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Janguiê Diniz
Diretor presidente da ABMES
Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
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As startups brasileiras ainda não conseguem se sustentar adequadamente. É o que mostra levantamento da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, consultoria especializada em inovação: 74% das empresas desse tipo não sobrevivem mais do que cinco anos. Os motivos são vários, mas a falta de inovação – que deveria ser uma premissa da startup – influencia fortemente no fracasso do empreendimento. O mesmo apontamento pode ser feito para empresas tradicionais: no cenário atual, não inovar traz risco de falência.

É grande o número de empresas que sofreram grandes perdas ou mesmo foram à falência por relutarem a abraçar novas tecnologias ou manterem seus produtos os mesmos sempre. Um grande exemplo é o da Kodak: a empresa, que fora a maior do mundo no ramo de fotografia, faliu porque não se antecipou às tendências do mercado – as câmeras digitais, mais tarde também substituídas por smartphones. Insistiu na venda dos filmes fotográficos, que viriam a deixar de ser utilizados. A quebra poderia ter sido evitada se a companhia investisse em inovação – inclusive, por seu tamanho, teria a chance de, mais uma vez, ser pioneira no setor.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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De autoria de Ítalo Calvino, no romance As Cidades Invisíveis (Le città invisibili) o navegador Marco Polo descreve sua fantástica viagem por cidades invisíveis. A propósito de cidades invisíveis, quando as chuvas caem copiosas, nossas metrópoles ficam inundadas. Cidades não litorâneas, como São Paulo e Belo Horizonte, se mostram, então, mais vulneráveis a verdadeiras catástrofes.

Cenas de emocionar, na TV, se repetem praticamente todo ano: carros arrastados pelas águas, casas construídas em zonas de risco desabando, pessoas sendo salvas pelo corpo de bombeiros, pessoal da defesa civil e voluntários, gente se arriscando em viaturas, ônibus, motos, utilitários enfim, nessas horas de pouca utilidade. Balanço final: mortes, pessoas feridas, traumatizadas, gente apenas com a roupa do corpo.

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Wanda Camargo
Assessora da presidência e coordenadora de projetos culturais do UniBrasil Centro Universitário
Pesquisadora de teorias da aprendizagem

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Muitas vezes no ambiente escolar fica bastante difícil reconhecer nas crianças muito quietas aquelas apenas sonhadoras, ensimesmadas por algo que uma grande escritora chama de “sintoma de poesia”, ou seja, a semente de alguém que olha o mundo com curiosidade, tem profundo interesse pela leitura – o que depende de ter acesso a uma biblioteca ou acervo doméstico de seus pais ou parentes – e que manterá ao longo da vida o hábito de pensar antes de falar, uma discrição inerente à sua personalidade, e que provavelmente será canalizada para a música, a pintura ou a escrita, um trabalho mais criativo com as mãos, um jeito inovador de usar o conhecimento.

De forma geral, procuramos “incluir” estes educandos, mesmo contra suas vontades, para a convivência e o trabalho em grupo, pois sabemos que este é um valor para nossa sociedade atual, fazer parte de uma equipe tem valor no mundo do trabalho, e o sistema educacional tem, entre suas várias outras funções, preparar desde muito cedo um futuro profissional.

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