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Celso Niskier
Diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
Reitor do Centro Universitário UniCarioca
Publicado no Estadão, em 26 de março de 2020
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O segmento de educação superior brasileiro, assim como todos os demais setores da economia, foi fortemente impactado com a pandemia do novo coronavírus – Covid-19, que vem provocando a paralisação de empresas em todo o mundo, desde o início do ano. O estado de quarentena no qual estamos convivendo hoje é uma situação inédita no Brasil, embora já tenhamos enfrentado outros vírus mundiais, como por exemplo, a gripe espanhola e a gripe suína.

Situações excepcionais exigem soluções inabituais, o que normalmente implica em sacrifícios coletivos, especialmente quando estamos falando da saúde e da vida de milhares de pessoas. Existem muitas dúvidas sobre como iremos vencer essa pandemia, mas temos uma certeza: ela terá início, meio e fim, à exemplo dos casos anteriores.

Enquanto isso, o que precisamos fazer é encontrar alternativas eficientes para reduzir ao máximo seus efeitos. Para área de educação superior, a principal medida que vem sendo adotada é o uso da tecnologia para a continuidade das atividades presenciais em ambientes virtuais, conforme normatização do Ministério da Educação (Portaria de nº 343).

O que está sendo adotado no momento por boa parte das instituições de educação superior, em caráter emergencial, são aulas remotas, ministradas por professores, em sua maioria no mesmo horário convencional da aula presencial, por meio da utilização de recursos tecnológicos.  Dessa forma, as instituições arcam não somente com a manutenção do quadro acadêmico, como também com investimentos para a ampliação tecnológica, de modo a possibilitar a continuidade do conteúdo e para que não haja perda de aprendizagem para o estudante.

Embora as atividades presenciais estejam sendo substituídas provisoriamente por aulas remotas, o formato usado é diferente da modalidade EAD (Educação a Distância) tradicional, em que o conteúdo é, na maioria das vezes, assíncrono, autoinstrucional e conta com apoio de tutores. Devido a esta situação excepcional, as instituições passaram a oferecer turmas específicas com atividades remotas, com o objetivo de atender ao programa das disciplinas previstas para o curso presencial, tal qual o aluno contratou.

Não há, portanto, redução de custo. Pelo contrário: as instituições têm feito mais investimentos tecnológicos para dar conta deste momento atípico pelo qual passa o mundo todo em função do novo coronavírus. Ao adotar tais medidas, o setor particular de educação superior dá ao país a sua contribuição, mantendo a continuidade das atividades letivas, porém, sem colocar em risco a saúde e a segurança de alunos, professores e funcionários.

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2 Respostas para “Aulas remotas ou EAD?”

  • Caio da Silva Batista says:

    Discordo parcialmente!
    Sou acadêmico da UNIP, realmente fizeram um investimento forte na plataforma Zoom porém deixaram a desejar na sua própria plataforma, as aulas gravadas disponibilizadas no ambiente de aprendizagem são extremamente antigas, tendo conteúdos que já foram descontinuados do mercado da minha área, fora isso, os servidores da UNIP não tem infraestrutura para aguentar todos os alunos, sinto a falta de mais atividades para melhor irmos na prova futuramente, afinal, não existe colher de chá, eu pago para aprender e quero aprender, presencialmente o ensino já era um pouco difícil, de forma a distância está inferior, de acordo com tudo que eles me falaram quando eu fui assinar o contrato, uma experiência totalmente diferente.

     
  • Carlos Kober says:

    COM TODA CERTEZA, os investimentos , tanto do professor como da instituição são muito maiores assim, pois precisa formatar todos os conteúdos presenciais à realidade do virtual. A linguagem, as ilustrações, o tempo dedicado e material de apoio são infinitamente maiores. Mas é uma forma moderna e eficiente de fazer a roda do ensino ativa e viva para todos, em benerício de mais e mais usuários. Importante dizer também da importãncia do ensino , de manter a mente ocupada, numa situação de afastamento social. Isso tem feito a diferença em muitas mentes.

     

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