Destaques
Facebook
Twitter

Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Print Friendly, PDF & Email

Antonio OliveiraAnt√īnio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

De um lado da medalha:

Fal√°cia corresponde a sofisma. Sofisma, por sua vez, corresponde a engodo.

Quanto menos se entende do assunto mais se d√° palpite e, pior ainda, de forma generalizada. N√£o raro a partir de um √ļnico caso, ‚Äúab uno‚ÄĚ. Unigeneraliza√ß√£o. Generaliza√ß√£o, pois, a partir de amostra insignificante numericamente. O ser humano tem tend√™ncia a generaliza√ß√Ķes, fundadas ou n√£o. Emo√ß√Ķes, habilidades, atitudes e ideias vivenciadas em situa√ß√Ķes particulares facilmente s√£o estendidas para um campo maior. Na m√≠dia, nas redes sociais, nas fake news, nas conversas informais. D√°-se palpite a torto e a direito, √† esquerda e √† direita, embora assista a todas as pessoas a liberdade de express√£o. Exemplo burlesco √© o de um economista estrangeiro, ‚Äėbrazilianist‚Äô dos mais renomados, que, viajando pelo Brasil, teria visto, na esta√ß√£o ferrovi√°ria de uma cidadezinha, um cachorro que perdera uma perna num acidente. ‚ÄúEstranho‚ÄĚ, teria conclu√≠do o observador, ‚Äúnesta cidade todos os c√£es t√™m apenas tr√™s patas‚ÄĚ.

Leia mais »

Avaliar
Print Friendly, PDF & Email

Antonio OliveiraAnt√īnio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

O uso correto da v√≠rgula [,] √© dif√≠cil; j√° o do ponto e v√≠rgula [;] …

Luiz Fernando Ver√≠ssimo declarou que jamais havia usado um ponto e v√≠rgula e que esse nunca lhe fizera falta. Us√°-lo √© um sinal, al√©m de pontua√ß√£o, de refinamento, encantamento, glamour. L√™-se, em M√°rio Quintana: ‚ÄúQue mo√ßa culta a Maria Eduarda: ela usa ponto e v√≠rgula‚ÄĚ. Na verdade, √© chique usar ponto e v√≠rgula, mas, para empreg√°-lo corretamente, s√≥ mesmo revisitando Machado de Assis.

Costuma-se definir ponto e v√≠rgula como sinal de pontua√ß√£o que indica uma pausa mais forte que a da v√≠rgula e menos forte que a do ponto final. Seria o mesmo que dizer, em termos musicais, que a pausa de sem√≠nima dura o dobro da de colcheia, bem como a metade da m√≠nima. Se for poss√≠vel estabelecer uma rela√ß√£o da pausa musical com a da entona√ß√£o, a pausa de colcheia corresponderia √† v√≠rgula, a pausa de sem√≠nima ao ponto e v√≠rgula e, finalmente, a pausa de m√≠nima ao ponto final. Com efeito, em m√ļsica, pausa √© cada um dos sinais gr√°ficos que indicam o valor, isto √©, a dura√ß√£o dos sil√™ncios de um trecho musical e aos quais correspondem as notas.

Leia mais »

Avaliar
Print Friendly, PDF & Email

Antonio OliveiraAnt√īnio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

N√£o sou dado a polemizar. Nesse sentido, prefiro dar um boi para n√£o entrar em briga e uma boiada para sair. Sou partid√°rio do pior acordo √† melhor demanda. Um tra√ßo de personalidade? Sei l√° se eu sei! Pode ser. Ali√°s, pelo que me consta, at√© a etimologia de pol√™mica, do grego, tem a ver com ‚Äúarte da guerra‚ÄĚ. Em qualquer situa√ß√£o tenho comigo que o vi√©s pol√™mico √© um terreno propenso ao unilateralismo, a radicaliza√ß√Ķes, a simplifica√ß√Ķes grosseiras; √†s vias de fato, em alguns casos de discuss√£o mais acirrada. E isso acontece no campo filos√≥fico, pol√≠tico, financeiro, educacional, religioso, b√≠blico, futebol√≠stico, enfim em toda √°rea que comporte igualmente um vi√©s ideol√≥gico ou de interesse pr√≥prio.

Distingo pol√™mica de di√°logo. Mesmo porque ningu√©m √© dono da verdade. Se se trata de opini√£o, opini√£o √© opini√£o. Esse estado da mente difere da certeza, do tipo: o fogo queima. Se d√ļvida, bota a m√£o no fogo. N√£o conhe√ßo ningu√©m que n√£o precise consultar o Dr. Google, mesmo assim tendo que fazer uma consulta seletiva no tocante √† imparcialidade das fontes, pois nem sempre confi√°veis. Um intelectual polemizava com um matuto. L√° pelas tantas, considerando o interlocutor de cabe√ßa dura, disse: Cara, quem √© voc√™ para discutir comigo? Eu estudei em tr√™s grandes universidades. O matuto, depois de co√ßar a barba e soltar uma baforada, retruca ‚Äúad hominem‚ÄĚ: Me desculpe, sinh√ī dot√ī, mas nois aqui, na ro√ßa, tamb√©m tem um burro que mamou em treis √©gua e nunca deixou de ser burro mode essa situa√ß√£o…

Leia mais »

Avaliar
N√ļmeros do Ensino Superior
Categorias
Autores
Arquivos
Visitantes
wordpress analytics