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Alberto Consolaro
Professor titular da USP e colunista da seção Ciências do Jornal da Cidade
Publicado no JCnet em 19 de setembro de 2010
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A revista inglesa Times Higher Education divulgou o seu Ranking Mundial de Universidades 2010-11 no qual classificou as 200 melhores do mundo. A lista reafirmou: Harvard é a melhor do planeta. O Massachussets Institute of Technology (MIT) foi a segunda colocada e também está localizada em Boston. O terceiro lugar ficou a Universidade de Stanford na Califórnia, seguida por Princeton. Apenas depois aparecem as universidade britânicas de Cambridge e de Oxford.

Dentre as 50 melhores estão sete universidades asiáticas: duas chinesas, duas de Hong Kong, e uma do Japão, Coréia do Sul e Cingapura. Além das duas britânicas, entre as 50 melhores estão 6 universidades européias: duas suíças, duas francesas, uma alemã e outra sueca. A América da Sul e Central não tem universidades classificadas entre as 200 melhores do mundo. Das universidade brasileiras, a USP aparece em uma lista complementar em 232º e a Unicamp em 248º lugar.

A explicação para o fato de 72 entre as 200 melhores universidades serem estadunidenses está no volume de recursos aplicados. Os EUA investem 3,1% do seu PIB em ensino superior, enquanto os demais países desenvolvidos em média aplicam apenas 1,5%. Deve-se ressaltar ainda que o PIB estadunidense é superior a US$14 trilhões, duas vezes maior do que qualquer outro país.

Sem dinheiro e tempo não tem como construir uma educação e uma rede de pesquisa consistente. A Universidade de Harvard, por exemplo, foi fundada em 1636. No Brasil aplica-se um pouco menos que 1% do PIB em ensino superior e nossas universidades ainda não são seculares. Para especialistas em Educação Superior Internacional, como Philip Altbach, as universidades públicas da America Latina estão engessadas em burocracias e com estruturas altamente politizadas, o que atravanca sua evolução e desempenho.

Neste momento de escolha de nossos parlamentares, governadores e presidente, analisarmos criteriosamente os programas de governo e os discursos dos candidatos comprometidos com o aporte maior de recursos para a educação, ciência e tecnologia pode contribuir para colocar as universidades brasileiras em patamares melhores nas futuras classificações quanto a excelência de seu funcionamento e estrutura. Nesta classificação da Times Higher Education foram considerados 13 critérios indicadores aplicados no contexto da comunidade acadêmica internacional destacando-se a qualidade do ensino, da pesquisa e a transferência do conhecimento.

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