Destaques
Facebook
Twitter
Comentários
Print Friendly, PDF & Email

Prof. Souza Dias
A Companhia de Jesus desde o descobrimento do Brasil foi o braço religioso responsável pela conversão dos gentios e da educação das famílias da Corte Portuguesa que viviam no Brasil. No século XVIII com a expulsão dos Jesuítas pelo Marquez de Pombal foi que outras ordens religiosas se encorajam para vir para prestar serviços tanto no setor educacional como no da Saúde em nosso pais. Não conheço nenhum estudo mais profundo que mostre o papel desempenhado pelas entidades religiosas no desenvolvimento da educação brasileira. Certamente foram elas, com suas escolas de padres, de pastores e de freiras as responsáveis pela implantação no Brasil, dos cursos de primeiras letras ao ginásio, o hoje ensino fundamental e médio. Sim cobravam mensalidades e com elas ajudavam a manter suas organizações religiosas, porem sem a finalidade de lucro a qualquer preço. O objetivo era difundir sua crença religiosa e angariar adeptos para perenizar suas organizações.
Isto vale para qualquer entidade de caráter confessional, porque foram elas as primeiras multinacionais que aportaram recursos financeiros para desenvolverem o nosso setor educacional. Portanto capital estrangeiro na educação não é novidade. Os objetivos atuais é que são diferentes.
De outra maneira, aproveitando uma dependência da própria moradia para criar uma modesta sala de aula, O propósito era para atender os filhos dos vizinhos que precisavam de ajuda escolar e com o tempo, improvisando aqui e acolá a sala transformava-se na própria escola.,
Esta e a historia dos empreendedores particulares que foram se desenvolvendo e depois de muita luta se transformaram em grandes faculdades e ate em universidades. É lógico que tiveram lucro, mas auferido no decorrer dos anos e na maior parte reinvestido nos prédios, nas instalações, nos laboratórios e nas bibliotecas.O objetivo como sabiam, era de procurar prestar um bom serviço educacional.porque o superávit era dele decorrente.
Em termos de ensino superior principalmente nos grandes centros, devido a necessidade de atender as demandas educacionais, as instituições progrediram muito. Porem hoje se encontram devido ao aumento desregulado da oferta, num período de extrema competição. Sem ajuda governamental ha um grande numero de escolas sem a mínima condição de viabilidade, o que cria uma situação de instabilidade.Especula-se na necessidade da consolidação do setor,fato sucedido também com outras atividades econômicas.
A consolidação do setor e a busca por grandes resultados financeiros é que tem gerado a cobiça dos grandes grupos econômicos estrangeiros pelas instituições universitárias brasileiras. O Prof. Niskier em artigo neste blog declarou que os grupos estrangeiros seriam benvindos se trouxessem novas praticas profissionais e agregassem valor as nossas instituições. Questão que não acredito e não percebo que possa acontecer porque o objetivo deles é outro.
A justificativa é que as mantenedoras que pertencem a grupos religiosos ou de famílias brasileiras tem o resultado econômico advindo de um melhor desempenho educacional. As empresas estrangeiras sendo sociedades formadas por milhares de acionistas estão simplesmente interessadas no lucro.Na maioria das vezes são apenas grupos econômicos,sem nada a haver com educação.Seus executivos não são da área educacional e a gestão só esta focada em metas econômicas.
As relações de independência entre mantenedora e mantida prevalecentes em termos legais nunca acontecerão, porque são dependentes do poder. E quem manda é quem tem o recurso em suas mãos. A autonomia desejada para o ente educacional nunca acontecera, porque quem administra são as metas econômicas e não as educacionais.

Nas sociedades de capital a justificativa de uma aquisição esta baseada no demonstrativo da capacidade de crescer da nova compra. O Conselho de Administração aprova a transação de conformidade com os números apresentados pelo grupo executivo. Esses números são paradigmáticos e servem de metas. Se não conseguidos os executivos são todos demitidos. O alcance destes números é o escopo do trabalho da gestão. Eles são perseguidos a qualquer custo e não se pensa em educação. É por esta razão que não acredito que o capital estrangeiro nas atais circunstancias possa ser benéfico para o pais. Educação não esta na Agenda deles.
Não sou tão radical como o deputado Ivan Valente que simplesmente deseja a proibição do capital estrangeiro em investimentos educacionais. Porem se não houver regras disciplinadoras para isto, os resultados poderão ser maléficos para o pais.A busca de lucro a qualquer custo,não se coaduna,com o movimento educacional que vive o Brasil.

