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Maria Carmen TavaresMaria Carmen Tavares Christóvão
Mestre em Gestão da Inovação
Diretora da Pro Innovare –www.proinnovare.com.br
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Durante os últimos anos gestores educacionais investigam as melhores práticas sobre inovação educacional tendo em vista o cenário em que se inserem as instituições de ensino privado em que precisam ser competitivas. Quais são os espaços e experiências mais relevantes que geram níveis elevados de criatividade e inovação nas instituições de ensino?

Muito do que lemos na literatura nos trás a ideia de que os processos mais inovadores originaram-se a partir de indivíduos altamente diferenciados em forma de um lampejo criativo. Mas, precisamos entender outra faceta dos processos de inovação. Steven Johnson, autor do livro- De onde vêm as boas ideias, afirma que as ideias revolucionárias quase nunca surgem num surto repentino de inspiração.

Trata-se de uma construção coletiva em ambientes específicos que terão seu clímax em momentos propícios onde haja todas as condições para que o processo de inovação aconteça. O autor cita o exemplo dos cafés durante o Iluminismo e os salões parisienses do Modernismo, espaços que eram motores de inovação, pois criavam um espaço onde as ideias pudessem se misturar e gerar novas formas de serviços, produtos e atendimento de demandas. Uma mistura de grandes insights entre indivíduos que exercitam a criatividade, equipes que buscam o novo e uma gestão que propicie a busca por soluções originais.

O processo criativo se dá na realidade com a construção de um ambiente corporativo onde tanto o indivíduo quanto a equipe adquirem uma maior consciência de si e de suas capacidades de percepção e ideação, o que os torna potencialmente mais inovadores diante dos desafios que se apresentam.

Assim, a Criatividade e Inovação, sua parceira mais constante é também uma competência técnica a ser aprendida. Ela não funciona como uma chave de liga e desliga. Mas, indivíduos e equipes criativas carregam durante sua trajetória o olhar investigativo, a inquietação, o questionamento, o pensar propositivo, a ação solucionadora e realizadora.

Essa maneira de se obter a inovação nos espaços educacionais se confunde com a própria maneira de viver o cotidiano nos ambientes de aprendizagem em que as experiências devem ser estudadas, compartilhadas e aprendidas, tanto em seus territórios de expressão mais livre quanto nos de expressão mais utilitária, se interpenetram e se auxiliam em energia, na visão constitutiva do processo de inovação.

De onde surgem as grandes inovações-1

 

 

De onde surgem as grandes inovações-2

 

As figuras acima demonstram a organização do processo criativo desde os campos mais puros onde ela pode ser expressa livremente até um processo em que se pode aplicar a criatividade como ferramenta para fomentar a inovação individual e no grupo.

Abaixo um esquema estruturado para o fomento da inovação através do processo criativo descrito nas figuras anteriores.

De onde surgem as grandes inovações-3

 

Algumas instituições de ensino dispõem de estruturas cuja missão é fomentar a inovação institucional, mas na maior parte das vezes não é uma ação processual. São raros os programas e atividades organizacionais para capacitação de indivíduos e equipes a estimular o olhar criativo e inovador. Trata-se de um espaço importante, cujo desenvolvimento tornará a instituição muito mais competitiva. Destes espaços é que surgem de fato as grandes inovações.

É recente a compreensão de que estamos imersos num sistema de inovação formada por uma teia de múltiplos atores (gestores, docentes, empresas, clientes, mercado, governo). Mas, necessário ter em vista o papel decisivo da inovação para o desenvolvimento , seja ele de instituições ou do país.

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8 Respostas para “De onde surgem as grandes inovações?”

  • O site da http://www.proinnovare.com.br está com problemas??? Não consigo acessá-lo…

     
  • Obrigado pela inspiração, Carmem. Acredito que a criação de condições para a inovação passa pelo interesse das pessoas em partilhar suas ideias, com paciência e respeito. A metáfora dos cafés foi ótima. Abraços e parabéns pelo excelente texto.

     
  • Marcelo christovao says:

    Muito legal seu ponto de vista, acho que uma parte do que você fala foi aplicado pela Apple. O mais difícil é a valorização do intuitivo, dentro de organizações engessadas.

     
  • Edvaldo Gomes says:

    Muito bom o seu artigo,bastante inovador com bastante criatividade,meus parabéns.

     
  • Rubens Martins says:

    Prezada Maria Carmem, admiro seu entusiasmo com as questões ligadas à inovação educacional, e espero que estas reflexões possam sensibilizar gestores, docentes e também órgãos governamentais para, de alguma forma, as políticas públicas incorporarem mecanismos de valorização e indução de boas práticas educacionais nos cursos superiores.

     
  • Nei Grando says:

    Carmem, muito bom seu artigo incluindo as imagens. Cada vez mais é preciso tornar claro que tão importante quanto a imaginação que contribui para o processo criativo na geração das ideias de valor, conhecimento proporciona a base de sustento para a criatividade, e atitude que é a força de vontade do indivíduo/equipe para transformar a(s) ideia(s) em algo concreto (protótipo / invenção); é também necessário recursos, cultura e ambiente propícios (da organização), num contexto tecnológico, econômico e social apropriado (timing) – para levar a invenção ao mercado com sucesso (que resulta na inovação). E é verdade que tudo isso não acontece num passe de mágica, é necessário apoio da liderança, alinhamento com a estratégia, disciplina e método, onde se combina conceitos, capacidades, conexões, recursos, tempo e até mesmo uma pitada de “sorte”, não só para inovar, mas para fazer isso de forma sustentável. Acredito que aos poucos as atuações das universidades, organizações, risco e governo juntos proverão condições para que o Brasil possa se tornar um país realmente inovador. Abraço, @neigrando

     
  • Palestras e Cursos sobre o tema Criatividade e Inovação.
    ​Maria Carmen Tavares Christóvão
    Mestre em Gestão da Inovação e Pós Graduada em Adm. de RH.
    Diretora da PRO INNOVARE | Assessoria e Consultoria em Gestão da Inovação |
    +55 31 3568.5754 | Cel: +55 31 9251.5555 |
    http://www.proinnovare.com.br

     
  • Elimar Melo says:

    Sensacional!!! A escola deveria exercer, também, o papel de provocar a inovação ao invés de apenas reproduzir as ideias já prontas. Parabéns pela provocação Maria Carmen.

     

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