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Sobre a inadequação do uso de rankings educacionais para fins regulatórios no ensino superior

Maurício Garcia*, Set.2009

É errado afirmar que instituições de ensino superior (IES) que tiraram 4 ou 5 no IGC (Índice Geral de Cursos) são boas, o correto é afirmar que elas são melhores. Da mesma forma, é errado afirmar que instituições que tiraram 1 ou 2 são ruins, elas são piores. O IGC é um indicador que compara as instituições entre si, distribuindo os resultados em uma curva de Gauss, conforme ilustra a Figura 1.

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Domingo Hernández Peña
Consultor Internacional

Poderíamos dizer que o melhor do Ensino Superior europeu é a sua idade: a experiência e o conhecimento acumulados durante séculos. Mas nem tudo que envelhece melhora. Na Europa também há dúvidas, dificuldades, polêmicas, contradições, em quanto ao que sejam, ou não, as idéias e as prioridades “universitárias”. Os europeus não aceitam com facilidade a evidência de que o mundo mudou, globalizando-se e modernizando-se. A União Européia não é exatamente uma união. A história e os nacionalismos, além da diversidade cultural, ainda complicam a visão e o entendimento do Velho Continente. Se a Europa não é o centro do mundo, o que é? Na atualidade, os europeus ensinam, ou aprendem? O debate, que é intenso e complexo, tem conseqüências importantes nas políticas e nos programas que intentam orientar o Ensino Superior. Na Espanha, por exemplo, desde a Transição Democrática, cada novo governo tem implantado um novo modelo de universidade, e às vezes dois, e até três…

Tudo isso, porém, não pode impedir uma verdade fundamental: a verdade do papel jogado pela Europa no desenvolvimento e na proteção do Conhecimento Consolidado. Sem esse conhecimento, na América Latina não teríamos universidades. Mas o problema não é esse. O problema está em que o Conhecimento Consolidado é cada vez menos competitivo. Sem ele, não há presente nem futuro… Só com ele, não há progresso nem há emprego…

O desenvolvimento econômico depende cada vez mais do Conhecimento Emergente, porque o mesmo é cada vez mais competitivo, pela mesma razão que são cada vez mais competitivos os Países Emergentes e as Economias Emergentes.

Os europeus estão vivendo uma contradição histórica: sem o Conhecimento Consolidado não seriam eles mesmos; sem o Conhecimento Emergente não podem progredir… É quase o contrário do que acontece com os latino-americanos: progredimos cada vez com maior facilidade porque dominamos o Conhecimento Consolidado sem dramatismos existenciais, e porque assumir o Conhecimento Emergente parece-nos a coisa mais natural e gratificante…

Estamos no ano 9 do século XXI. Chegou o momento de saber se o Ensino Superior deve ser mais ou menos igual, na Europa e na América Latina, ou se, pelo contrário, deve ser complementário. É a globalização (precisamente!) a que obriga a competir diferenciando-se.

 
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Prof. Roney Signorini
Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br

O título é um bordão do Velho Guerreiro, Abelardo “Chacrinha” Barbosa, nos idos de 1957, pronunciado à exaustão ao longo de sua carreira pela TV, por conotação, desejando falar com o público anunciante, por exclusivo.

E o tema suscitado vem da oportunidade da apresentação de um trabalho encomendado pelo SEMESP e desenvolvido pela CDN Estudos e Pesquisa envolvendo um público diversificado de 1.682 respondentes no Estado de São Paulo.

A pesquisa, denominada I2R – Índice de Imagem e Reputação, feita dentre nove públicos, foi reveladora quando interpretada à luz de se ter ou não ferramentas estratégicas para a qualidade de mercado. No speech de Dra. Cristina Panella, que conduziu a pesquisa, ela carrega alguma preocupação ( o avestruz que esconde a cabeça ) com certas posições tímidas das IES falarem com a mídia.

Na comparação entre os públicos pesquisados, chama a atenção a diferença entre a hierarquia apontada pela mídia e pela média dos demais públicos, destacando-se para a primeira as condições financeiras e aos demais o indicativo de corpo docente e administrativo preponderarem.

