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Sobre : Antonio de Oliveira

Nome Completo: Antônio de Oliveira
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Artigos do(a) Antonio de Oliveira:

    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
    ***

    O uso correto da vírgula [,] é difícil; já o do ponto e vírgula [;] …

    Luiz Fernando Veríssimo declarou que jamais havia usado um ponto e vírgula e que esse nunca lhe fizera falta. Usá-lo é um sinal, além de pontuação, de refinamento, encantamento, glamour. Lê-se, em Mário Quintana: “Que moça culta a Maria Eduarda: ela usa ponto e vírgula”. Na verdade, é chique usar ponto e vírgula, mas, para empregá-lo corretamente, só mesmo revisitando Machado de Assis.

    Costuma-se definir ponto e vírgula como sinal de pontuação que indica uma pausa mais forte que a da vírgula e menos forte que a do ponto final. Seria o mesmo que dizer, em termos musicais, que a pausa de semínima dura o dobro da de colcheia, bem como a metade da mínima. Se for possível estabelecer uma relação da pausa musical com a da entonação, a pausa de colcheia corresponderia à vírgula, a pausa de semínima ao ponto e vírgula e, finalmente, a pausa de mínima ao ponto final. Com efeito, em música, pausa é cada um dos sinais gráficos que indicam o valor, isto é, a duração dos silêncios de um trecho musical e aos quais correspondem as notas.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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    Conde Afonso Celso, publicou, em 1900, o livro Por que Me Ufano do meu País. Popularizou-se o termo ufanismo, atitude, posição ou sentimento dos que, influenciados pelo potencial das riquezas brasileiras, pelas belezas naturais do País, além de outros motivos, dele se vangloriam desmedidamente. Falar nesse ufanismo, hoje em dia, parece totalmente fora de moda.

    Etimologicamente, nação (nacionalidade) designa o lugar de nascimento. País ou pátria, “terra patrum”, é o território dos pais, dos antepassados, terra-mãe: “Patriae nomen dulce est” (Cícero): o nome da pátria é doce. “Dulce et decorum est pro patria mori” (Horácio): é doce e honroso morrer pela pátria. Definir o que seja nação é um desafio. “Definitio periculosa”, difícil, desafiante. Trata-se de um conceito complexo, que envolve um feixe de variáveis.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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    Não sou dado a polemizar. Nesse sentido, prefiro dar um boi para não entrar em briga e uma boiada para sair. Sou partidário do pior acordo à melhor demanda. Um traço de personalidade? Sei lá se eu sei! Pode ser. Aliás, pelo que me consta, até a etimologia de polêmica, do grego, tem a ver com “arte da guerra”. Em qualquer situação tenho comigo que o viés polêmico é um terreno propenso ao unilateralismo, a radicalizações, a simplificações grosseiras; às vias de fato, em alguns casos de discussão mais acirrada. E isso acontece no campo filosófico, político, financeiro, educacional, religioso, bíblico, futebolístico, enfim em toda área que comporte igualmente um viés ideológico ou de interesse próprio.

    Distingo polêmica de diálogo. Mesmo porque ninguém é dono da verdade. Se se trata de opinião, opinião é opinião. Esse estado da mente difere da certeza, do tipo: o fogo queima. Se dúvida, bota a mão no fogo. Não conheço ninguém que não precise consultar o Dr. Google, mesmo assim tendo que fazer uma consulta seletiva no tocante à imparcialidade das fontes, pois nem sempre confiáveis. Um intelectual polemizava com um matuto. Lá pelas tantas, considerando o interlocutor de cabeça dura, disse: Cara, quem é você para discutir comigo? Eu estudei em três grandes universidades. O matuto, depois de coçar a barba e soltar uma baforada, retruca “ad hominem”: Me desculpe, sinhô dotô, mas nois aqui, na roça, também tem um burro que mamou em treis égua e nunca deixou de ser burro mode essa situação…

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