Destaques
Facebook
Twitter
Print Friendly, PDF & Email

Senão logo alcançaremos Cuba, não a China.

Vamos ser realmente honestos sobre o Enem.
Suas perguntas são perfeitas para Cuba, não para o Brasil do Século 21.
É muita poesia (13 questões), muita sociolinguística, história, arte, cinema, educação infantil, feminismo, quadrinhos, messenger (29 questões), são 32% do total de 90.
Mas nosso aluno quer emprego, não erudição inútil.
Desse jeito logo alcançaremos Cuba, onde todo taxista e garçom tem curso superior de cinema ou sociologia, mas mal sobrevive porque não há empregos ou atividade empresarial.
A coisa é séria,  o Brasil não precisa hoje de especialistas em Poesia Clássica, Mafalda ou MSN Messenger. Muito menos em Sociolinguística.

“No ano passado nossas maiores empresas ofereceram 2.300 estágios para 730 mil universitários e recém-formados, foram cerca de 3100 candidatos por vaga, mas 10% dos cargos não foram preenchidos.” Quem diz isso é Sofia Esteves, presidente da Cia. de Talentos, na FSP, 27/09/2009, que resume o drama: “O jovem terá de mudar de atitude e as empresas terão de mudar seu ambiente, para atrair talentos.” E explica: “Há um modo diferente de encarar o mundo”.
Mas o Enem é um engano nacional caríssimo, pois seleciona gente que irá estudar nas universidades publicas, disputando aquelas 55 mil vagas oficiais prometidas,E quem vai preenche-las são os estudantes que vieram das nossas excelentes escolas particulares de I e II graus.
Só que as empresas não entendem esse aluno mais sofisticado:
Logo na Questão 1, avaliando o MSN Messenger e seus Emoticons, o João diz: oi-na paz e você?-oq vc ta fazendo?-flw-vlw e o Pedro responde: biz?-tudo trank-tenho q sair agora…-vlw,abc. O futuro estágio deles pode acabar logo no primeiro e-mail.

Na questão 2, sobre a cultura dos quadrinhos, Mafalda deixa claro que os dicionários impressos são coisa do passado, hoje tudo é digital, em CD ou pela web.

O resto das questões vai sempre nessa linha elitista, para deixar de fora aqueles 4 milhões de candidatos. A própria realidade do Enem com 4 milhões de inscritos, mostra que se joga  no ralo 100 milhões de reais por que tem apenas 55 mil vagas para oferecer nas universidades publicas. Deveria ter explicado que a maioria dessas 55 mil vagas das universidades oficiais serão ocupadas por aprovados nos seletivos delas mesmas. Poderia também ser explicado que os excluídos do Enem, mais de 3 milhões, estudarão nas universidades particulares, como sempre.

Então o problema não é da Inteligência (investigação) da PF ou da burocracia do Mec, e sim da filosofia de seleção das questões, esse é o verdadeiro problema.

Para demonstrar a boa vontade do setor privado educacional, apresentamos ao país uma idéia que já vem ganhando apoio:

1. O problema real não é o ENEM mas sim o futuro do país. Como explica Sofia Esteves, na pesquisa com 31 mil universitários, o assunto é mais complexo e revela um conflito geracional – as empresas não estão entendendo os jovens, formados na chamada era da informação. E os jovens não entendem o que as empresas pedem.

2. No Enem o Mec-Inep não executam praticamente nada, terceirizam tudo, o que é ótimo. Propomos então terceirizar a formulação das questões com os futuros empregadores dos universitários. O sistema particular que hoje é responsável por 76% das vagas universitárias, com uma longa experiência em processos seletivos do ensino superior, convidará as mil maiores empresas brasileiras, comerciais, industriais, de serviços, comercio exterior, tecnologia, etc… a criarem questões seletivas adequadas, buscando os jovens que desejarão contratar no futuro.

