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Posts Tagged ‘Pisa’

Ronaldo MotaRonaldo Mota
Reitor da Universidade Estácio de Sá
http://reitoronline.ig.com.br
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Há vários estudos demonstrando como a miséria e a pobreza dificultam a aprendizagem. Uma outra variável menos estudada é o quanto as discrepantes desigualdades sociais afetam a todos, inclusive os mais ricos. Ou seja, mesmo aqueles que têm acesso a tudo, pelo convívio em sociedades excludentes, também são negativamente atingidos, em especial na educação.

O Pisa – Programa Internacional de Avaliação de Alunos – é uma avaliação internacional que mede desde 2000, a cada três anos, o nível educacional de jovens de 15 anos por meio de provas de Leitura, Matemática, Ciências e, mais recentemente (desde 2012), Conhecimentos em Finanças. O exame é realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade formada por governos de 30 países que têm como princípios a democracia e a economia de mercado. Países não membros da OCDE, como é o caso do Brasil, também podem participar do Pisa enquanto convidados. Atualmente, 70 países participam do Pisa, cujo objetivo principal é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação básica e que possam subsidiar políticas nacionais de melhoria da educação.

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jacir-venturi2017Jacir J. Venturi
Coordenador da Universidade Positivo, há 46 anos é professor e diretor de escolas privadas e públicas
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Foi um gesto destemido do ministro Paulo Renato inscrever o Brasil no exame Pisa, em 2000. O então presidente Fernando Henrique teria questionado: “e se formos o último colocado?” O ministro argumentou que o Pisa é um dos instrumentos de maior credibilidade em avaliação educacional do mundo. Foram 32 países participantes naquele ano. Bingo! – ficamos em último: 56% dos estudantes de 15 anos avaliados em Matemática, Leitura e Ciências tiveram um desempenho de “quase analfabetos funcionais”, a boa distância do penúltimo colocado: o México, com 44%.

O Pisa 2015 – agora com 70 países avaliados e cujo resultado foi divulgado há poucos dias, em um relatório de 966 páginas dividido em dois volumes – mantém o Brasil entre os últimos: 66.º em Matemática, 63.º em Ciências e 53.º em Leitura. Quando cotejados com os nossos coirmãos latino-americanos, lamentavelmente ficamos abaixo de Argentina, Chile, Uruguai, México, Costa Rica, Colômbia e Peru.

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Claudio Moura CastroClaudio de Moura Castro
Economista e consultor de educação do Grupo Positivo
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Sempre deslumbrado com as elegâncias da Apple, eu torcia o nariz para Bill Gates, com suas máquinas feias e complicadas. Ele, no entanto, largou a empresa e passou a dedicar-se à filantropia, mirando a saúde e a educação. Trouxe sua inteligência e os dividendos da Microsoft para decifrar grandes problemas e ajudar a resolvê-los. Fiz as pazes com ele. Virei seu fã.

Na educação, tenta entender o que faz um bom professor, assunto crítico, mas nebuloso e espinhento. Sua fundação montou uma grande pesquisa, e começam a sair resultados interessantes. Naturalmente, como não é o único fuçando esses territórios, há muitos achados convergentes. Uma das conclusões compartilhadas é a identificação dos fatores que não se associam a um nível superior de aprendizado dos alunos. São os chamados resultados negativos, muito importantes, pois limpam a área.

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