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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Permito-me começar dizendo que um ângulo sorri, como escreveu Horácio, poeta latino: “Ille terrarum mihi praeter omnes angulus ridet”, aquele cantinho me sorri mais do que todos os outros da terra. Em sentido metafórico, um ângulo sorri onde seu coração está, “where the heart is” (Elvis Presley). A propósito, “smiles” é a palavra mais longa do idioma inglês: há uma milha entre o começo e o fim, entre a primeira e a última letra. Espero que você tenha uma “mile” de razões para sorrir. Ovídio, outro poeta latino, amigo de Virgílio e Horácio, órfão da terra, teve, no exílio,  praticamente o mesmo sentimento, porém expresso de maneira diferente: Minha terra pode estar em qualquer lugar, “Ubi bene, ibi patria”. Talvez assim se sintam muitos imigrantes adaptados à pátria adotiva tornada pátria amada, mãe gentil.

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Ronaldo Mota
Diretor Científico da Digital Pages e membro da Academia Brasileira de Educação
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A política regulatória estatal vigente no ensino superior brasileiro é fruto de décadas de experiências, tendo sido impregnada pelos acertos e equívocos de uma área reconhecidamente complexa e dinâmica. De forma simplificada, cabe ao  Conselho Nacional de Educação/CNE  o credenciamento e recredenciamento das instituições educacionais, o Ministério da Educação/MEC é responsável pelos processos de autorização e reconhecimento de cursos, enquanto o INEP realiza avaliações baseadas no Exame Nacional de Desempenho do Estudante/ENADE e em visitas in loco, por intermédio de comissões ad hoc. Além disso, cada instituição de educação superior conta com uma Comissão Própria de Avaliação/CPA, responsável pela autoavaliação interna.

O modelo em vigor tem sido criticado pela excessiva carga burocrática, por priorizar processos em detrimento de resultados objetivos e, especialmente, pelas dificuldades de mensurar, de forma adequada, aspectos essenciais da aprendizagem. Além disso, não é clara a consonância do sistema regulatório com o Plano Nacional de Educação/PNE, cuja pretensiosa meta prevê elevar até 2024 a taxa de matrículas de estudantes no ensino superior com idade entre 18 e 24 anos de 18% para 33%.

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Paulo CardimPaulo Cardim
Reitor da Belas Artes e Presidente da Conaes
Blog da Reitoria, publicado em 27 de maio de 2019
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A vida universitária acolhe pessoas de diferentes origens e habilidades desenvolvidas em estudos de níveis diversos. Educadores, educandos, gestores e profissionais da área técnica e administrativa de apoio têm objetivos individuais ou corporativos singulares. Há, contudo, um objetivo institucional – ensino e aprendizagem – que exige disciplina, respeito pela diversidade, pluralismo de ideias e aplicação dos recursos públicos ou da livre iniciativa de forma eficiente e eficaz. Nem sempre, porém, esse objetivo é alcançado integralmente. As instituições de educação superior (IES) cuidam de pessoas e formam cidadãos e profissionais, seu produto final. Não são peças. São seres humanos. Nesse “pequeno” detalhe reside a complexidade da educação, em qualquer nível ou grau.

Com o protagonismo da Internet, as inovações tecnológicas vertiginosas em informação e comunicação e o surgimento de novas tecnologias diruptivas, como o 5K, a vida universitária, obrigatoriamente, terá que inovar na forma de ensinar, com reflexos inauditos no processo de aprendizagem. É o que previam, em 2012, Clayton M. Christensen e Henry J. Eyring, em A universidade inovadora: mudando o DNA do ensino superior de fora para dentro (Porto Alegre: Bookman, 2014, p. XXIII): “No futuro o ensino poderá vir a sofrer uma desestabilização ou dirupção à medida que vierem a existir significativas melhorias nas tecnologias online e uma alteração no foco competitivo, que deve passar das credenciais do professor ou do prestígio da instituição para aquilo que os estudantes conseguem de fato aprender”. (grifos no original)

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