3. Assim evitaremos as bobagens que enfeitam nossos testes atuais, criadas por acadêmicos inteiramente fora do sistema econômico atual, que provavelmente nunca acertariam as questões todas criadas por seus colegas, a maioria vivendo num mundo imaginário que os alunos nunca conhecerão. Empresas dependem da qualidade, produtividade e eficiência de seu pessoal, já que a impressão de papel-moeda é um privilegio exclusivo de seu sócio e concorrente, o Governo.

4. O segundo passo será a formalização do Processo Seletivo proposto, a ser garantido por um Consorcio formado pelas entidades empresariais brasileiras, sejam elas industriais, comerciais ou agrícolas, como FIESP, Associação Comercial,CNI, etc… São as principais interessadas num alto nível de formação educacional das futuras gerações, do qual aliás dependerá seu próprio futuro. Um assento será reservado para representantes governamentais, para que contribuam com suas idéias, pois seremos colaborativos sempre.

5. Quanto ao pequeno detalhe da impressão e distribuição, nenhuma dificuldade: o SESI tem uma das maiores gráficas do país e a Empresa Correios tem longa experiência na distribuição nacional de material sigiloso, aliás uma garantia constitucional já bastante antiga.

O que o MEC acharia  da idéia? Segundo  o divulgado pela mídia não houve tempo disponível para acompanhar nenhuma das etapas criticas do ENEM, do começo ao desfecho inesperado, o que presume inocência mas não eficiência.

Prof. Souza Dias

 
Print Friendly, PDF & Email

08/10/2009 – Outubro é comemorado o mês do empreendedorismo. Confira um artigo que fala sobre esses profissionais.

Estudos sobre a atividade empresarial na década de 40, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estabeleceram o conceito de “motivação para a realização” e a identificação de um elemento psicológico crítico no empreendedor, direcionado para o “impulso de melhorar”. Gradativamente, o perfil empreendedor passou a acumular outros elementos com a sensibilidade de praticar o exercício de saber ouvir, o desejo de inovar e a capacidade de identificar oportunidades através da paixão pelo trabalho realizado. Ao contrário de sempre reclamar de algum problema, da ausência de oportunidades e de constantes desculpas, o empreendedor busca superar desafios e procura aproveitar cada oportunidade como um momento único para surpreender. Você conhece alguém com estas características?

Observe que diante destas atitudes de ouvir, treinar, inovar e ser uma pessoa apaixonada pelo que realiza, o empreendedor passou por inúmeras transformações e neste período contemporâneo pode ser presença nos diversos setores da economia e, nos mais diversificados ambientes do mercado de trabalho. Com brilho nos olhos, o empreendedor é capaz de relatar seu processo de mudança e desejo contínuo de encantar através da ruptura do comodismo, alternativas para inovar e superar expectativas. Observe que ao procurar um empreendedor, os dois fatores a seguir são presença nos traços de comportamentos e personalidade.
Empreendedor não limita seus conhecimentos
O que levou as panificadoras a funcionarem por 24 horas? O que levou postos de combustíveis a oferecerem serviços de conveniências? O que levou uma empresa a criar pizzas refrigeradas para serem aquecidas no aparelho de microondas? O que será que levou uma empresa de chocolate a colocar um brinquedo dentro do doce e em formato de um ovo? Sem dúvida foi o empreendedorismo presente em mulheres e homens, que não limitaram seus conhecimentos, mas somaram suas idéias com estudos realizados pelas mais diversas ciências para comprovar que o empreendedor precisa conhecer ao máximo o negócio onde está inserido.

Após o Brasil conquistar a estabilidade monetária, o empreendedor desenvolveu maiores possibilidades de acertos, compromissos, planos e metas. Foi através da estabilização da moeda que o mercado para as inovações passou a ser favorável ao empreendedor, que intensificou mudanças em alavancar novos negócios e gerir idéias para a otimização das margens de lucro. Neste sentido, o empreendedor passa a ser uma pessoa inquieta com seus próprios conhecimentos e não limita o esforço de aprender continuamente. Você conhece pessoas que com frequência respondem “não sei”? Pois, para uma pessoa empreendedora esta resposta dificilmente será proferida, pois ao perceber que desconhece algo sobre o seu próprio negócio realiza alguma pesquisa sobre o assunto. Note que uma pessoa empreendedora que é apaixonada pelo que faz, além de trabalhar mais horas, participa de constantes treinamentos, mas busca aprimorar seu próprio desenvolvimento pessoal.

