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Arquivo da categoria ‘Legislação e normas’

Entrevista com Claudio Haddad
Revista Veja, publicado em 7 de maio de 2014
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O doutor em economia fez a prova de conhecimentos gerais do Enade e concluiu que as respostas tidas como certas se baseiam em Ideologias e opiniões, e não em fatos.

Engenheiro e doutor em economia pela Universidade de Chicago. Claudio Haddad. 67 anos, sofreu, digamos assim, uma reprovação no campo acadêmico. Ele resolveu fazer, só de curiosidade, a prova de conhecimentos gerais do Enade, o exame do Ministério da Educação para os recém- formados nas universidades. Segundo o gabarito oficial do MEC, ele errou metade das questões. Como assim? Haddad, que preside o Insper, faculdade que fundou em São Paulo com o nome lbmec, em 1999, depois de quinze anos como sócio do Banco Garantia, está desatualizado? Nada disso. O defeito é da prova, que não se propõe a medir conhecimento, mas a aferir o grau de alinhamento do candidato com a ideologia em voga em Brasília. Diz Haddad: “É uma prova com viés ideológico, alta dose de subjetividade e um olhar simplista sobre as grandes questões da atualidade”. Leia mais »

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Valmor BolanValmor Bolan
Doutor em Sociologia e Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá
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A Câmara dos Deputados está votando o Plano Nacional de Educação, aprovado por inteiro, mas faltando deliberar os destaques. Dos vários pontos apresentados como diretriz para a educação brasileira nos próximos dez anos, ressaltamos a importância dos 10% do PIB para a educação, para garantir assim o financiamento de investimentos tanto em infraestrutura quanto em profissionais, principalmente na rede pública de ensino. Penso que este ponto é um dos mais importantes, praticamente aprovado pelos deputados e senadores, pois com isso asseguramos um investimento maior, inclusive quando o governo espera viabilizar a escola de período integral, desde o ensino fundamental.

Quanto ao período integral, o tema ainda merece reflexão, pois não podemos delegar tudo ao Estado, e especialmente na fase da primeira infância. O Estado não pode substituir o papel educador dos pais. O tempo integral tem que ser um axioma, isto é, uma política de Estado. Não pode ser alterada pelos governos. Sua aplicação deve ser feita ouvindo a comunidade, especialmente os pais, que devem em cada região do país participar de sua implementação. O princípio é válido. Sua implementação e modo de aplicação deve respeitar as características econômicas, culturais e sociais de cada região deste imenso país.

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Antonio Carbonari NettoAntonio Carbonari Netto
Membro do Conselho da Presidência da ABMES
Vice Presidente do Semesp
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O mundo, como o conhecemos hoje, mudou substancialmente na segunda década deste século. Fim do século passado, de heranças dos modelos da onda industrial, fim das crenças ortodoxas do último século, fim dos paradigmas educacionais conservadores, retrógrados e de interesse da aristocracia educacional dominante.

Vocês se lembram daquele antigo exame de admissão aos ginásios? Eu fui um dos que passaram nele. E aqueles outros 49 colegas de turma que não lograram aprovação? Provavelmente estão hoje em algum subemprego, mal remunerados e com poucas chances de mudar de classe social, salvo exceções. Era o tempo dos exames eliminatórios, que excluíam um conjunto de pessoas para que não subissem ao pódio e não atrapalhassem os senhores dominantes na aristocracia rural e industrial brasileiras e seus defensores, detentores dos melhores cargos para si, ou para os seus.

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