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Prof. Roney Signorini
Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br

O título é um bordão do Velho Guerreiro, Abelardo “Chacrinha” Barbosa, nos idos de 1957, pronunciado à exaustão ao longo de sua carreira pela TV, por conotação, desejando falar com o público anunciante, por exclusivo.

E o tema suscitado vem da oportunidade da apresentação de um trabalho encomendado pelo SEMESP e desenvolvido pela CDN Estudos e Pesquisa envolvendo um público diversificado de 1.682 respondentes no Estado de São Paulo.

A pesquisa, denominada I2R – Índice de Imagem e Reputação, feita dentre nove públicos, foi reveladora quando interpretada à luz de se ter ou não ferramentas estratégicas para a qualidade de mercado. No speech de Dra. Cristina Panella, que conduziu a pesquisa, ela carrega alguma preocupação ( o avestruz que esconde a cabeça ) com certas posições tímidas das IES falarem com a mídia.

Na comparação entre os públicos pesquisados, chama a atenção a diferença entre a hierarquia apontada pela mídia e pela média dos demais públicos, destacando-se para a primeira as condições financeiras e aos demais o indicativo de corpo docente e administrativo preponderarem.

Enquanto para a mídia a estrutura física é o menos valorizado, para os demais é o contrário.

Nisso, a comodidade(conforto) está entre os mais importantes na visão da mídia, revelando que a comunicação entre as IES e a imprensa precisa aprimoramento. Indo além, as IES precisam educar a mídia sobretudo no tocante à regulação, que justa ou não, própria ou não, é interposta entre o locus universitário e a própria sociedade, como se a esta os Mantenedores desconsiderassem e desprezassem. Claro que não é isso e o setor não pode, pelo viés de atos e fatos do MEC, unilateralmente, condenar à masmorra a injusta incúria educacional particular.

Não é possível continuar a expor as IES como se todas fossem iguais, aqui destacado só para efeito primário de análise, as educadoras públicas com as particulares. Se as particulares optaram em resolver a empregabilidade, anseio e exigência das famílias, que sejam avaliadas com paradigmas próprios desse mister, sobretudo na graduação. A pós graduação é outra conversa.

Até porque, não é desiderato do ensino público atender o setor no aspecto massivo. Assim fosse, os números / base da pirâmide, deveriam estar em cima e não embaixo.

Eis a questão central, a grande indagação, que leva à preocupação pontual de estarem ou não as IES se comunicando com a mídia. Ou, ao contrário, se escondendo ou até fugindo dela, considerando ser ela a única caixa de ressonância massiva na sociedade. Sem dúvidas isso demonstra muita fragilidade na Comunicação Organizacional, negligência ou desídia, a superar com urgências. Pode ser temor de se comunicar com a mídia, se estrumbicar, ou carência no bem administrar os seus discursos, logrando negativamente verdadeiros crimes contra a imagem e percepção das IES. Recomendação de momento: ter mídia training dentro da IES. O continuar no mercado depende da administração competente, cada um per si, da dimensão ética, coerente com um conjunto de valores que a sociedade considera como justo, honesto e correto. Quanto às estéticas, mantendo uma praxis de organização, comprometida com a imagem que se deseja construir e fixar junto aos públicos de interesse. É Preciso mais ?

É claro que o Mantenedor não ignora que a comunicação com seu público externo também agrega valor e mantém a IES no mercado com visibilidade, sob transparências. O temor se daria em razão de algum arranhão na imagem junto aos opinion makers ou frente à concorrência ?

De se ressaltar que a pesquisa foi proposta em todas as regiões administrativas do Estado, grande parte onde houvesse IES particulares e por conseqüência uma mídia local. Com absoluta segurança, jornais, revistas, emissoras de rádio e TV sem especialistas na editoria de educação. Sob risco, existente só na grande imprensa da Capital. E olha lá, quando muito, dez jornalistas, alguns com mais e outros com muito menos conhecimento sobre o assunto. Coisa de dez dedos em duas mãos. Que não raras vezes só operam com números, fornecidos pelo INEP/MEC. É nada ou muito pouco quanto a interpretar as realidades das IES. E nem por isso revelam na conseqüência laboral, insurgindo-se (como os Mantenedores alcançados pela injustiça avaliativa) com severa investigação jornalística tais realidades. Até quando ?

Até as particulares entregarem as chaves para o governo, tipo, NÃO QUEREMOS MAIS, fiquem com as Autorizações, Credenciamentos e quetais ?

Em tempo, por que as principais associações representantes da iniciativa particular não têm assento em algum(uns) órgão(s) do CNE e da área administrativa do MEC, mesmo sendo maioria, porque não constituir organismos distintos de operacionalidades no público e no privado ?

Nos poucos encontros entre o público e privado, mediado pelo MEC, em tom de blague, mais parece conversa de periquitos australianos, de beija-mão, de portar pires ou chapéu em escadaria de igreja, e tocando sanfona.

Num consenso do setor privado, nenhuma IES deveria buscar apoio à Portaria Normativa Nº 14. Senão pela sobrevivência, nos bancos particulares o custo é muito menor.

