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A Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior – ABMES, com sede em Brasília, decidiu criar um blog para que as pessoas possam conhecer os pontos de vista das instituições de ensino superior privado do Brasil, responsáveis por 75% dos alunos matriculados em faculdades. Alega a ABMES: nossa voz não é ouvida, enquanto o MEC tem cadeira cativa em toda a imprensa brasileira.
Mais que isso, os profissionais de imprensa brasileiros, obedientemente, nada questionam do que emana do MEC; nem mesmo quando ocorre um fiasco do porte deste do ENEM…
O artigo anexo, assinado por Silvio Lefevre foi o único que li – entre centenas – que comenta o absurdo de uma instituição aplicar, no Século 21, uma prova nos moldes do Século 19.

Leia abaixo para conferir.
Abraços
J. Roberto Whitaker  Penteado


(publicada no jornal PropMark – edição de 12/10/09)

Toda a imprensa focada na questão do roubo da prova do ENEM, eu não vi nenhum comentário sobre o absurdo em si da sistemática de aplicação deste exame. Será que todo mundo acha normal imprimir provas individuais em papel para 4 milhões de estudantes e mandar a pacotada toda em caminhões para 1829 cidades, nos locais mais distantes do país? Só mesmo por um milagre, neste processo e neste trajeto todo, envolvendo centenas de funcionários internos e externos, alguém não iria surrupiar alguns impressos…

Será que alguém lembrou que as eleições no Brasil são totalmente informatizadas? E que 131 milhões de pessoas votam em terminais de computador, nas dezenas, centenas e milhares de urnas, nos 5560 municípios do país? Se foi possível informatizar este gigantesco processo, até mesmo para eleições complexas, como as que envolvem de uma vez só a votação para presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais… será que seria tão difícil de informatizar o ENEM?

Eu não sou técnico em informática e nem tenho a fórmula pronta, mas de imediato me ocorre uma banalidade, que é colocar todos os estudantes em frente de um computador qualquer, nos locais de prova, e dar acesso à prova online apenas no exato momento em que tocar o sino, de repente até com uma senha de acesso individual por estudante, fornecida na hora, para evitar que alguém passe cola para eles de fora da sala…

Será que fazem questão da prova em papel? Se for este o caso se poderia até colocar uma boa impressora em cada local de prova e imprimir na hora as cópias, assim que o sistema central liberasse o arquivo para download, nem um segundo a mais nem a menos. Pessoalmente acho que nem isso seria preciso porque a prova digitalizada teria ainda a vantagem de ser muito mais facilmente corrigida e pontuada… Mas, enfim, essas são apenas duas idéias simples e bastante óbvias, que poderiam ser aperfeiçoadas sem problema por tantos geninhos informáticos que habitam os ministérios de Brasília e alhures.

Em vez disso, insistindo na gigantesca derrapada metodológica, estão falando em imprimir de novo os mais de 4 milhões de cópias de uma nova prova e mandar… pelo correio!!!

Gente, desde quando o correio tem confiabilidade para manusear material de alta confidencialidade como este? Quem utiliza intensamente os serviços postais, como eu, sabe muito bem que eles são ótimos, mas não são isentos de problemas com extravios, entregas em endereços errados, pacotes danificados, roubos de carga, greves mais ou menos longas e generalizadas… e mais uma série de ocorrências que são todas tratadas com normalidade, porque são consideradas dentro da margem de erro. Ou seja, estatisticamente, na maior parte do ano, o correio funciona bem, mas nenhuma estatística garante 100% de acerto e, neste caso crítico, basta um único problema no trajeto e… mais um ENEM terá que ser cancelado.

Por que será então que insistem tanto em imprimir milhões de provas de forma centralizada e enviar tudo para cada local do país onde elas serão aplicadas? Um passarinho me assoprou que deve ter gente ganhando dinheiro (até demais) com esta maluquice toda de impressão, distribuição, etc.

A licitação aprovou uma proposta (a única!) de R$ 116 milhões! Já pensaram em como se gastaria menos (e portanto alguns ganhariam bem menos) se fosse tudo feito pela internet e não precisasse imprimir nem distribuir nada?

Ah… mas e o custo dos 4 milhões de computadores para todos esses candidatos? Tudo tem solução, minha gente. Uma alternativa lógica é utilizar computadores já existentes nas centenas de faculdades que foram literalmente obrigadas a ceder seus espaços para o ENEM.

Mas… e se os organizadores fizessem questão de terem computadores especiais para este exame? Neste caso não faltariam projetos de máquinas bem simples, adequadas apenas a esta função, como os terminais utilizados para as eleições. E se faria então uma bela licitação para a aquisição desses terminais, mas não com um candidato só, como esta que escolheu a empresa responsável pela prova que foi roubada… E tem um detalhe: os terminais só custariam uma vez, porque nos anos seguinte poderiam ser usados os mesmos!

