Arquivo da categoria ‘Gestão Educacional’

Acedriana Vicente Vogel
Diretora pedagógica da Editora Positivo
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Há uma espécie de lagarta, a do pinheiro, vulgarmente apelidada de lagarta processionária – com o nome científico de Thaumetopoea pityocampa – que é um inseto bastante curioso em seu deslocamento. Em fila, praticamente grudadas umas às outras, andam em procissão, em busca de alimentos. Experiências já mostraram que quando formam um círculo, movimentam-se no sentido horário, ininterruptamente e, por mais que seja colocado alimento no centro deste círculo, sequer percebem a sua existência, por maior que seja a fome.

O determinismo genético desse animal serve como metáfora para refletir algumas ações que acontecem no contexto escolar. Não são poucos os profissionais que erguem bandeiras de luta cujo principal jargão é “eu sempre fiz assim e deu certo…” e perdem um número sem fim de oportunidades de reavaliar a sua prática, melhorando-a constantemente. Há aqueles que se colocam em procissão, repetindo ladainhas e, por não saber (ou não querer) fazer diferente, encampam discursos de terceiros como seus, sem o menor questionamento. Acaba se tornando um saber, repetido à exaustão, que passa a ser seu. Que chance terá a criação, a invenção – que tanto almejamos – de florescer numa prática estabelecida pela repetição?

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Caio Polizel
Coordenador da Área de Consultorias da Hoper Educação
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A elaboração de um plano de sucessão para a IES, é tema que cada vez mais ocupa a reflexão dos mantenedores no atual contexto do setor.

Tal preocupação deriva de uma ampliação nas transições geracionais e na realidade da educação superior privada brasileira, que apresenta alta concentração e complexidade.  A título de exemplificação, das 2.151 IES particulares (ano base: 2017), 60% delas representa não mais que 10% do market share do segmento, e no contraponto, 6% das IES (aproximadamente 120 Instituições), possuem juntas, praticamente 50% dos matriculados de todo o setor.

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Gustavo Hoffmann
D
iretor do Grupo A Educação
Foi diretor de Inovação e Internacionalização do Grupo Anima Educação e diretor Acadêmico e de EAD do Grupo Alis Educacional e diretor acadêmico, diretor de Pós-graduação, diretor de EAD e diretor de Negócios da Kroton Educacional
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A folha de pagamento representa o principal custo de qualquer empresa prestadora de serviços. No ensino superior, não é diferente. No Brasil, os custos com folha de pagamento normalmente consomem mais de 50% da receita líquida de uma IES, comprometendo de forma significativa seu resultado operacional. Deste custo, mais da metade representa a folha de pagamento do corpo docente. IES financeiramente saudáveis não costumam comprometer mais de 30% da receita líquida com folha de pagamento docente, mas não é isso que se vê na maioria da IES brasileiras, principalmente nas pequenas e médias.

Um modelo acadêmico eficiente é aquele que não somente visa garantir resultados positivos nos indicadores de qualidade externos, como IGC, CPC, ENADE, desempenho no exame da OAB, e internos, como empregabilidade, satisfação dos alunos, corpo docente, entre outros. Um modelo acadêmico eficiente visa, sobretudo, garantir a melhor alocação dos recursos disponíveis e, consequentemente, a entrega dos resultados financeiros de uma IES.

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