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Sobre : Antonio de Oliveira

Nome Completo: Antônio de Oliveira
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Artigos do(a) Antonio de Oliveira:

    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
    ***

    Quando se espera que o tempo passe rápido, num vapt-vupt, pedimos um minutinho, um segundinho, um tempinho. Quando demora, quando muito dizemos um tempão, não um minutão, nem minutíssimo, nem minutaço, à semelhança de um golaço. Minuto seria uma palavra de significação plena, minuto é minuto, matematicamente nem mais nem menos do que a unidade de medida igual a 60 segundos.

    Podemos viver, num só dia, um ano de emoções. Um minuto, para nós, pode durar uma eternidade. Além disso, tratando do “homem cordial”, em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda escreveu que a terminação “inho”, aposta às palavras, serve para nos familiarizar com as pessoas ou os objetos. Associa-se também com o tempo psicológico e com a faixa etária.  O sufixo “inho” pode nos distanciar da razão, mas nos aproxima do coração.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
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    Na Idade Média, o teatro exibia representações religiosas, como os Milagres e os Mistérios. As comédias, por sua vez, tratavam de moralidade e apresentavam farsas, sendo uma das mais célebres a Farsa do Advogado Pathelin, já no século XV. Encenavam também as soties, representações de caráter satírico. Sotie deriva de sot, em francês, que significa tolo, p. ex.: “Il est un sot”, ele é um bobo, patola.

    Esse tipo de teatro, então, teve seu nascedouro em temas religiosos. A missa era o drama sacro por excelência, principalmente nos dias de festa. Eram os assim chamados Milagres. Pouco a pouco, o drama se separa do ofício sagrado. Passamos a ter peças profanas, ao pé da letra, fora do templo, campal, em praça pública. Os Milagres cedem lugar aos Mistérios, assim denominados pelos franceses e italianos. Na Grã-Bretanha datam do século XI, segundo o escritor Alexandre Herculano. A partir do séc. XIV, inclusive na Alemanha, essa modalidade de espetáculo teatral abarcava, durante vários dias, toda a história sagrada, desde a queda de Adão e Eva, no Paraíso, até a vida de Jesus Cristo e o Juízo Final.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
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    Além do silêncio, o que mais se aproxima na tentativa de expressar o inexprimível é a música. Pensamento de Aldous Huxley. Há músicas indescritíveis: sacras, clássicas, populares. Sensação, arrepio, enlevo ao ouvir certas composições que não são músicas apenas para os ouvidos. Penetram profundamente n’alma. E fazem que, ouvindo o que os ouvidos não se cansam de ouvir, possamos ondular acordes “num voo angélico para as altas esferas” e levitar, acima do assento, nosso corpo ouvinte.

    Prelibar, antegozar o Céu. Para os que creem, apenas um modo analógico de dizer. Como se lê de Paulo aos Coríntios: ”Olho algum jamais viu, ouvido algum nunca ouviu e mente nenhuma imaginou…” Ou subindo ao sétimo céu, estado de felicidade plena, no paraíso. Segundo o islamismo, sete são os céus, superpostos. O sétimo é o céu de Alá, presidido pelo patriarca Abraão.

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