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Ana Luisa da Veiga Aguilar Rios
Fernanda Coelho Borges
Marcella Martins Giordano
Mêline Lisboa Pereira
Thais de Melo Ramos
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Conheça esse e os outros dois projetos premiados na 20º Edição do Top Educacional Professor Mário Palmério no ABMES Cadernos 27. Acesse aqui a íntegra da publicação.
As inscrições para a 21ª edição já estão abertas. Acesse www.top.abmes.org.br e saiba mais.

O Projeto Esse Rio é Minha Rua é um projeto de extensão universitária que atua nas comunidades de Bom Jardim e Igarapé do Cabresto, ambas situadas no município de Barcarena Pará, o qual está situado a cerca de 300 km da capital Belém. O projeto visa fortalecer as comunidades ribeirinhas, através do empreendedorismo e a criação de uma cooperativa, com o intuito de que a riqueza natural destas comunidades seja melhor aproveitada. Tais riquezas naturais (cuja principal delas é o açaí) tem um grande potencial econômico, no entanto as famílias ribeirinhas ainda não conseguiram explorá-lo. Além disso, é necessário que se tenha uma preocupação ambiental, haja vista que estes recursos naturais, apesar de abundantes, são finitos e devem ser aproveitados de forma consciente e sustentável.

Inicialmente os alunos do projeto identificaram em maio de 2010, através do diagnóstico no lócus de atuação e da análise da situação de 105 famílias, que estas careciam de uma organização que pudesse lhes assegurar direitos básicos, como saúde e educação. Com isso foi criada uma associação dos moradores dessas comunidades, a qual já garantiu algumas conquistas. Posteriormente, foi formada uma cooperativa desses moradores para que assim pudessem ter maior competitividade no mercado, com a possibilidade de vender seus produtos (em especial o açaí) para grandes compradores.

Com isso, para se chegar à viabilização da cooperativa foram traçados alguns objetivos que, segundo a equipe de alunos, garantiriam a maior efetividade para se chegar ao objetivo geral do projeto que é o fortalecimento da comunidade, tanto do ponto de vista social, quanto do ponto de vista econômico e ambiental.Para que a comunidade fosse fortalecida foram estruturados os seguintes objetivos específicos: Promover capacitação em gestão de empreendimentos comunitários, em técnicas de produção e de comercialização e na formação de multiplicadores; Complementar a formação teórica dos alunos do CESUPA com aplicações práticas, desenvolvendo assim novas perspectivas, contribuindo para a formação de um espírito empreendedor, crítico e analítico, subsidiando dados para futuras pesquisas; Mobilizar e integrar alunos e professores de diferentes áreas do conhecimento; Realizar módulos de capacitação/treinamento para diretoria e seus cooperados; Assessorar as comunidades na prospecção dos seus negócios; Construir a sede da cooperativa/ Centro de treinamento na comunidade;   Promover parcerias com outras instituições; Desenvolver estratégias de marketing que valorizem o trabalho da comunidade perante o mercado; Contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades; Intermediar o relacionamento das comunidades com organizações civis que atuem na promoção de assistência social; Melhorar o desempenho funcional dos produtores, por meio de uma adequada ergonomia do trabalho e do repasse de técnicas de ginástica laboral; Desenvolver um Programa de Práticas Ambientais que visa estimular a educação ambiental da cooperativa e seu entorno em prol do desenvolvimento sustentável da região; Promover o bem estar através de práticas nos três níveis de atenção a saúde; Realizar módulos de exames para traçar um perfil epidemiológico da região; Fornecer módulos com equipe de saúde a fim de minimizar possíveis riscos e patologias encontradas na comunidade.

Esses 13 objetivos específicos foram divididos em 8 áreas de atuação. Atualmente pode ser considera que já foram concretizados 6 eixos principais: inserção no mercado, visto que os cooperados tiveram contato com profissionais das áreas de marketing, recursos humanos e finanças, estreitaram relações com possíveis compradores da principal fonte de renda, o açaí; Conscientização ambiental, através de curso de reutilização de produtos descartáveis, campanhas de arrecadação de garrafas pet e palestras de conscientização ambiental, direcionada a todas as faixas etárias, para conceituação e manuseio adequado de resíduos orgânicos e inorgânicos; Capacitação técnica, com o intuito de aumentar a produção e melhorar o plantio do açaí foi realizado um curso de manejo orgânico; Organização da comunidade, a comunidade foi organizada em uma associação, assim, alcançou direitos que antes não tinham, como reativação da escolinha, antes desativada; Qualidade de vida, atividade como módulos que abordaram: saúde, mediante palestras e consultas com distribuição de medicamentos de acordo com a necessidade; gestão doméstica e empresarial e melhoramento de processos; Extensão, o Projeto Esse Rio é minha Rua auxiliou a complementar a formação acadêmica dos alunos da IES, com aplicações práticas e desenvolvimento de habilidades e perspectivas.

Apesar da cooperativa ainda não estar em fase de comercialização do fruto, o incremento da renda ate o momento deve-se ao fato do aumento da produção dos cooperados, de forma individual, provocado pela melhoria do tratamento do plantio. Assim como essa ação já desenvolvida e tendo em vista o cooperativismo, considera-se que todos os treinamentos, capacitações e a assessoria fornecidas serão a base para que a comunidade de continuidade ás atividades e práticas de gerenciamento após a finalização do projeto.

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2 Respostas para “Projeto Esse Rio é Minha Rua: a extensão universitária como instrumento de desenvolvimento sustentável de comunidades ribeirinhas na Amazônia”

  • Simone Mouta de Oliveira says:

    Boa tarde! Gostaria de saber quem são os autores desse projeto Esse Rio é minha Rua(desenvolvido pelo CESUPA),pois minha sobrinha participa e não sabe quem são os autores iniciais deste grande projeto, para poder citá-los na Plataforma Lattes. Vejam como ela citou na plataforma Lattes: Esther Mouta de Oliveira Silva.Gostaria da devida orientação sobre isso. Muito Obrigada

     
  • Cristina Sá says:

    Acho muito importante esse tipo de incentivo. Muitos projetos não vão para frente por falta de apoio, divulgação, reconhecimento. Com um prêmio assim as escolas podem se animar em investir nos projetos e também mais gente fica sabendo.
    Parabéns ao que pensam além do dia a dia das escolas.

     

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