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Prof. Paulo Gomes Cardim *

Paulo Gomes Cardim

Paulo Gomes Cardim

O grande educador Dom Lourenço de Almeida Prado, saudoso Reitor do Colégio de São Bento do Rio de Janeiro e uma das maiores reservas morais e intelectuais da nossa Educação, destacou em um dos seus preciosos artigos, que não devemos confundir trabalho com emprego. “O objetivo do ensino é ajudar a criatura humana a atingir a sua plenitude através da cultura geral”.

Desde os tempos imperiais, um dos vícios de nosso ensino é ter em mira a busca de empregos, esvaziando-se precisamente em sua função educativa que consiste, como já dizia Francisco Campos, “precisamente, no desenvolvimento das faculdades, de apreciação, juízo e critérios essenciais a todos os ramos da atividade humana”.

Foi oportunamente lembrado que “trabalho é muito mais que emprego. Preparar para o trabalho é muito mais que preparar uma profissão”. É certo que “ninguém pode viver sem um trabalho … o verdadeiro emprego é inseparável de uma certa jubilação lúdica”. Mas o trabalho é mais do que isso. O homem está ligado ao trabalho vital e radicalmente, uma vez que, como ser livre e criativo, realiza-se pelo agir e pelo cansar. Trabalhar não é apenas meio de subsistir, mas é viver e expandir-se como pessoa.
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Vítor Wilher *

Essa é uma pergunta que parece atordoar a todos aqueles minimamente preocupados com o futuro do Brasil. Apesar disso, pouco se compreende do problema principal. Os empresários do setor são tratados como “porcos capitalistas”, cujo único objetivo é encher os bolsos de dinheiro. Ignoram, por suposto, a qualidade de um serviço que é considerado por muitos, público. Mas será que os donos de universidades privadas são, de fato, os reais vilões dessa história?
A lógica econômica do mercado de educação superior no Brasil indica que não. Há um problema estrutural que faz com que as universidades privadas tenham se expandido nos últimos anos sem se preocupar muito com a qualidade dos seus cursos. No presente artigo é investigado esse e outros questionamentos que envolvem a estrutura do mercado de educação no país.
Em primeiro lugar, é preciso entender que a educação superior não pode ser considerada um bem/serviço público, pois não atende duas condições básicas relacionadas a tais bens: a) o custo adicional por um indivíduo a mais se beneficiar do bem ser zero; b) ser muito difícil (senão impossível), excluir uma pessoa que esteja interessada em se beneficiar do bem. A iluminação de uma rua pode ser considerada um bem público, pois pouco importa se cem ou duzentas pessoas a utilizam: não há custo adicional por pessoa para prover a mesma. Além disso, é muito difícil excluir alguém de se beneficiar de tal iluminação.
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Cláudio Gonçalves *
Diretor da Manufactura de Propaganda.

Sobre as práticas de marketing educacional utilizadas por americanos e europeus.

A primeira coisa que devemos levar em consideração quando analisamos práticas de marketing educacional de outros países é que, como o produto é educação, diferenças culturais têm um peso muitíssimo maior.

Claro que nossos modelos econômicos e estrutura de educação privada são díspares dos que encontramos, por exemplo, nos Estados Unidos ou na Europa, onde o custeio do sistema privado é radicalmente diferente do nosso.

Nos Estados Unidos, doações de ex-alunos são, não raramente, importantes na composição de receitas das instituições. No Brasil, isso praticamente não existe.
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