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Cibele Schuelter
Consultora da Hoper Educação
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Está na missão de muitas instituições de ensino formar o profissional para o mercado de trabalho. Por isso, é dever das IES conhecerem os impactos que as novas tecnologias estão irrompendo sobre o trabalho.

Contratar o serviço de um programador, designer, redator, tradutor, financeiro, administrativo, ou jurídico nunca esteve tão fácil. E a facilidade nem passa perto das recentes reformas trabalhistas. É a tecnologia que está promovendo uma das formas mais perturbadoras de revolução na economia do trabalho.

Plataformas que facilitam a troca de mercadorias e serviços estão construindo a chamada Economia “Gig”, onde, ao contrário do modelo tradicional baseado em empresa, o trabalho não é realizado por empregados, mas por freelancers ou “giggers”. Giggers são freelancers que são contratados apenas pelo tempo necessário para concluir certas tarefas.

Este novo conceito de emprego está balançando estruturas estabelecidas de maneira inimaginável.

Existem vários tipos de trabalhos que movem esta nova Economia Gig. Jobs de freelancers podem ser contratados por plataformas, da qual são exemplos a Upword e a Workana. Mas também existe a demanda de trabalho que conecta serviços com mercados locais, por meio de aplicativos. O Uber pode ser o exemplo mais conhecido deste modelo. Sem carteira e sem direitos, os trabalhos autônomos vão tomando volume, crescendo as oportunidades de ganhos e facilitando a migração de pessoas pelo país ou fora dele. Não são poucos os que encontram na Uber a possibilidade de morar em outra cidade e já com um meio de obter trabalho. Nem é preciso um carro. As locadoras de veículos já têm braços específicos para atender quem quer ser da Uber. Mas este é só um exemplo. A TaskRabbit, Handy.com, Care.com conectam pessoas a serviços de maneira direta e sem intermediários.

Muitas plataformas, inclusive de ensino, têm transformado milhares de pessoas nos chamados “nômades digitais”: que trabalham em qualquer lugar do mundo e entregam apenas com acesso a um computador. Como esses trabalhos não necessariamente precisam ser realizados localmente, a habilidade e o talento dos giggers pode ser negociado em escala global.

Existem também trabalhos inusitados. Uma recente plataforma desenvolvida pela Amazon paga alguns centavos de dólar para que a inteligência de seres humanos ajude a construir a inteligência artificial.

Numa delas, aparecem dezenas de fotos de um cachorrinho e o trabalho é clicar naquelas em que o bicho está olhando diretamente para a câmera. Quase 17 mil pessoas toparam, recebendo US$ 0,10 por clique. Com o resultado, empresas poderão programar um software de inteligência artificial que será capaz de entender o conteúdo de fotos.

Não podemos pensar que a tecnologia irá apenas substituir trabalhos de baixa complexidade. É lição de casa para quem forma profissionais estar à frente das inovações, compreender o novo mundo do trabalho e desenvolver habilidades  e competências capazes de aderir ao novo mundo.

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