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Prof. Dr. Valmor Bolan*

Este artigo é uma afirmação da superioridade do valor da pessoa humana sobre qualquer avanço ou utilização tecnológica.

O desafio do nosso tempo de globalização é otimizar as possibilidades tecnológicas com a valorização do ser humano, pois não somos contra os avanços da tecnologia, mas é preciso que a pessoa humana esteja em primeiro lugar. “Homens é que sois e não máquinas” advertiu Charles Chaplin, no filme “Tempos Modernos”. A pessoa humana não pode ficar refém da tecnologia, nem submetida a sua lógica, mas a tecnologia é quem deve estar a serviço da promoção da vida humana, em suas pujantes potencialidades.
Há uma tendência da sociedade hiper-tecnológica acentuar o individualismo, inserindo o ser humano numa espécie de redoma, onde fica mais difícil relacionamentos pautados em valores, e sim em conveniências utilitárias. Nesse sentido, é necessário estarmos atentos para que a tecnologia não nos escravize numa sociedade robotizada, com tudo calculado, sem espaço para a criatividade e o afeto humano.
Tudo isso reforça o conceito de que a felicidade humana não está no ter, mas no ser, isto é, a qualidade do que somos vale mais daquilo que temos. Não é fácil vivenciar este conceito, num mundo que vai idolatrando cada vez mais o dinheiro e a posse de bens materiais. O ser humano vale muito mais que aquilo que tem materialmente, pois os valores verdadeiramente humanos são imateriais, valores como a responsabilidade, o respeito ao outro e à sua liberdade, a gratuidade, a justiça e a solidariedade. Isso é o que não pode faltar nos relacionamentos humanos, numa sociedade super-tecnológica.
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Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Dizem por aí que uma coisa é uma coisa e que outra coisa é outra coisa. Confere.
Do Aurelião, biruta é “Aparelho que indica a direção dos ventos de superfície, empregado nos aeródromos para orientação das manobras dos aviões, e que tem a forma de uma sacola cônica, instalada perpendicularmente à extremidade dum mastro.”
Assim, biruta maluca seria o instrumento girando em si mesmo, tresloucadamente, aos ventos de ciclones e tempestades sem definição de orientações. É o setor educacional no fundamental e médio. Assim, nossa aeronave de terceiro grau, do superior, é refém dos ventos. Como pousar e decolar com segurança, com vento pela frente pelos lados e pela cauda?
A compilação que segue, do noticiário nacional no mês de junho, vai além de preocupante pois tem de tudo, instituições educacionais em propósitos diagonais, considerações nefastas sobre a educação infantil e ensino médio, falta de plano de educação municipal e bibliotecas a construir pelo país. Desastres que se contrapõem a quem pretende a erigir Boa Imagem nas IES superiores e a construir Qualidade nelas.
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Roney Signorini

Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br

Integrei por seis anos o Conselho Fiscal da CET, em São Paulo.
No período, acompanhei todos os esforços da Companhia buscando a implantação de Qualidade, a da reserva endógena mas que pudesse ser extensiva à toda a cidade , trabalho delicado e dedicado de experts, exitoso na consecução em outras empresas. De todas as medidas, dentro de um plano traçado, restou um expediente que nunca conseguiu ser superado, ainda que o empenho para a sinalização semafórica, sinalização horizontal e vertical, placas, zona azul, etc. etc., consumissem cada vez mais os minguados recursos que a Prefeitura disponibilizava. Mas o que não deu tanto certo como o desejado, o esperado ? Simples, porque a população não considerava tais medidas como a de quem buscava Qualidade mas sim a possibilidade de trafegar sem vigilância, sem a presença “antipática” dos marronzinhos a aplicar multas. Conforme a cultural política da impunidade. Sem multas, aí sim a empresa teria Qualidade pois contrariar interesse é inimigo feito.

Invadindo outro cenário, o da educação, o que o tomador desse serviço reputa como Qualidade se o que ele busca é aprioristicamente o diploma e não o conhecimento, o aprendizado, para enfrentar o dificílimo mercado de trabalho ? Só ele não sabe disso.

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