 
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Prof. Roney Signorini
Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br

Na sexta-feira, dia 25, última sessão do 11º Fórum Nacional de Educação Superior Particular, a notícia caiu como uma bomba no auditório: saiu publicada no DOU a Portaria Normativa 14, dispondo sobre os procedimentos referentes ao Programa de Melhoria do Ensino, PROGRAMA IES – MEC / BNDES, no âmbito do Ministério da Educação.

Um autêntico cipoal de contradições normativas, a iniciar pelo § 1º do Art.1º que fala em “demonstração de articulação entre os itens cujo financiamento foi solicitado e a elevação nos níveis de qualidade do ensino superior da IES proponente”. Elevação de quanto, de 3 para 4, de 4 para 5 ? Sim, porque as que lograram 2 estão sumariamente excluídas da possibilidade de solicitar tal financiamento.

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Gabriel Mario Rodrigues

Gabriel Mario Rodrigues

Gabriel Mário Rodrigues
Presidente da ABMES

Um dia desses recebi, de uma associada da ABMES, uma manifestação indignada mediante a desconsideração que o MEC possui em relação ao Ensino Superior Particular. Escreveu sugerindo que deveríamos fazer um movimento nacional pedindo vagas universitárias para todos os brasileiros. Isto significaria fechar as nossas instituições e entregar as chaves para o Governo. Depois sentar na platéia e observar como é que resolveriam o caso. Só mesmo assim para perceberem o valor do nosso trabalho.

Concordo com quase tudo, mas falando francamente, não é o MEC que nos desprestigia e sim nós mesmos que não sabemos nos valorizar. O Setor não sabe comunicar suas realizações e não consegue dar visibilidade aos seus eventos, e esses são pontos fundamentais. No ano passado, só em São Paulo, as principais instituições gastaram mais de 150 milhões de reais em propaganda; a concorrência é muito grande e todos precisam divulgar os seus cursos. No entanto, estas são ações individualizadas onde cada um quer mostrar que é melhor que o concorrente. Não há nada de errado nisso, mas se fosse necessário que cada um deles separasse um pequeno percentual de 2% de todo esse valor de marketing, para uma campanha cooperativa institucional, com o objetivo de mostrar o valor econômico e social que o Ensino Superior Particular representa, tenho quase certeza que não se mostrariam interessados.

Nós, mantenedores de ensino superior, somos muito individualistas. Cada um preocupado com o seu território e seus problemas – somos todos pouco adeptos das causas corporativas. Porém, para fazer imagem institucional há necessidade de investimento. A Presidência da República que o diga, além de toda a comunicação espontânea e nata de seu líder máximo, o Governo tem um orçamento anual de mais de 1 bilhão de reais para mostrar o que faz.

Nossa associada tem razão. Será que alguém do Governo em algum momento fez as contas para analisar o que representamos numericamente e ainda melhor, se não existíssemos?

Segundo os dados do INEP de 2007 existem 252 instituições públicas que oferecem 5.598 cursos superiores. Já as instituições particulares são 2.243 com 16.892 cursos em diversas áreas. Enquanto estão matriculados 1.247 milhão de alunos nas IES públicas, nas particulares existem 3.639 milhões de alunos instalados em 920 dos municípios brasileiros. Enquanto as públicas só estão em 228 municípios. O mesmo repete-se com o Ensino Tecnológico onde as particulares atendem 283 mil alunos e as públicas apenas 64 mil. Na Educação a Distancia, de forma idêntica, temos 275 mil alunos atendidos pela rede particular e apenas 94 mil pela pública.

O mais importante é perceber que se não existisse a participação da iniciativa privada no ensino superior, para atingir o mesmo número de alunos matriculados até 2008, o poder público deveria ter investido aproximadamente 788 bilhões de reais desde 1960, o que equivale a quase 1/3 do PIB total de 2008 e isso se considerarmos apenas as despesas com pessoal, sem levar em conta o custo dos investimentos com edifícios e instalações.

O setor particular superior tem um faturamento anual de 24 bilhões de reais e uma massa salarial de 16 bilhões. Para se ter uma idéia melhor, há necessidade de um investimento anual de mais um bilhão de reais para com acervo de bibliotecas, equipamentos, obras e reformas para deixar as instalações atualizadas, conforme as exigências dos meios de comunicação de dados e tecnologia. Outro fator importante, que deve ser considerado, é a geração de renda indireta que alcança mais de um bilhão de reais com alimentação, moradia, transportes e material escolar.

As instituições particulares executam mais de 24 mil projetos sociais a cada ano atendendo mais de 20 milhões de pessoas. Este dado qualitativo é importante de ser considerado, pois mostra uma área extensionista que pouca gente conhece, porém precisa ter reconhecimento pelo valor social do serviço prestado. A demonstração disso é o Dia da Responsabilidade Social criado pela ABMES onde, neste ano de 2009, mais de 750 instituições estiveram presentes, com a participação de aproximadamente 170 mil professores e alunos, atendendo mais de um milhão de pessoas.

E se tudo ficasse por conta do Governo, conforme pensa a nossa associada, quanto isso custaria para a Educação Superior? Levando em conta que cada aluno da universidade pública custa R$ 11 mil anuais, o custo anual ultrapassaria os 40 bilhões de reais, sem levar em conta outros elementos a estimar. Não resta dúvida que se não divulgarmos isto, a sociedade continuará ignorando o valor dos nossos serviços e a importância da nossa participação na Educação do país.

 
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