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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Saber esquecer o mal também é ter memória! E que memória! Bota memória nisso!… A propósito, use ponto de exclamação ou de admiração [!] para expressar o lado admirável do mundo e da vida. Incluindo ou não a presença dos pronomes que e quem, empregados exclamativamente: Magnífico! Bravo! Que beleza! Quem me dera! A propósito, e admiravelmente a propósito, a palavra milagre vem de “mirari” que, em latim, significa tomar-se de admiração ante coisas da vida que se impõem como boas, verdadeiras ou belas. E tomar-se de admiração é ter alma de salmista. É ter sensibilidade ante os céus que proclamam a glória de Deus e o firmamento que anuncia a obra de suas mãos.

Com o ponto de exclamação, dê entoação à voz, solte um grito, um brado de prazer, de alegria. É goooool!… Na pontuação certa, dê vazão também à raiva, à tristeza. Vale soltar os cachorros. Ninguém é de ferro. De vez em quando, pode. Adélia Prado não escreveu “Solte os cachorros”? Jesus não expulsou os vendilhões do templo? De outra feita, também pegou pesado: Ai de vós, hipócritas!

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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Os sinais de pontuação marcam o compasso e a harmonia na entonação das palavras. Conhecidos também como pontos de suspensão, pontinhos, três-pontinhos, os pontos de reticência indicam um certo suspense. Dot dot dot, como na canção Honey Honey, de Mamma Mia. Reticenciar indica, pois, interromper a cadência, num texto, seja porque fica facilmente subentendido o que não foi dito, seja porque a conclusão é evidente, seja porque é intencional a omissão de uma coisa que se deveria ou se poderia dizer, mas apenas se sugere. Inclusive depois de uma interrogação (?…) ou de uma exclamação (!…). Em certos casos pode haver uma segunda intenção e até uma terceira intenção. A interrupção proposital no meio de uma frase atende pelo pomposo nome de aposiopese, como em: Filho de peixe… (subentendido: peixinho é).

“Reticências”, segundo Mário Quintana, “são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho”. Ainda Quintana: “A maior conquista do pensamento ocidental foi o emprego das reticências”.

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Andréa Tavares
Mestre em Ciência Política/Relações Internacionais (UFPE)
Editora do Diário Oficial do Poder Legislativo. Docente em Comunicação Social, Ciência Política e Relações Internacionais
andreatavaress@gmail.com
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Expressar o pensamento, principalmente usando a escrita, é um desafio milenar. Ao tomar o Brasil como referência, verificou-se, por anos, um elevado índice de analfabetos. O problema se agravou quando o cenário histórico, político e econômico exigiu a redefinição do conceito analfabetismo. Dois termos, então, ganharam espaço: alfabetização e letramento. Para os pedagogos, o primeiro processo vincula-se à compreensão e ao domínio do código escrito. O segundo, por sua vez, é entendido como a inserção na cultura escrita. Geralmente, tem início na infância, quando a criança se depara com comerciais, revistas, rótulos de produtos, e continua por toda a vida.

A partir desse cenário, fica mais fácil compreender por que elaborar uma redação – atividade exigida para o ingresso até mesmo em faculdades de pequeno porte – sintetiza a angústia de milhares de alunos.  Afinal, alfabetizar não se reduz ao domínio das “primeiras letras”. É fundamental saber utilizar a língua escrita em diferentes situações, lendo e produzindo textos. Pessoas que ingressaram na escola aprenderam a decifrar o código escrito e se tornaram aptas a ler textos curtos, porém não dominam a língua escrita em situações que exigem habilidades mais complexas, são consideradas alfabetizadas ou analfabetas funcionais. Estão, portanto, distantes da classificação “letradas”, pois não possuem o conjunto de conhecimentos, de atitudes e de capacidades necessário ao uso da língua em práticas sociais.

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