Sobre : Antonio de Oliveira

Nome Completo: Antônio de Oliveira
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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
    antonioliveira2011@live.com
    ***

    Em grego, ἐπιφάνεια: aparição, manifestação, revelação, estreia, “debut”, apresentação. Pode significar, por extensão, uma “luz”, uma ideia brilhante, como quando se diz, na Inglaterra: “I just had an epiphany”. Daí, também, o nome Santo Epifânio, festejado em 12 de maio. Liturgicamente, é comemoração cristã, Epifania do Senhor. Mantém-se, tradicionalmente, a festa de Reis no dia 6 de janeiro.

    Jesus fez várias epifanias: Aos Reis Magos, ainda em Belém, onde nasceu. Aos doze anos, quando é encontrado por seus pais, depois de desaparecido, demonstrando profundos conhecimentos das Escrituras perante doutores da lei, no templo de Jerusalém. Quando foi batizado por João Batista, no Rio Jordão. Nas Bodas de Caná, ao transformar água em vinho. Na transfiguração, no Monte Tabor, na presença de Pedro, Tiago e João. Todas essas passagens são representadas por artistas famosos, como o quadro Adoração dos Magos, de Bartolomé Esteban Murillo.

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    Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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    Quando se espera que o tempo passe rápido, num vapt-vupt, pedimos um minutinho, um segundinho, um tempinho. Quando demora, quando muito dizemos um tempão, não um minutão, nem minutíssimo, nem minutaço, à semelhança de um golaço. Minuto seria uma palavra de significação plena, minuto é minuto, matematicamente nem mais nem menos do que a unidade de medida igual a 60 segundos.

    Podemos viver, num só dia, um ano de emoções. Um minuto, para nós, pode durar uma eternidade. Além disso, tratando do “homem cordial”, em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda escreveu que a terminação “inho”, aposta às palavras, serve para nos familiarizar com as pessoas ou os objetos. Associa-se também com o tempo psicológico e com a faixa etária.  O sufixo “inho” pode nos distanciar da razão, mas nos aproxima do coração.

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    Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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    Na Idade Média, o teatro exibia representações religiosas, como os Milagres e os Mistérios. As comédias, por sua vez, tratavam de moralidade e apresentavam farsas, sendo uma das mais célebres a Farsa do Advogado Pathelin, já no século XV. Encenavam também as soties, representações de caráter satírico. Sotie deriva de sot, em francês, que significa tolo, p. ex.: “Il est un sot”, ele é um bobo, patola.

    Esse tipo de teatro, então, teve seu nascedouro em temas religiosos. A missa era o drama sacro por excelência, principalmente nos dias de festa. Eram os assim chamados Milagres. Pouco a pouco, o drama se separa do ofício sagrado. Passamos a ter peças profanas, ao pé da letra, fora do templo, campal, em praça pública. Os Milagres cedem lugar aos Mistérios, assim denominados pelos franceses e italianos. Na Grã-Bretanha datam do século XI, segundo o escritor Alexandre Herculano. A partir do séc. XIV, inclusive na Alemanha, essa modalidade de espetáculo teatral abarcava, durante vários dias, toda a história sagrada, desde a queda de Adão e Eva, no Paraíso, até a vida de Jesus Cristo e o Juízo Final.

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