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Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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“Usar ou não usar novas tecnologias na educação já não é mais a questão. Afinal, o uso da tecnologia faz parte da vida das novas gerações fora da sala de aula e, por isso, a sua aplicação em benefício da educação pode ser considerada um importante caminho para aumentar o dinamismo das aulas”. (Aline Caron Moroz – Especialista em Marketing Digital e Social Media)

Vereadores de Icó, no Ceará, aprovam lei que reduz pela metade a carga horária e os salários de professores, na última quinta-feira, dia 22.O Sindicato dos Professores de Icó informou que, com essa medida aprovada, 362 professores serão diretamente afetados. Com a redução dos salários dos docentes pela metade cai também a carga horária. Só falta a prefeita sancionar a lei e ela diz que a folha de pagamento do município já ultrapassa o teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Por tal medida, Icó, com perto de 68 mil habitantes, está definitivamente riscada do planeta.

Ler sobre o fato acima é inimaginável para Vanderlei Martinianos[1], pesquisador incansável em busca de inovações radicais na educação, atuante como consultor em gestão de projetos e palestrante futurista da educação.

Ser um futurista da educação é simplesmente pensar de forma ampla e detalhada as implicações da educação do futuro e estar antenado com a comunidade de futuristas, com os acadêmicos e empreendedores, com as principais tendências tecnológicas que possam elevar o padrão da educação de forma particular e no geral.

Martinianos é empreendedor nato e defensor de uma nova educação que seja massiva, global e personalizável (a la carte), privilegiando o uso das diversas categorias de inteligências bem como dos perfis psicológicos, objetivando melhorar a retenção de conhecimento e eliminar redundâncias e desperdícios no currículo escolar. Acredita no poder dos MOOCs mas insiste em uma mudança total da forma que os mesmos são projetados na atualidade.

Nas palestras que fez na Campus Party em 2016, Martinianos fala sobre as projeções tecnológicas para o futuro e advoga a favor do uso das tecnologias educacionais e de nos prepararmos na prática sobre ensinar e aprender neste futuro que será cada vez mais dominado e dependente de tecnologias avançadas. As máquinas terão amplo poder de processamento e um tipo de inteligência muito similar à humana, e todo o paradigma da educação terá de mudar em função desta nova realidade.

A educação do futuro será imperativamente personalizada, todo estudante será conhecedor do seu perfil de forma a gerar estímulos que façam sentido ao seu padrão biológico.

Nessa palestra (O Futuro das Tecnologias Educativas), Martinianos diz:

“É impressionante como os indicadores apontam que estamos categoricamente em uma nova revolução. Inúmeras são as profissões nascendo ou ganhando maior visibilidade no mundo: engenheiros, neurocientistas, engenheiro educativo, geneticistas e neuropolíticos. Enquanto várias outras sofrem mudanças radicais: motoristas, professores, enfermeiros, pilotos de avião e telemarketing. O novo estilo de educação não deixa dúvidas de que estas alterações profissionais surgirão com maior intensidade. O conhecimento já está na nuvem”.

Ele nos dá ainda um “aperitivo” de como a educação já está chegando nos principais países do mundo:

  1. A trajetória do aluno vai contar muito. O bom currículo não estará mais relacionado à quantidade de cursos que ele tenha participado ou concluído, mas sua experiência real, nível de inventividade, capacidade crítica e, especialmente, sua visão de mundo.
  2. Prototipar, testar, reconstruir e tirar conclusões. Aprender como as coisas funcionam produzindo com as próprias mãos. Os cálculos são imprescindíveis para se construir uma ponte, entretanto, ao imprimir uma miniatura em 3D, o aluno poderá testar os materiais e entender a necessidade de elaboração dos cálculos.
  3. Cada aluno apreende o conteúdo de uma maneira: escrevendo, observando, lendo ou assistindo um vídeo. As competências cognitivas de cada criança poderão ser identificadas por meio de testes de DNA, íris ou sangue. Assim, conhecendo a fundo o aluno, poderemos entregar a ele uma metodologia de ensino personalizada e indicar, inclusive, quais as áreas que mais combinam com sua personalidade.

A escola deve romper a diferença entre aluno e professor, colocando todos em pé de igualdade. Os novos educadores, agora, têm a missão de serem tutores de seus alunos e não mais donos do conhecimento ou detentores das ciências em seus cérebros enciclopédico.


[1] Profissional do campo da Engenharia das Tecnologias Educativas pela Université de Poitiers na França. É graduado em analista de sistemas pelas Faculdades Integradas Anglo Americanas, no Brasil. Tem MBA no IAG da PUC-Rio e especialização na Fordham University e outras universidades americanas. Em Paris é diretor no IRDNA, um instituto voltado ao tema da Neuroeducação e responsável pela implantação do mesmo no Brasil. Atualmente lidera a fundação de um instituto chamado IPANE para radicalizar na implantação de novos métodos educativos e formar pessoal especializado para escolas futuristas bem como certificar e aplicar conhecimentos da área.

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