Enquanto para a mídia a estrutura física é o menos valorizado, para os demais é o contrário.

Nisso, a comodidade(conforto) está entre os mais importantes na visão da mídia, revelando que a comunicação entre as IES e a imprensa precisa aprimoramento. Indo além, as IES precisam educar a mídia sobretudo no tocante à regulação, que justa ou não, própria ou não, é interposta entre o locus universitário e a própria sociedade, como se a esta os Mantenedores desconsiderassem e desprezassem. Claro que não é isso e o setor não pode, pelo viés de atos e fatos do MEC, unilateralmente, condenar à masmorra a injusta incúria educacional particular.

Não é possível continuar a expor as IES como se todas fossem iguais, aqui destacado só para efeito primário de análise, as educadoras públicas com as particulares. Se as particulares optaram em resolver a empregabilidade, anseio e exigência das famílias, que sejam avaliadas com paradigmas próprios desse mister, sobretudo na graduação. A pós graduação é outra conversa.

Até porque, não é desiderato do ensino público atender o setor no aspecto massivo. Assim fosse, os números / base da pirâmide, deveriam estar em cima e não embaixo.

Eis a questão central, a grande indagação, que leva à preocupação pontual de estarem ou não as IES se comunicando com a mídia. Ou, ao contrário, se escondendo ou até fugindo dela, considerando ser ela a única caixa de ressonância massiva na sociedade. Sem dúvidas isso demonstra muita fragilidade na Comunicação Organizacional, negligência ou desídia, a superar com urgências. Pode ser temor de se comunicar com a mídia, se estrumbicar, ou carência no bem administrar os seus discursos, logrando negativamente verdadeiros crimes contra a imagem e percepção das IES. Recomendação de momento: ter mídia training dentro da IES. O continuar no mercado depende da administração competente, cada um per si, da dimensão ética, coerente com um conjunto de valores que a sociedade considera como justo, honesto e correto. Quanto às estéticas, mantendo uma praxis de organização, comprometida com a imagem que se deseja construir e fixar junto aos públicos de interesse. É Preciso mais ?

É claro que o Mantenedor não ignora que a comunicação com seu público externo também agrega valor e mantém a IES no mercado com visibilidade, sob transparências. O temor se daria em razão de algum arranhão na imagem junto aos opinion makers ou frente à concorrência ?

De se ressaltar que a pesquisa foi proposta em todas as regiões administrativas do Estado, grande parte onde houvesse IES particulares e por conseqüência uma mídia local. Com absoluta segurança, jornais, revistas, emissoras de rádio e TV sem especialistas na editoria de educação. Sob risco, existente só na grande imprensa da Capital. E olha lá, quando muito, dez jornalistas, alguns com mais e outros com muito menos conhecimento sobre o assunto. Coisa de dez dedos em duas mãos. Que não raras vezes só operam com números, fornecidos pelo INEP/MEC. É nada ou muito pouco quanto a interpretar as realidades das IES. E nem por isso revelam na conseqüência laboral, insurgindo-se (como os Mantenedores alcançados pela injustiça avaliativa) com severa investigação jornalística tais realidades. Até quando ?

Até as particulares entregarem as chaves para o governo, tipo, NÃO QUEREMOS MAIS, fiquem com as Autorizações, Credenciamentos e quetais ?

Em tempo, por que as principais associações representantes da iniciativa particular não têm assento em algum(uns) órgão(s) do CNE e da área administrativa do MEC, mesmo sendo maioria, porque não constituir organismos distintos de operacionalidades no público e no privado ?

Nos poucos encontros entre o público e privado, mediado pelo MEC, em tom de blague, mais parece conversa de periquitos australianos, de beija-mão, de portar pires ou chapéu em escadaria de igreja, e tocando sanfona.

Num consenso do setor privado, nenhuma IES deveria buscar apoio à Portaria Normativa Nº 14. Senão pela sobrevivência, nos bancos particulares o custo é muito menor.

 
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