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Roberto Lobo
Estadão, publicado em 4 de fevereiro de 2018
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As declarações do novo ministro Ricardo Vélez Rodriguez de que a educação superior não deve ser para todos criaram certa celeuma no meio acadêmico e na imprensa. Soou para muitos como uma postura elitista e discriminatória. Talvez seja, não o conheço, mas é preciso aguardar maiores explicações sobre seu pensamento antes de emitir um julgamento final, ou uma inapelável condenação.

Também é preciso fugir à tendência geral das soluções que, embora generosas, são impraticáveis, como a universalização do ensino superior em universidades de pesquisa públicas e gratuitas muito ao gosto de parte da sociedade. Mais importante, ainda, é encontrar um glossário que seja o mesmo para todos que discutem o tema.

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Simon Schwartman
Sociólogo, mineiro e brasileiro. Vive no Rio de Janeiro
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Em entrevista para o jornal Valor o Ministro da Educação, Ricardo Velez, disse que Universidade para Todos não existe, que a universidade deveria ser para uma elite intelectual. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, contestou dizendo que a política de sua universidade é de inclusão, e vai na direção oposta. Quem tem razão?

O gráfico a seguir dá as taxas de matrícula na educação superior em diversas partes do mundo. O único país que se aproxima do acesso para todos é a Coreia do Sul, seguida dos Estados Unidos, com cerca de 80%. Os países da Europa e Ásia central estão perto de 50%, e o Brasil e América Latina perto dos 40%. Estas são taxas “brutas”, que comparam o total de matriculados com uma população de referência, dos 5 anos posteriores à educação média, ou seja, de 18 a 22 anos no caso brasileiro. No Brasil, quase 60% dos estudantes de nível superior têm 23 anos ou mais, e por isto a participação efetiva dos jovens é muito menor.

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Gabriel Mario Rodrigues2

Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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Uma das perguntas mais interessantes propostas pelo filme Ivory Tower (Torre de Marfim)[i] é: por que um estudante médio (ou seja, sem nenhum traço de genialidade) ou sua família pagariam uma dívida de mais ou menos US$ 140.000 ao final de uma graduação, considerando que aproximadamente 40% dos que conseguem se graduar estão desempregados ou subempregados em trabalhos que exigem pouca qualificação ou totalmente fora das competências para as quais pagaram?

A epígrafe acima se liga a uma das últimas declarações do Ministro Vélez Rodríguez, do Ministério da Educação, que afirma: ”Hoje vivemos a era da informação e do conhecimento, e as tendências indicam que a vida no século XXI será pautada pelo aprendizado contínuo, pela criatividade, pela inovação e pelo empreendedorismo em todas as áreas e dimensões da vida humana, individual e coletiva.” E vai além: “Não faz sentido um advogado estudar seis anos para ser motorista de Uber: Nada contra o Uber, mas esse cidadão poderia ter evitado perder seis anos estudando legislação”.

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