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Arquivo da categoria ‘Financiamento Estudantil’

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Ronaldo Mota
Membro do Colegiado da Presidência da ABMES
Chanceler do Grupo Estácio
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O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece diretrizes, metas e estratégias para os próximos dez anos da educação brasileira. Sendo lei (Lei no 13.005, de 25 de junho de 2014), cabe ao Governo e à sociedade respeitá-la e envidar todos os esforços para transformá-la em realidade.

No entanto, a quase totalidade dos estudiosos reconhece que algumas de suas metas, infelizmente, não serão cumpridas. O foco deste texto é, especificamente, a Meta 12, a qual se refere a elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33%, tendo como referência a população de 18 a 24 anos, assegurado que, pelo menos, 40% das novas matrículas sejam no segmento público.

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Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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“Na faculdade de economia, uma das primeiras lições que se aprende é que ‘não existe almoço de graça’”. (Francisco Wirton)

 De vez em quando surge outra onda querendo tocar no assunto da “universidade pública com mensalidades” que não consegue encontrar consenso porque os de cá e os de lá sempre caminham para o confronto e com isso não se chega a lugar algum.

O certo é que, radicalismos à parte, de origem nas públicas, o argumento é sempre com base no texto da Constituição. Não se enxerga, no entanto, que os tempos mudaram completamente e que as universidades públicas não souberam se conduzir, sob diversos ângulos, com boa gestão/administração e vive constantemente sob crises econômicas, e, assim, a arrecadação de impostos, combustível delas, pode se esgotar facilmente. E não como imaginamos, com destinações financeiras a atribuir-se ao ensino, à pesquisa ou à extensão, mas com a folha de pagamento que em breve pode ultrapassar limites extraordinários, administráveis.

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Roberto Leal Lobo e Silva Filho
Estadão, publicado em 29 de julho de 2018
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A procura pela formação superior, geradora da oferta de novas vagas, principalmente no setor privado, tem se mostrado extremamente volátil nos cursos de Engenharia, tanto quanto a demanda nacional por engenheiros.

Uma pequena variação do PIB Industrial é capaz de ser replicada e multiplicada na demanda por engenheiros. Esse fato foi demonstrado muito claramente em pesquisa realizada há alguns anos pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. Não é difícil entender o fenômeno. O investimento empresarial depende das perspectivas econômicas no futuro próximo e alguns estudos revelam que para cada milhão de dólares investidos há necessidade de mais um engenheiro no mercado.

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