 
Print Friendly, PDF & Email

Mauricio A. Figueiredo

Quem leu os artigos publicados no www.abmeseduca.com assinados pelo prof. Arnaldo Niskier sobre “capital estrangeiro nas instituições educacionais, pelo Prof. Roney Signorini sobre “O Planejamento vem antes de estratégias” e pelo Consultor Celso Frauches sobre autonomia universitária, deve ter tirado suas conclusões de como estão as gestões das instituições educacionais brasileiras. Não sei se as análises são boas ou más, porém, seguramente são nebulosas as relações entre mantenedora e mantida e tudo leva a crer que são.
Enquanto o consultor Celso é contundente citando a legislação e mostrando que a “Constituição de 88, em seu art. 207, dispõe que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” E afirma que pela autonomia expressa na lei nº 9.394, de 1996, a LDB, é assegurada às universidades a oportunidade de criar, oferecer, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior, que obedecem às normas legais vigentes. Enfim está declarando que a universidade tem vida e organização próprias para poder cumprir seu desiderato.
O prof. Signorini diz textualmente o contrário. Autonomia não existe. ”Quem já operou a educação nas várias pontas, como professor, diretor ou coordenador de curso, pró-reitor e reitor, coordenador de iniciação científica ou coordenador de CPA, etc., sabe da inexistência da chamada autonomia das mantidas. Esse status não existe e é, sim, a mantença quem manda: contrata, distrata, nomeia e exonera, impõe currículos e grades mais vantajosas, distribui pessoal administrativo, aloca prédios, remaneja cursos e turmas, tudo visando a uma blindagem econômica” Conclusivamente o prof. Signorini está simplesmente dizendo que a mantida é figura decorativa.
O que se percebe é que estas duas afirmações são completamente discordantes e difíceis de se ajustarem ao enunciado do Prof. Niskier que explicita em seu artigo, serem as mantenedoras e mantidas corpos completamente independentes e com finalidades distintas. Uma para administrar o negocio e outra para lidar com o ensino. O seu artigo é conclusivo ao estabelecer as fronteiras do tipo dos investimentos. “O capital estrangeiro é ótimo quando prestado por grupo educacional que deseje agregar experiências e propiciar valor ao sistema e inadmissível quando o interesse for meramente especulativo, plasmado unicamente em número de matrículas e sem preocupação com o serviço oferecido.”
A realidade que se tem pela frente é como conciliar administração do ensino e administração do negocio. Pois, historicamente a gestão estando na mão de sócios-amigos ou de familiares, mantenedora e mantida se confundiam na prática e se separavam nas formalidades. Agora, com os grandes grupos econômicos dominando o setor,como separar mantenedora e mantida? Como oferecer serviço de qualidade, cumprir os preceitos legais, desenvolver a instituição e obter resultados para os acionistas ? Como de fato mantenedora e mantida poderão conviver em harmonia, cada um cumprindo o seu papel e realizando com sucesso suas atribuições ? É um dos grandes desafios atuais, principalmente num momento em que o ensino superior particular passa por um estágio singular no qual a competitividade entre instituições está mais acirrada do que nunca e todos estão lutando por mais matrículas.
Em primeiro lugar queremos dizer que consideramos plenamente possível a convivência pacífica entre o negócio e o ensino. Por mais ousados que sejam os planos de desenvolvimento de uma instituição, depois de aprovados por seus Conselhos Superiores, deverão ser sempre submetidos à mantenedora que os aprovará ou não. Conseqüentemente, a mantida deverá desenvolver todos os trabalhos relacionados à administração acadêmica e supervisão das atividades dos alunos ( Produto e Clientes) e a mantenedora deverá ter uma estrutura para apoiá-la no Marketing, nas Finanças e nas Operações.
É lógico que para construir esta relação haverá necessidade de uma matriz organizacional que não cabe neste artigo desenvolver. É uma questão que precisa ser convenientemente estruturada entre as partes e o tempo vai mostrar ou não, se procedem estas linhas.

 
Print Friendly, PDF & Email


Valmor Bolan

Valmor Bolan


Prof. Dr. Valmor Bolan*

No dia 20 de março, vários grupos da sociedade civil, entre eles representantes da CNBB, Federação Espírita, evangélicos, lideranças comunitárias, de pastorais, parlamentares, profissionais liberais, estudantes, professores, estarão reunidos no 4º Ato Público em Defesa da Vida, promovido pelo Movimento Nacional Brasil Sem Aborto, para manifestar o clamor pela vida, especialmente agora que o Governo apresentou seu Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), explicitamente a favor da legalização do aborto, entre outras questões controversas de sua política anti-vida e anti-família, que quer transformar não apenas em política de governo, mas em política do Estado brasileiro, de forma permanente, para as gerações futuras, conforme afirmou no polêmico PNDH3.
Nesse sentido, o Governo federal age contra o pensamento e o sentimento da maioria do povo brasileiro, pois 97% é contra o aborto, bem como contrário a outras iniciativas que se quer impor com a aprovação do PNDH3, como, por exemplo, a retirada de símbolos religiosos dos espaços públicos, ferindo assim o princípio constitucional da liberdade religiosa, de expressão, etc.

Leia mais »

 
Números do Ensino Superior
Categorias
Autores
Arquivos
Visitantes
wordpress analytics
Página 780 de 806« Primeira...102030...778779780781782...790800...Última »