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Arthur Roquete de Macedo*
Folha de S.Paulo, publicado em 03 de novembro de 2010
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Além de formar profissionais competentes, a universidade deve formar cidadãos prontos a ressarcir, pelo exemplo, o que a sociedade neles investiu

No momento em que a violência desmedida, a falta absoluta da ética e o desprezo pelos mais elementares princípios de cidadania alcançam a universidade, estamos na antecâmara do caos.

Essa instituição, que deveria ser o reduto contra a intolerância e a mediocridade, um espaço democrático que garantisse a diversidade de opinião, o respeito ao ser humano e praticasse os ideais da cultura humanística, não pode ser o local de práticas deste jaez. Os recentes e repetidos acontecimentos de “bullying” ocorridos em campos universitários brasileiros anunciam aquela tragédia.

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Luciano Gonsalves Costa
Professor-doutor do Departamento de Física da UEM
odiario.com, publicado em 27 de outubro de 2010
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Na historiografia da educação brasileira, o primeiro registro da reserva de vagas (cotas) no ensino superior remonta à década de 70. Segundo a Lei Federal no. 5.465/1968.

“os estabelecimentos de ensino médio agrícola e as escolas superiores de Agricultura e Veterinária, mantidos pela União, reservarão, anualmente, de preferência, 50% de suas vagas a candidatos agricultores ou filhos destes, proprietários ou não de terras, que residam com suas famílias na zona rural, e 30% a agricultores ou filhos destes, proprietários ou não de terras, que residam em cidades ou vilas que não possuam estabelecimentos de ensino médio”.

Hoje, a ideia de cotas ganhou força em 2003 com a intensificação dessa discussão envolvendo a comunidade acadêmica e a sociedade civil e que posteriormente se concretizou na forma de cotas sociais (reserva de vagas exclusivas para estudantes egressos de escolas públicas), cotas raciais (vagas preferenciais para estudantes negros ou indígenas) ou bônus (compensação no escore final dos candidatos negros, pardos, indígenas ou egressos de escolas públicas) na seleção para ingresso na graduação em estabelecimentos diversos.
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Roberto Gomes
Autor de romances, entre eles “Alegres memórias de um cadáver”, “Os dias do demônio” e “Júlia” – e de um livro de filosofia, “Crítica da razão tupiniquim”, adotado e discutido em muitas universidade brasileiras. Publica crônicas quinzenais no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba. Para ler outros de sua autoria, clique aqui.
e-mail: robertogomes@criaredicoes.com.br
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Sempre que surge um novo meio ou uma nova tecnologia, emerge das profundezas humanas o temor de que mundo anterior seja destroçado. Os anunciadores de catástrofes adoram esses momentos, adoram anunciar o fim do mundo. Já aconteceu com a fotografia, que decretaria o fim das artes plásticas, com o cinema, que exterminaria com o teatro, com a televisão, que acabaria com o cinema. Quando os computadores chegaram à imagem, houve quem decretasse o fim da escrita. O monitor do micro seria um buraco negro para a palavra.

Mania antiga. Quando Gutenberg, em meados do século XV, criou os tipos móveis e revolucionou a história do livro, também enfrentou resistências. Dizia-se que essa nova arte de “escrever sem mão e sem penas” tinha algo de sobrenatural e diabólico. Não se temia o fim do livro anterior, mas a proliferação da nova tecnologia. O livro, até então caríssimo, deixaria de ser posse exclusiva de alguns nobres e o populacho passaria a ler, a dar palpites, a discutir idéias e… nunca se sabe onde isso pode parar.

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