Arquivo da categoria ‘Avaliação e regulação’

Cláudio de Moura Castro
Revista Veja, publicado em 31 de março de 2013
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“Esperava-se que os profissionais fossem para empregos cujo nome se assemelhava ao do curso. Hoje ocorre a “desprofissionalização” dos diplomas”

Quando parecia sepultada e descansando de uma vida maldita, exuma-se a idéia de que o estado deve regular a oferta de cursos superiores privados. Ou seja, impedir que os incautos proprietários de faculdades invistam errado, pois o MEC sabe onde está o mercado para advogados ou médicos. Pensemos: quem sabe de mercado, o dono da faculdade que arrisca sua empresa ou um funcionário do MEC, pontificando sob o manto da impunidade -e sabe-se lá com que agenda latente?

Em Brasília, o representante de uma associação médica declarou: “Não há mais mercado para médicos, assim mostram os indicadores da OMS”. Ironia do destino, nesse evento, falou antes dele Jarbas Passarinho. Narrou que, em sua gestão como ministro da Educação (1970), foi procurado pela mesma associação, ouvindo idêntica afirmativa. Desde então, o número de faculdades de medicina cresceu quatro vezes. O mercado deveria estar ainda mais saturado, pois a população cresceu muito menos. Conmdo, não há estatística sugerindo saturação dos mercados. Pelo contrário, a carreira é recordista de candidatos por vaga.

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Sólon Hormidas Caldas
Assessor da Diretoria do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
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Na última sexta-feira, dia 22 de março, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante anunciou o fechamento temporário de autorização para novos cursos de direito e o cancelamento de vestibulares para todos os cursos cujos alunos formados tenham tirado nota até 3 no Conceito Preliminar de Curso (Indicador CPC, do MEC).

O setor particular de ensino superior sempre foi favorável à oferta de cursos com qualidade e ao processo de avaliação baseado no que determina a lei do  SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Nesse sentido, o setor não é contra a definição de novos critérios para a abertura de cursos, desde que sejam baseados no que a lei determina. Se existe algum curso que não oferece um padrão de qualidade adequado, o MEC também é responsável, tendo em vista que, ao liberá-lo para funcionamento, faz uma avaliação prévia para constatar as suas condições de funcionamento.

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Arnaldo Niskier
Correio Braziliense, publicado em 21 de março de 2013
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Acreditamos piamente que os examinadores do Enem, contratados pelo MEC para a correção das provas de língua portuguesa, saibam como são escritas as palavras “enxergar”, “razoável” e trouxe”. Se deram 1.000 pontos, para provas consideradas perfeitas, com os candidatos utilizando as formas “enchergar”, “rasoavel” e trousse”, como comprovou o jornal O Globo, é porque desprezaram a norma padrão ou culta, numa atitude francamente irresponsável. São linguistas da Universidade de Brasília que orientaram esse comportamento, com o beneplácito do Inep.

Parece que o Enem sofre com alguma caveira de burro que o acompanha desde os primeiros exames. Já teve de tudo: da quebra do sigilo das provas, passando pela venda de respostas, a essa triste novidade. Isso pode ser consequência da guerra surda travada entre linguistas (em geral jovens) e gramáticos, que se digladiam para interpretar, cada um a seu modo, a melhor maneira de promover a integridade do nosso vernáculo.

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