Empreendedor procura encontrar felicidade

Conversei com uma pessoa que trabalha em uma empresa há dez anos. Depois de ouvir o relato de suas experiências, esta pessoa não parava de reclamar da empresa, das ações do seu líder, do clima organizacional e de maneira negativa não demonstrava satisfação com o seu trabalho. Depois de ouvir toda sua experiência, realizei duas perguntas: Você tem felicidade no trabalho que realiza? Você realmente é feliz? Quero que você leitor observe que para algumas pessoas a felicidade não existe!

Em outra perspectiva, há pessoas que acreditam que a felicidade é resultado de uma construção e conquistada a cada novo dia. Interessante observar que para este segundo perfil de pessoa, a felicidade compreende não um estado constante, mas uma busca permanente. Mas o que é felicidade? É um estado afetivo ou emocional de sentir-se bem ou ainda, de sentir prazer pelo que está desenvolvendo. Procure demonstrar felicidade através de pequenos gestos no seu cotidiano, como um sorriso, por exemplo, um saudoso bom dia, um convite para almoço a uma pessoa que há muito tempo você não conversa, ou mesmo, praticar o exercício de reconhecer o esforço de um colega de trabalho. Que tal colocar em prática alguns destes desafios? Que tal terminar a leitura deste texto e buscar encontrar a felicidade em algo que está a sua volta? Ao procurar uma pessoa empreendedora, você deve lembrar que a característica de ser apaixonada pelo que faz estará em evidência, principalmente pelo aspecto de demons trar felicidade do trabalho que desenvolve, no brilho dos olhos ao contar sobre o que faz e a relação emocional de fazer bem feito.

Embora algumas pessoas acreditem que o termo empreendedorismo é algo recente à literatura e ao atual cenário empresarial, passa a ser relevante enfatizar que os primórdios estudos e pesquisas foram realizados em 1950, por um importante estudioso da área da economia, Joseph Alois Schumpeter (1883/1950). O interessante é notar que desde os inícios dos estudos do empreendedorismo, sempre esteve constituído algumas fases que começam pela geração de idéias ou pela busca de oportunidades, seguidas do desenvolvimento de um plano de negócios ou de um planejamento estratégico, da busca de recursos financeiros e a ação de monitorar os resultados. Ao procurar um empreendedor lembre-se de constatar a seguinte equação: uma pessoa empreendedora é aquela que sabe realizar a junção da responsabilidade com o comprometimento, multiplicando o resultado desta soma com o talento pessoal e conquistando como resultado final, êxito na ação de empreender.

Por Dalmir Sant’Anna (palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação Social e mágico profissional. Autor do livro “Menos pode ser Mais” (3ª edição). Website: www.dalmir.com.br)
HSM Online

 
Print Friendly, PDF & Email

O jovem terá de mudar de atitude para trabalhar e as empresas terão de mudar seu ambiente para atrair talentos.

NO ANO passado, 730 mil universitários e recém-formados se candidataram a 2.334 vagas de estágios e trainees de algumas das mais cobiçadas empresas, entre as quais Microsoft, Sadia, Nestlé, Itaú-Unibanco, Braskem, Unilever. Apesar da abundante oferta de mão de obra -cerca de 3.100 candidatos por vaga- vinda das melhores faculdades do país, 10% dos postos não foram preenchidos. Responsável pela seleção, a psicóloga Sofia Esteves, presidente da Cia. de Talentos, já sabe há muito tempo que a maioria dos jovens não passa na peneira por causa da baixa formação (não ter fluência em inglês, por exemplo) e até dificuldade de expressar com clareza uma idéia. Isso é, porém, parte do problema.

