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Arquivo da categoria ‘Novas tecnologias’

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Valmor Bolan
Doutor em Sociologia e Presidente da Conap/Mec (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni)
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Aula não é entretenimento, exige disciplina, concentração, esforço, sacrifício até, pois que é um processo que visa lapidar a pessoa, desenvolvê-la, torná-la sempre melhor como pessoa, por isso, o professor não pode ser apenas um dador de aulas, mas um formador. Este conceito muitas vezes questionado por correntes ultraliberais deixou de lado a função educadora da escola, que se tornou vítima de um tecnicismo que dá primazia à informação, no aspecto quantitativo, em detrimento da qualidade do conhecimento adquirido. O professor não é um animador de auditório, mas um educador. É disso que precisamos retomar enquanto valor, porque pelo que se vê por aí hoje em dia, há muitas escolas que querem oferecer aos alunos e pais dos estudantes um cardápio de professores-show, ótimos contadores de piada e de gracejos, simpáticos, que sabem entreter uma sala de aula. E para por aí. No final das contas, não fica nada de conteúdo, e quem sai prejudicado com isso são os alunos, que acabam sendo logrados pela instituição que se propôs a educar. Quando é que afinal começaremos a acabar com a farsa daqueles que se aproveitam do lema “finge que sabe, finge que aprende”. É por isso que mais e mais alunos vão perdendo a capacidade criativa e crítica, não sabem nem ao menos fazer uma redação com começo, meio e fim, analisar e interpretar um texto, distinguir conceitos e influências ideológicas, fazer comparações, etc. Tudo isso preocupa, e temos que fazer alguma coisa.

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Suli de Moura
O Girassol, publicado em 15 de fevereiro de 2012
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Um nativo digital é aquele que nasceu e cresceu com as tecnologias digitais presentes em sua vida. Caracterizam-se por não usarem papel, tendo em vista a utilização do computador. Estas novas tecnologias exigem das IES (Instituições de Ensino Superior), de seus professores e gestores nova postura no que diz respeito a acompanhar estas plataformas e também o que acontece nas mídias sociais.

As redes sociais tornaram-se a preferência dos estudantes, além de ser a porta de entrada da maior parte das pessoas que acessam a internet pela primeira vez. Todo mundo quer se comunicar: mídia social é conversação e conversação é relacionamento.

Antes das mídias sociais, o contato direto dos alunos nas IES era possível somente por meio de requerimentos ou reuniões. Hoje, eles já perceberam o poder das mídias sociais e têm conhecimento que podem prejudicar a imagem da instituição em que frequentam com apenas um post.

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Valmor Bolan
Doutor em Sociologia e Presidente da Conap/Mec (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni)
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Os grandes avanços da comunicação, especialmente a Internet, ampliaram a interatividade e o intercâmbio de conhecimentos. Hoje é possível acessar pela rede enciclopédias inteiras, obras clássicas da literatura, da arte, da música, etc. Ficou muito mais estimulante estudar, pois há muitas informações disponíveis, referências bibliográficas, debates online, entre tantas possibilidades. É preciso, portanto que os professores consigam motivar os estudantes a um melhor aproveitamento destas novas tecnologias, para que os alunos saibam não apenas acessar as informações, mas saber refletir sobre elas, enfim, fazer os jovens pensarem. A Internet é meio e não fim, daí que o desafio é fazer os alunos utilizarem os recursos existentes para que possam melhor compreender o mundo, e intervir no processo histórico de modo criativo e crítico. Nesse sentido, a Internet não pode ser visto apenas como entretenimento e sim como poderosa ferramenta para aquisição de conhecimentos. E até quem sabe a convergência de aprendizado como atividade lúdica. Afinal, não deveria ser tão maçante estudar, mas algo prazeroso.

Apesar de tanta pujança tecnológica, o que não podemos é nos desumanizarmos, mas aproveitarmos a riqueza ao nosso alcance para justamente nos tornarmos melhores como pessoas, em todos os aspectos.  Em tempos de e-books, permanece o gosto pela leitura, e tudo isso deve continuar a fazer parte da vida do estudante, sem que a Internet empobreça e reduza o processo ensino-aprendizagem, pelo contrário. Saber ler um bom livro é também aprender a escrever bem um texto. Por isso, é necessário que saibamos estimular os jovens à leitura, mesmo os textos acadêmicos em pdf, pois é somente lendo, lendo mesmo, é que irão alcançar níveis elevados de reflexão e criatividade. Não será preciso ter medo dos avanços obtidos, mas certamente encontrar os limites apropriados do seu uso, e os ajustes que se fazem necessários para evitar excessos.

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