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Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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“Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos”. (Eduardo Galeano)

O XI Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP), que teve com o tema “Inovação e inclusão para o Brasil que queremos”, sem dúvida alguma vai ficar como marco da transformação da educação superior brasileira, porque o que lá foi discutido é o desafio da transformação e quebra dos “sagrados” paradigmas do status quo do atual estágio da educação em nosso país. Não se muda o velho mudando-se a roupa, o que precisamos mudar são a mente e alma.

A educação não será transformada se não mudarmos o modo jurássico do pensar do Estado. E, mais do que isto, transformar suas velhas carcomidas e corrompidas estruturas de poder é uma necessidade.

Preocupação principal: o maior problema do sistema universitário brasileiro são seus próprios atores. O sistema precisa ter coragem de se reinventar. E, para deixar bem claro, os atores somos nós, nossos arcaicos currículos, nossos professores desmotivados, nossas salas de aulas desatualizadas, nossos sistemas de ensino e processos de avaliação.

As cabeças dos dirigentes das nossas escolas, dos professores, das pessoas que compõe a estrutura do MEC e até mesmo dos próprios alunos precisam mudar. Para a modernidade acontecer, precisamos unidos colaborar para transformar o mundo patrimonialista, imoral, desavergonhado e corrompido da política brasileira, que rouba o povo brasileiro desde Cabral.

Como o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular vai disponibilizar os excelentes trabalhos apresentados no endereço www.cbesp.com.br, apenas para evidenciar a qualidade temática do congresso, saliento a apresentação do Prof. Daniel Castanho, no primeiro painel sobre Educação Superior Inovadora e Inclusiva, onde expôs o projeto transformador de sua instituição, intitulado “A experiência da Anima Educação: a transformação da educação por meio da inovação e do acesso”, que mostra as linhas da ação para modificar a realidade que bate às nossas portas. Quem quiser ser competitivo nos próximos anos, ter sustentabilidade, econômica, educacional e social, é só seguir o modelo. Se a mentalidade do Daniel não fosse a do apelo e de união de propósitos, ele não mostraria o plano de desenvolvimento de sua instituição e não diria o que concluí, em minha mesa de discussão. Inspirando-me em suas palavras:

“Precisamos criar um grande ECOSISTEMA DA EDUCAÇÃO BRASILERA, para cada um fazendo a sua parte, todos trabalhando juntos, pequenas, grandes, particulares, públicas, técnicas, de pesquisa… enfim todos em único e integrado ECOSISTEMA”.

E são as entidades representativas do setor que devem se programar para este esperado projeto e colocar a mão na massa para isto acontecer. Como disse em artigo anterior, o grande desafio deste congresso será colocar suas ideias em ações. A mais importante tarefa é alinharmos estratégias para atuarmos num ambiente universitário mais acolhedor e saneado competitivamente.

Coordenei a mesa “Perspectivas e Soluções educacionais para o Brasil que queremos” e questionamos os professores Ronaldo Mota e Manuel Formiga e o economista João Noronha sobre o tema. Na conclusão dos debates, propus e senti acolhida a proposta de que, para o Brasil que queremos acontecer, precisaremos deixar de ter expectativas que caem dos céus e influir para que de fato aconteçam para termos um país mais justo e altaneiro.

Esse é o propósito da criação do Instituto “SÓ A EDUCAÇÃO SALVA O BRASIL”, que tem como objetivo maior encontrar programas viáveis para salvar o Brasil dos centenários males que nos impedem de dar melhor qualidade de vida aos nossos concidadãos. Será o elo propositor de Ideias e Programas, entre o Brasil atual e o Brasil que precisamos e que queremos.

Durante a mesa-redonda, apliquei uma enquete para verificar, na opinião dos participantes, qual o problema do Brasil. Desigualdade social, corrupção e educação foram, dentre os dez maiores problemas mostrados, os três que mais preocupam.

A pesquisa segue aberta e, por isso, seu resultado segue dinâmico. A todos os interessados em participar, podem clicar aqui e responder.

A pesquisa mostra que nossos problemas estão evidentes, mas, para salvar o Brasil que queremos, precisamos passar pela educação, e isso significa defrontar os sintéticos círculos abaixo, melhor explicados neste link. A ideia é baseada num trabalho do Prof. Evando Neiva, da Fundação Pitágoras.

O instituto “Só a Educação Salva o Brasil” é ainda uma ideia em gestação e por enquanto só uma pretensão. Está baseada na colaboração e compartilhamento de pessoas que desejam um país com menos problemas e com mais otimismo e autoestima. Para isto, precisa contar com a colaboração dos talentos e cérebros e com a disposição das pessoas para endireitar os rumos da nossa nação. O objetivo é ter ideias que, transformadas em programas, possibilitem um Brasil mais igualitário, desenvolvimentista e sustentável até 2052.

Explicando o porquê: nascem 321 bebês por hora. Significa contabilizar 2 milhões e oitocentos mil brasileiros por ano, que nascerão a partir de amanhã.  Se tiverem uma primeira infância sadia, terão capacidade de entrar no curso básico com 7 anos. Ingressarão no ensino superior (tecnólogos, graduação e outros) com 20 anos, se tornarão universitários com 24 anos e experientes cidadãos aos 30 anos. Com otimismo, dei mais quatro anos para uma geração colocar o país de pé. Mas é um caminho que só poderá ser percorrido com educação e com otimismo. É bom possível que leve mais tempo.

“Só a educação salva o Brasil” não pretende inventar a roda das soluções educacionais. Primeira tarefa é tentar reunir todos os projetos assemelhados, como Todos pela educação, Fundação Pitágoras, Instituto Ayrton Sena, Fundação Leman e outras assemelhadas. Para as próximas eleições há um projeto que a OAB capitania e que a ABMES apoia e que pretendemos colaborar.  Há uma ideia a ser apresentada à ABMES que no lugar de fazer a costumeira reunião com as equipes dos candidatos, deve fazer o contrário: chamar os candidatos para ouvirem o que o Brasil precisa com base na educação.

A estrutura organizacional do “Só a educação salva o Brasil” vai ser pensada e logo divulgaremos, ocasião de solicitarmos a sua colaboração que é DOAR UMA SEMANA POR ANO DE SUA EXPERIÊNCIA E IDEIAS para darmos um jeito neste país.

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