Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
Instagram: @prof.antoniooliveira

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Preconceito é assunto sempre na ordem do dia. Em geral se diz preconceito contra alguém ou contra alguma coisa. Raramente ouço dizer preconceito sobre alguém ou sobre alguma coisa. Uma dessas sutilezas gramaticais envolvendo regra, fala coloquial, imaginário associado ao termo. 

Prefiro a regência “sobre”… Bem entendido, regência nominal, porque preconceito mesmo eu não gostaria de ter nenhum. Nem um. Falando de preconceito, trata-se de um substantivo regido pela preposição ”sobre”, sobre alguém, alguma situação.

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Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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Platão é conhecido pela sua teoria do mundo das ideias. Essas ideias se constituem em arquétipos eternos das coisas visíveis. Esse seria o mundo real, do qual aquilo que existe constitui cópia de alguma ideia por natureza subsistente. Isso pode parecer fantasmagórico, mas ante a “realidade” do mundo virtual e das redes sociais, a gente acaba pensando até onde essa teoria seria esdrúxula. Somos dominados hoje por esse mundo semietéreo que flutua nas nuvens e que acaba por nos governar. Antes de governar, por eleger quem vai nos governar. Um mundo flutuante de ideias a direcionar nossas ações num mundo que achamos tão real. Tão diferente do mundo e do amor platônicos. Será?

Se quisermos viralizar uma ideia, basta dar-lhe uma roupagem virtual. Epa! Começam a surgir os embaraços. Vestir, revestir uma ideia. No nosso imaginário, roupa é substantivo concreto; ideia, abstrato. As ‘coisas’ se vão complicando. Roupa não é concretude; roupa é uma abstração. Esta roupa, essa roupa, aquela roupa, sim, é que é concreta. Ninguém jamais viu a doença coronavírus andando por aí. Quem anda é a pessoa infectada pelo vírus. Isso tudo, posto assim numa crônica, parece de fundir a cuca. No entanto, todo o mundo lida, hoje em dia, com esses… Conceitos? Digamos que sim. Outro dia, um sobrinho meu, jovem, escreveu-me com toda a naturalidade: Tio, estou seguindo seu perfil no Instagram…

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Não considero O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, leitura propriamente infantil, como foi indicado durante muito tempo. Prefiro apreciar o livro como um “pequeno” ensaio de filosofia. Sim. Isso mesmo.

Li “O Pequeno Príncipe” aos 15 anos, pela primeira vez, quando ainda não o sabia compreender. Falo por mim, claro. E li outras vezes, mais tarde, procurando sentir mais do que compreender. Deixando-me levar pela meiguice do príncipe, pelo atrativo das gravuras e pelo caráter impactante de algumas frases. Aos 82, continuo achando que O Pequeno Príncipe tem doçura e profundidade. Vale, com efeito, questionar as diversas visões de mundo. No caso, tomo como exemplo a mentalidade do acendedor de lampião que habitava o quinto planeta visitado pel’O Pequeno Príncipe Leia mais »

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