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jacir-venturi2017Jacir J. Venturi
Professor e autor de livros, foi diretor de escolas, presidente do Sinepe/PR e vice-presidente da ACP
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Em todo relacionamento – em maior ou menor frequência e intensidade – haverá conflitos. E uma vez passada a fase da paixão, há três verbos que merecem ser conjugados: respeitar, dialogar e perdoar. O outro inevitavelmente possui escala de valores própria, nem sempre coincidente com aquela do companheiro e, tanto quanto seu DNA, carrega consigo uma história, experiências, traumas, aspirações e laços familiares que muito moldam suas expectativas. Neste mister, “sai sempre ganhando quem sabe amar e perdoar; não quem tudo sabe e tudo julga” – se faz oportuno Hermann Hesse, escritor alemão.

Quem tudo sabe ou tudo julga transfigura o companheiro num oponente. E, em qualquer relação, as discordâncias são salutares, até mesmo momentos de raiva – que são próprios da natureza humana –, desde que não degenerem o relacionamento em mágoas e que prevaleçam o diálogo, o companheirismo e a força dos bons argumentos. Ou, nas palavras do Apóstolo Paulo: “não se ponha o sol sobre a vossa ira”.

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Rafael Villas Bôas
Consultor Associado de Marketing na Hoper Educacional e Diretor de Planejamento na Agência Fess’Kobbi
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Recentemente, um executivo de marketing me relatou uma oportunidade que chegou à sua mesa: uma lista de leads. Eu não acompanho em tempo real as mudanças léxicas da indústria do marketing digital, como um analista de mídias online acompanha. Talvez algum especialista mais “antenado” que eu na bibliografia dessa disciplina (tão dinâmica e tão mutável) possa corrigir as impressões conceituais que tomo a liberdade de compartilhar.

Na minha – franciscana – opinião, o que configura um LEAD é o tempo. Um lead é um lead a partir da submissão de seu cadastro. Então não existe – para início de conversa – o conceito de “lista de leads”, senão se for uma lista das fichas colocadas em nosso sistema nos últimos minutos.

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Daniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica pela UFPR
Professor de História no Curso Positivo, de Curitiba
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Tem sido debatida no Senado Federal a sugestão popular que pede a retirada do título de Patrono da Educação Brasileira dado a Paulo Freire. A ideia recebeu mais de 20.000 apoios e foi transformada na Sugestão nº 47, de 2017, que está em tramitação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

Paulo Freire foi um educador que defendeu a condição fundamental da liberdade dos brasileiros. Sua obra e sua ação voltaram-se, até o fim de sua vida, a um objetivo maior: tornar as pessoas conscientes de seu lugar e de seus direitos no mundo. Um mundo livre. Trabalhou na Europa e na África porque não pode trabalhar no Brasil, assim como milhares de outros cientistas e professores. Na época o Brasil não era um lugar seguro para o pensamento que criticava as ações que impediam a formação da consciência dos direitos que todas as pessoas têm no mundo. Foi uma época de poucas liberdades. E todos pagaram por isso: uns indo para o exílio, outros sendo presos e a maioria, a grande maioria,  ignorando. E ignorar é o contrário da Educação.

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