Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Print Friendly, PDF & Email

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

Além do silêncio, o que mais se aproxima na tentativa de expressar o inexprimível é a música. Pensamento de Aldous Huxley. Há músicas indescritíveis: sacras, clássicas, populares. Sensação, arrepio, enlevo ao ouvir certas composições que não são músicas apenas para os ouvidos. Penetram profundamente n’alma. E fazem que, ouvindo o que os ouvidos não se cansam de ouvir, possamos ondular acordes “num voo angélico para as altas esferas” e levitar, acima do assento, nosso corpo ouvinte.

Prelibar, antegozar o Céu. Para os que creem, apenas um modo analógico de dizer. Como se lê de Paulo aos Coríntios: ”Olho algum jamais viu, ouvido algum nunca ouviu e mente nenhuma imaginou…” Ou subindo ao sétimo céu, estado de felicidade plena, no paraíso. Segundo o islamismo, sete são os céus, superpostos. O sétimo é o céu de Alá, presidido pelo patriarca Abraão.

Leia mais »

Avaliar
Print Friendly, PDF & Email

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

Vovó Isa não tinha mais o que inventar para distrair nossa netinha de quatro anos. Aí, então, inventou mais um teatrinho: O Sol e a Lua. Elisa escolheu ser o Sol. Enquanto cada uma improvisava coreografia e texto, ensaio valendo como interpretação, fiquei pensando nesse fenômeno de todo dia, de toda noite. Do dia e da noite, de noite e de dia. Todo dia renasce o Astro Rei. Não apenas no seu dia, Sontag, Sunday…

Fez-se tarde. Fez-se manhã. Primeiro dia da criação. Exista a luz. “Fiat lux.” A luz era boa e bela. Foi separada das trevas. A luz, “dia”; as trevas, “noite”. O dia, para os egípcios, começava pelo ocaso; para os persas, com o nascer do Sol; para os atenienses, a partir da sexta hora do dia; segundo os romanos, à meia noite. Hora do galicínio, galicanto, hora matutina em que os galos cantam. Antes que o galo cante três vezes, tu me negarás, disse Jesus a Pedro. E assim se deu. O que de melhor que a luz? Então, seja luz! Vós sois a luz do mundo. “Licht, mehr Licht”, Luz, mais luz, últimas palavras atribuídas a Goethe. O mito da caverna de Platão só admitia claridade fora da caverna.

Leia mais »

Avaliar
Print Friendly, PDF & Email

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

O belo é associável ao bom. “C’est un beau geste.” Belo gesto, bom gesto. Mas também quando se recrimina uma criança que cometeu alguma “arte” se diz que ela fez coisa feia. A palavra artista assume conotação pejorativa quando no sentido de pessoa com pendor para a farsa. Vira a folha, quando não o livro inteiro, com o mesmo sorriso, altaneiro, verborrágico: – É comigo?  ”Artistas” faceiros garantem-se no poder. Dão uma de vítima nos próprios descaminhos. Culpado, eu?

Grandes artistas! Artistas de nascença e de longo tirocínio. O poder e a fama inoculam o veneno da vaidade. Não existe antídoto ou vacina para isso, a não ser um produto não encontradiço nas farmácias: discernimento. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Dinheiro público é dinheiro público. Use com moderação. Já se disse até, em tom de corporativismo, que a ética, como a arte, possui conceito elástico. Tanto que vale a pena um cidadão, ou cidadã, eleger-se nem que seja para não fazer nada em benefício do povo e gozar de imunidade.

Leia mais »

Avaliar
Números do Ensino Superior
Categorias
Autores
Arquivos
Visitantes
wordpress analytics