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Posts Tagged ‘fake news’

Wanda Camargo
Assessora da presidência e coordenadora de projetos culturais do UniBrasil Centro Universitário
Pesquisadora de teorias da aprendizagem

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Censura é um anátema, assim como preconceito, ninguém a deseja ou pratica conscientemente, pelo menos é o que se afirma. Mas, da mesma forma que muitos “não preconceituosos” ficam sobressaltados à simples proximidade de uma pessoa diferente de seus padrões raciais ou sociais, a grande maioria dos detentores de opinião, qualquer opinião, entende lá no recôndito de seu ser que opiniões frontalmente contra as suas não deveriam ter circulação permitida. E não importa o tipo de opinião ou crença, política, religiosa, de gênero, criacionista, darwinista; os conceitos parecem arraigados a tal ponto que não podem conviver com a mínima divergência.

A censura, que tem entre seus sinônimos repreensão ou reprimenda, é reconhecida como forma de restrição tanto da liberdade quanto do conhecimento, costuma ser exercida em regimes ditatoriais e parece ser um tema perturbador ultimamente, depois de um processo de grande divisão interna atravessada pelos brasileiros nos últimos anos. Isso incomoda pelos possíveis reflexos nas atitudes, valores e livre circulação das notícias, as quais, em última análise compõem o que denominamos opinião pública.

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Janne Kaunert e Hegle Zalewska
Especialistas em Direito Digital 
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Com o domínio da internet como meio de comunicação e publicação de pensamentos, surge a preocupação com os conteúdos disponibilizados na rede. Ao contrário do que muito se pensa, todos os atos praticados por meio da tecnologia trazem as mesmas responsabilidades dos atos praticados fora da internet, e no caso da rede, os efeitos são potencializados pela maior rapidez e dimensão da disseminação dos conteúdos.

A quantidade de textos e mensagens falsas alastradas de forma mundial tem preocupado cada vez mais as organizações, poder público e os representantes da sociedade civil em geral. Uma pesquisa realizada pelo “Monitor do debate público no Meio Digital”, da Universidade de São Paulo, aponta que os grupos de família no WhatsApp são os principais vetores de divulgação de notícias falsas da atualidade.

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Daniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor do Curso Positivo, de Curitiba/PR
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Em uma sala de aula, o professor propõe a seguinte dinâmica: “Você lê ou ouve sobre um suposto envolvimento de um professor da sua escola com algo criminoso, bem grave. Um caso de pedofilia, por exemplo. Por acaso, trata-se de um professor rigoroso que vive cobrando atitudes corretas de vocês. Você conta o que leu ou ouviu para alguém? E, então, digamos que naquela semana, durante a aula desse professor, o diretor o chama e o professor deixa a sala bastante agitado. Você explica para alguém o que você supõe ser o motivo do que está acontecendo? E, por fim: imagine que, no grupo do WhatsApp, alguém comenta que sabe algo muito sério sobre o professor. Você diria algo sobre o que você também supostamente sabe sobre ele?”

Se você pensou em responder sim para qualquer uma dessas perguntas, parabéns! Você é um divulgador de falsas notícias, as famosas fake news.

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