Querem mais uma idéia? De repente por que fazer todas as provas no mesmo dia? O exame poderia ser aplicado em várias datas, evidentemente com provas de conteúdo diferente. Se for em dois dias já seriam só 2 milhões de terminais, em vez de 4, se for em 4 dias seriam só 500 mil…

Idéias não faltariam se esta questão fosse abordada de forma realmente séria, esquecendo os interesses das gráficas, das transportadoras e de todos os intermediários que porventura “facilitem” e se beneficiem com este absurdo e ridículo processo.

E tem mais. Que lição de raciocínio lógico e de tecnologia querem ensinar a esses milhões de estudantes do Brasil inteiro aplicando a eles um exame QUENEM na idade da pedra?

 
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ELIANE CANTANHÊDEFolha de S. Paulo – 13/10/2009

BRASÍLIA – Era domingo. Amanda, que havia meses estudava dias, noites, fins de semana e feriados, acordou cedo, vestiu-se e foi enfrentar o difícil e disputado concurso para o Ministério da Justiça. Voltou tarde, exausta, mas satisfeita com o seu desempenho.
Filha de empregada doméstica, Amanda é uma moça de ouro. Estudiosa e determinada, formou-se em direito, passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil e estava animadíssima com o concurso. Mas deu no que deu: a prova foi anulada por irregularidades.
É ou não de matar de raiva? Recorre-se aqui ao caso da jovem Amanda para dar um nome e um exemplo em carne e osso para aqueles 4,1 milhões de estudantes que se viram frustrados, lesados e desamparados com a anulação da prova do Enem, e de uma maneira tão fácil que chega a dar arrepios: bastou que dois ladrõezinhos de galinha entrassem, pegassem cópias e saíssem, lépidos e fagueiros.
Se é possível ocorrer o que ocorreu, entre tantos outros exemplos, numa prova do MEC e num concurso do Ministério da Justiça, que é chefe da Polícia Federal, imagine-se só o que não acontece por aí. Ainda mais na era Lula, quando os concursos, contratações e nomeações são às dezenas por dia. Quantos mais eles são, maiores as chances de fraudes. E sem a menor garantia de fiscalização e de segurança.
Que o Enem de 2009 fique para sempre como alerta e como vergonha e renda lucros e dividendos daqui em diante, até para acabar com aquela vaga sensação de que, em alguns concursos, como no Senado e na Câmara, por exemplo, as provas não são para valer, só servem para “lavar” vagas para apadrinhados pré-escolhidos.
Tem alguma coisa errada nisso, e os 4,1 milhões do Enem devem ser mártires de uma boa causa: que se levem provas, exames e concursos públicos mais a sério. Eles não são de brincadeira. Ou melhor: não eram e não deveriam ser.

 
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Dá para usar sites de relacionamento como o LinkedIn e o Facebook para conhecer fornecedores e conquistar novos clientes. Saiba como.

Por Viviane Maia

Quando o assunto é rede social, não há quem não se lembre do Orkut. Não é para menos. Hoje, cerca de 20 milhões de internautas brasileiros entram nesse site de relacionamento para deixar recados, reencontrar amigos e participar de comunidades, inclusive aquelas nas quais se podem expressar opiniões sobre produtos e serviços. Usadas a princípio para o lazer, as redes sociais começam aos poucos a discutir assuntos mais sérios. Há sites de relacionamento que apostam numa proposta diferente e servem de interface para a conversa entre empresário e fornecedor, parceiros e clientes. Ou até mesmo prospectar novos profissionais. ‘As redes sociais servem como um instrumento muito positivo para interagir com seus contatos. Em alguns casos, é possível criar ações de marketing específicas para esse público’, afirma Marcelo Sant’Iago, diretor de novos negócios da MídiaClick, agência especializada em marketing digital.É o que costuma fazer Fábio Seixas, dono da Camiseteria.com , loja virtual de camisetas. A empresa conta com uma comunidade no Orkut com 2.900 internautas e participa da rede social Twitter, cuja troca de mensagens se dá pela internet e também por torpedos telefônicos, com mais de 2.200 seguidores, como são chamados os cadastrados do Twitter. Seixas afirma que essas ferramentas são úteis para ouvir o que os clientes desejam, encontrar designers para estampas de camisetas e divulgar promoções. ‘Em alguns casos, fazemos promoções para os seguidores do Twitter e, com certeza, isso se reverte em vendas’, afirma ele.

A seguir, conheça alguns desses sites que permitem que você entre na era das redes sociais. ‘Na maioria dos casos, vale sempre pedir permissão aos seus clientes para convidá-los a participar da comunidade. Depois disso, é só aproveitar esse canal aberto de comunicação’, afirma Seixas, da Camiseteria.com.

