra Mãe. Em uma de suas odes, Horácio, poeta lírico, conclama e Regina Spektor, compositora russa radicada nos Estados Unidos, canta: “Dulce et decorum est pro patria mori”, é doce e honroso morrer pela pátria.

Terra natal, ou cidade natal, é o lugar onde ocorreu o nascimento. Jesus nasceu em Belém, mas era conhecido como o Nazareno, ou o Galileu. Paulo de Tarso, na atual Turquia, era também cidadão romano. Aristóteles, o Estagirita, era de Estagira, antiga cidade da Macedônia, hoje na Grécia. Guimarães Rosa, de Cordisburgo, digo, do Sertão: “O sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente. Levo o sertão dentro de mim e o mundo no qual vivo é também o sertão.” “O sertão é do tamanho do mundo.”

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Era uma vez um rincão ao qual, uma vez “achado”, foram dados os primeiros nomes de Vera Cruz e depois Santa Cruz. Os descobridores ficaram doidos com a região recém-descoberta, que lhes pareceu um Eldorado. Segundo a lenda, um homem todo-poderoso, em espanhol, El Dorado, tinha por hábito espojar-se no ouro em pó, para ficar com a pele dourada. Coincidência, mais tarde, descobriu-se ouro, muito ouro, nas suas minas gerais. E aí o El Dorado foi literalmente despojado em suas entranhas, procedimento sempre seguido pelos caciques de cá e pelos colonizadores al di là.

A plebe eldoradense e os inconfidentes eram, e continuam sendo tratados “manu miltari”, coercitivamente, por militares e não militares: grilhões, forca, exílios, tributos escorchantes, escravidão, trabalho escravo, desemprego, subemprego, discriminações, inflação, juros altos. Para uma elite: mordomias, foro privilegiado, imunidade parlamentar, fome insaciável de poder, continuísmos, tudo formalmente sob a égide de que “todos são iguais perante a lei”. Belas chorumelas, lengalenga uma atrás da outra, uma depois da outra.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Beleza rural: por muitos, apreciada; por outros, desconhecida; por outros, ainda, descaracterizada, depredada, devastada.

Manhã. Arvoredo coberto de branco véu. Do néctar das flores exala suave e agradável aroma de deliciosa, fragrante embriaguez. Os galhos abrigam a passarada que dá voz à natureza ao romper da aurora. Cheiro de mato, de alfazema, de alecrim. Alcandorando-se nas copas de majestosas mangueiras, bandos de pássaros-pretos anunciam a alvorada. Pássaros outros gorjeando; um galo cantando. Vegetação exuberante. Aguada farta, boas vertentes, arroios a proporcionarem de beber aos animais.

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