Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
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A ABMES tem muito a comemorar nestes seus 36 anos de existência. Ela realiza um trabalho espetacular em prol de seus associados, conjugando o operacional com o acadêmico, integrando o presente com o futuro.

No ano passado, comemoramos a data de fundação da ABMES festejando a idade de coral; para hoje, espocarmos champanhe na idade de cedro [1]. São 36 anos de existência, cuja comemoração todos devem participar, com ímpeto e exuberância, estourando e soando como estalos. Cada ano de vida tem suas diferenças, suas peculiaridades e é ótimo que nada se repita, nada seja igual na mesmice caótica.

É importante destacar que, acima de tudo, a ABMES é feita por gente. Pessoas visionárias, comprometidas e atuantes. Pessoas que lutam por um bem maior, construindo uma escola melhor e um país mais desenvolvido. São indivíduos que realizam um trabalho responsável e que traz resultados coletivos para os associados, para o setor educacional brasileiro e para o progresso do país.

E nestes 36 anos, sob a batuta de Candido Mendes, de Edson Franco, deste articulista e do atual presidente Janguiê Diniz, a ABMES tem desempenhado o papel de representar as instituições particulares de ensino superior. Sua missão sempre esteve atrelada a contribuir para o aprimoramento de seus associados e defender a livre iniciativa em todas as suas manifestações.

A Associação destaca-se igualmente por promover a integração entre as entidades representativas das instituições de educação superior com o propósito de fomentar a necessária articulação do setor e permitir a compreensão mútua dos problemas educacionais, identificando alternativas e dando encaminhamento aos grandes temas em defesa dos ideais do ensino superior particular como um todo.

O importante é que todo o trabalho que propiciou à ABMES conquistar o seu prestígio foi realizado por suas diretorias, associados e equipe técnica que, em Brasília/DF, transformava as ideias e projetos em realizações. Nesse sentido, cabe destacar os nomes de Cecília Horta e Anna Iida, no passado, e de Sólon Caldas e Lidyane Lima no presente. Também é fundamental lembrar de todos os funcionários que se desdobram para dar o melhor de si e, assim, atender o associado além do que ele deseja em termos de prestatividade, eficiência e agilidade.

Os últimos anos não têm sido fáceis e tranquilos com as inúmeras surpresas que enfrentamos, principalmente com relação às novas normativas de todos os órgãos superiores educacionais.

Fomos surpreendidos pela aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental, com a prorrogação de sua implantação, com as novidades para as licenciaturas, com o asfixiamento dos recursos do Fies e com a consolidação da norma sobre credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior.

Todas as atividades e desafios deixaram a ABMES mais madura e firme, como o cedro com sua dureza, mas também com seu aroma e pureza secular.

Tivemos colaborações importantíssimas daqueles que publicaram artigos neste blog, elevando o nível cultural e intelectual dos associados, que nem sempre têm tempo e condições de acompanhar leituras diversas oferecidas pela mídia.

Os diversos prêmios ofertados, como o de Jornalismo, o Milton Santos, o Top Educacional e o Mérito ABMES da Educação Superior, afora a Campanha da Responsabilidade Social, coroam iniciativas e personalidades que merecem destaque por sua atuação e/ou inovação.

É bom destacar, ainda, os seminários mensais realizados na sede da Associação. São ações que visam aproximar os associados das entidades governamentais, permitindo o entendimento e o congraçamento e facilitando os percursos das instituições junto às regulações do setor.

Já a coluna Educação Superior Comentada tem ajudado inúmeras IES na busca de soluções normativas com interpretações duvidosas do exato sentido regratório.

Quanto ao clipping diário, nele estão contidos os principais assuntos, abreviando leituras enfadonhas e nada objetivas que abundam no noticiário nacional.

Merece ênfase também o programa ABMES Internacional que visa o intercâmbio e a cooperação com associações e universidades de outros países, a troca de experiências no sentido de conhecer distintos contextos e vivenciar novas realidades educacionais.

Conselho de Administração

É preciso destacar uma realidade nova que a ABMES tem em sua estrutura organizacional, que é o Conselho de Administração. Com atuação desde julho de 2016, consiste em órgão de apoio que tem como objetivo pensar o futuro e traçar as diretrizes de ação da entidade e é integrado pelos seguintes conselheiros:

Candido Mendes; Édson Franco; Gabriel Rodrigues; Carmen Silva; Antonio Carbonari Netto; Manoel Barros; Hermes Figueiredo; Hiran Rabelo; Antônio Veronezi; Arthur Macedo; Eduardo Soares; Paulo Chanan; Jânyo Diniz; Antonio Colaço Martins; Ihanmarck Damasceno e Ednilton Gomes de Soarés.

O Conselho da ABMES é, acima de tudo, um ambiente de reflexão e com visão do futuro da área educacional. Vinte reuniões mensais já realizadas mostram os resultados destes encontros [2], buscando na troca de ideias e debates, com a participação de palestrantes convidados, agregar uma contribuição diferenciada sobre as questões mais relevantes da educação brasileira.

Por estas e outras razões já enumeradas, a Associação tem muito a comemorar nestes seus 36 anos de existência. Ela realiza um trabalho espetacular em prol de seus associados, conjugando o operacional com o acadêmico e integrando o presente com o futuro. Parabéns, ABMES! Vamos em frente na busca de um Brasil melhor para todos.

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[1] A importância do cedro, em diversas civilizações clássicas, compreende-se pela diversidade de usos possíveis. A sua madeira, homogênea e aromática, foi enormemente utilizada pelos Fenícios, na antiguidade, para construir as suas embarcações militares e comerciais, bem como para a construção de templos e habitação. A árvore é, aliás, mencionada 75 vezes na Bíblia.

[2] Temas discutidos no Conselho de Administração:

  1. Soluções para os desafios da sobrevivência da educação superior particular, em especial das PMIES diante das novas regras da EAD;
  2. Necessidade de mudar a imagem do setor educacional superior particular perante a sociedade;
  3. Projeto para realçar o trabalho de responsabilidade social que o segmento particular de ensino superior desenvolve;
  4. Proposta para utilização de modernas tecnologias de informação e comunicação para inovar no processo de aprendizagem e ensino (inteligência artificial, internet das coisas, indústria 4.0 etc.);
  5. A utilização da EAD para massificação do ensino de qualidade;
  6. Proposta de criação de um sistema de redes integrando pesquisas entre as IES particulares: papel para a Funadesp?;
  7. Código de Auto-Regulamentação e Conduta para as entidades associadas da ABMES. Elaboração de proposição para sua atualização;
  8. Apresentação, no Congresso Nacional, de Projeto de Lei para a criação de fundo para apoiar bolsas de estudo destinadas a estudantes do ensino superior oriundos de famílias das classes C inferior e D;
  9. Análise do investimento do Estado nas universidades sob sua manutenção, nos últimos 80 anos, comparado com a necessidade de recursos para financiamento dos estudantes de classes sociais de menor renda;
  10. Projeto de Criação do Memorial dos Empreendedores Educacionais Particulares do Século XX, destacando personalidades que criaram as primeiras faculdades particulares no Brasil.
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