>>>Emprelink
www.emprelink.com.br
CARACTERÍSTICAS: ao se cadastrar, cada empresa cria a sua página e pode colocar vários funcionários para fazer o papel de interlocutor com parceiros, fornecedores e seus contatos em uma rede de, atualmente, cerca de 450 empresas. As empresas podem receber notas que atestem sua competência no mercado pelos integrantes da sua rede. Além disso, pode criar ou participar de comunidades on-line para troca de experiência e solução de dúvidas. Há ainda a possibilidade de se cadastrar para vender produtos, mas não há transação pela rede.
PREÇO: há três categorias: o básico (gratuito), o premium (R$ 148 ao ano) e o gold (R$ 268 ao ano). Quem paga mais aparece no topo da lista quando um interessado faz uma pesquisa.

>>>Facebook
www.facebook.com
CARACTERÍSTICAS: é uma das redes sociais que mais crescem. Segundo informações da ComScore, o Facebook tem em média 125 milhões de acessos no mês, contra 115 milhões do MySpace (a rede concorrente). No Brasil, a participação do Facebook ainda é pequena, com cerca de 130.000 usuários contra 27 milhões do Orkut, do Google. Você se cadastra como pessoa física, mas o site tem uma área dedicada a negócios. Ali dá para fazer enquetes junto à comunidade ou para mandar mensagens específicas, divididas por sexo, idade, etc. O Facebook permite receber retorno direto de seus clientes quanto a serviços ou produtos. O site gera estatísticas completas de audiência na página da empresa.
PREÇO: gratuito.

>>>KickStart
http://kickstart.yahoo.com
CARACTERÍSTICAS: a nova rede do Yahoo! é uma opção para as empresas que procuram estudantes e recém-formados para integrar suas equipes. Eles entram no site e cada um monta o seu perfil, formando um grande banco de currículo. O mecanismo utilizado por esta rede é o de indicações, já que interliga estudantes por instituições de ensino e preferências de empresas. Assim, se um estudante faz o seu perfil e diz ser aluno de uma determinada faculdade, um professor da instituição valida a informação. Como é uma rede nova, conta com poucos brasileiros inscritos.
PREÇO: gratuito.

>>>LinkedIn
www.linkedin.com
CARACTERÍSTICAS: é uma das redes profissionais mais famosas existentes na internet. Em inglês, cria uma conexão entre profissionais de diversos ramos de atividade. Em geral, é usado como um canal para promover trabalhos autônomos ou contratar profissionais com experiência no mercado. Ao criar a página, o usuário coloca uma espécie de currículo com fotos, links para alguns de seus trabalhos e também uma lista de competências. No caso do empresário, dá para explicar o que a empresa faz, quais são seus produtos, qual é o perfil do funcionário, entre outras características. Há um mecanismo de inclusão de vagas de trabalho. No entanto, paga-se cerca de R$ 400 por anúncio publicado na rede.
PREÇO: gratuito.

>>>Twitter
www.twitter.com
CARACTERÍSTICAS: é uma rede social bem diferente das tradicionais. Você cria uma página pessoal ou para a sua empresa. A partir daí, monta sua rede de relacionamentos anexando perfis. Ao contrário das outras redes sociais, como o Orkut e o Facebook, o Twitter não cria comunidades nem exige a aprovação de amizades. Assim, se você anexar uma pessoa que pode ser um potencial cliente, não precisará do seu ok para mandar-lhe mensagens. Quando você escrever um texto, ele aparecerá na sua página, na de todos os seus seguidores e também nos celulares daqueles que cadastraram seus números para recebimento de torpedos. As mensagens são concisas. A ideia é misturar informações curtas, como em textos de celular, pensamentos diversos, como em blogs, e até uma dose de bate-papo, como em mensageiros instantâneos tipo Messenger. Você segue diversos usuários e é seguido por eles. Pode ser usado na divulgação de novos produtos, em ofertas de preço e até para conhecer parceiros e fornecedores.
PREÇO: gratuito.

>>>Via 6
www.via6.com.br
CARACTERÍSTICAS: comparado a uma versão nacional do LinkedIn, o site conta com mais de 260.000 usuários e cerca de 42.000 empresas, que se espalham por mais de 6.000 comunidades. O portal agrupa os usuários com interesses compatíveis para estimular o relacionamento entre eles. Se o seu negócio é vender flores, pode entrar para uma comunidade de eventos, por exemplo. Mas você não fecha negócios via internet. Cada empresa possui um perfil com informações e responsáveis pelos grupos, que podem ser contatados diretamente a partir de seus perfis.
PREÇO: gratuito.

>>>Xing
www.xing.com
CARACTERÍSTICAS: concorrente direto do LinkedIn, o site oferece dois modelos de cadastro, um básico e outro pago via mensalidade (que dá direito a áreas específicas do site e a recursos como busca de profissionais por qualificação, por exemplo). Além das comunidades, que integram profissionais de diversos setores e empresários, o site possui uma área de transações comerciais. Mediante o pagamento de uma tarifa, permite anunciar vagas de emprego e encontrar profissionais de diferentes especificações.
PREÇO: categoria básico (gratuito) e pacote a partir de R$ 150 por ano.

Via: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

 
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