Uma pesquisa que ela conduziu, concluída no mês passado, com 31 mil universitários, mostra que o assunto é mais complexo e revela um conflito geracional -as empresas não estão entendendo os jovens, formados na chamada era da informação. E os jovens não entendem o que as empresas pedem. “Há um modo diferente de encarar o mundo”, afirma a psicóloga.

A pesquisa mostrou que quase a totalidade dos universitários que disputaram as vagas de trainee e de estágio estão habituados a navegar em mais de uma rede social pela internet, como Orkut e Facebook. É uma geração que aprendeu a não reverenciar hierarquias, criada num ambiente interativo e colaborativo, com uma enorme variedade de opções. O que existe de habilidade para tarefas simultâneas e velozes, falta em foco e aprofundamento. É uma atitude reforçada pelo clima familiar, com a mudança da relação de autoridade de pais e filhos. Imagina-se que a empresa possa refletir esse tipo de ambiente com baixa hierarquia e até, quem sabe, falta de limites. A pesquisa indicou que entre as cincos razões para se deixar uma empresa, o salário está em quarto lugar. “A maior motivação não é o dinheiro”, afirma Sofia.

Em primeiro lugar, aparece a “falta de desenvolvimento profissional” como a maior razão para não ficar no emprego. Em segundo, praticamente empatado, “não ter ambiente de trabalho agradável” e, em terceiro, “não ter qualidade de vida”. Detalhando-se as respostas, vemos que muitos imaginam a empresa como um espaço de lazer que proporciona bem-estar. Seria quase um clube, movido a criatividade.

Na seleção, essa visão dos candidatos transparece. Para o jovem, o que significa prazer é, na visão do empregador, incapacidade de lidar com a disciplina. Quando um fala em ambiente criativo, outro suspeita de falta de disposição em obedecer à hierarquia. Em suma, essa geração quer ficar num lugar prazeroso, criativo, onde possa se sentir evoluindo. Daí se explica a crescente tendência entre os jovens de preferir abrir suas próprias empresas, onde talvez até ganhem menos e vivam com mais insegurança, mas consigam determinar seu horário de trabalho. Tantos candidatos não preenchem tão poucas vagas porque há também uma carência de comprometimento. Uma parte deles é cortada simplesmente porque não vai às entrevistas. Isso depois de passarem nas duras provas, que exigem, entre outros requisitos, além de fluência em língua estrangeira, testes de raciocínio lógico. Lembremos que, nesse caso, eles estão disputando postos em algumas das mais reverenciadas marcas do mundo empresarial. Sofia diz que, certa vez, marcou 18 entrevistas para um sábado. Apenas dois se apresentaram. “Liguei para eles.

Muitos não foram porque não conseguiram acordar cedo no final de semana ou tinham marcado, naquela hora, outros compromissos.”

O problema prossegue depois que eles passam nessa apertadíssima seleção. Cerca de 15% dos aprovados não suportaram a pressão e desistiram logo no primeiro ano de trabalho -o que, para empresa, é dinheiro jogado fora. O que se vê aqui é o problema da falta de resiliência, a dificuldade de suportar as adversidades. Ou, mais simples, a dificuldade de ouvir não. “Alguns saem porque seu projeto não é aprovado e ficaram aborrecidos”, conta Sofia.

PS – A pesquisa revela que o jovem entra na empresa já vendo a porta de saída; 14% acham que deveriam ficar no máximo quatro anos; outros 51% até, no máximo, dez anos. O resumo, na visão de Sofia, é que o jovem terá de mudar de atitude para trabalhar e as empresas terão de mudar seu ambiente de trabalho para atrair talentos. Nem um lugar fechado que iniba a criatividade -nem tão aberto que parece a casa dos pais, onde não existe frustração. Nessa combinação, talvez esteja o futuro do emprego.

Folha de São Paulo, 27/09/2009
SOFIA ESTEVES, entrevistada pelo jornalista Gilberto Dimenstein.

 
Números do Ensino Superior
Categorias
Autores
Arquivos
Visitantes
wordpress analytics
Página 838 de 841« Primeira...102030...836837838839840...Última »