Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

 Sergio Abreu
Violonista e o mais famoso luthier brasileiro da atualidade
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Não tenho como resumir em poucas palavras minha convivência com Dona Monina. Ela era uma enciclopédia, de música, de vida, de elegância, de caráter, de coerência, de integridade artística. Nada com ela era vulgar. Era uma pessoa profundamente complexa que, no entanto sabia mostrar simplicidade em tudo o que fazia na música. Isso é imediatamente constatado quando se ouve uma interpretação dela ao violão: tudo no lugar, tudo bem sentido e pensado, tudo elegante, nada rebuscado ou pretensioso. A interpretação emana do sentido contido na própria música sem apelar para qualquer recurso artificial, com uma simplicidade que apenas os sábios conseguem atingir.

Convivi com ela desde que eu tinha 12 anos de idade e posso dizer, sem nenhuma dúvida ou exagero, que sem ela eu não teria tido a carreira que tive, nem como músico nem como luthier. Levados pela mão de nosso avô, eu e meu irmão Eduardo percebemos desde o nosso primeiro encontro estar lidando com um ser humano sem par, sabíamos estar recebendo um privilégio único, sendo que sua presença amiga permaneceu conosco durante esse meio século que se passou desde então, por maior que fosse a distância física nos separando…

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Para homenagear os professores de todo o Brasil, a ABMES publica uma sequência de artigos que resgatam sob pontos de vista diversos o importante papel que desempenham. 

Sergio Abreu reverencia a memória de Monina Távora 

Ao comunicar o falecimento, aos 90 anos, da violonista argentina Adolfina Raitzin Távora, no dia 17 de agosto de 2011, Sérgio Abreu escreveu um belo, profundo e emocionado depoimento sobre a grande artista e sua professora de violão, cuja íntegra, após sua gentil autorização, temos a honra de publicar. Além do depoimento – por meio do qual descreve a trajetória de sucesso, o grande talento, personalidade marcante de sua mestra bem e marcas  e ensinamentos deixados por ela na sua vida de violonista e luthier – Sergio Abreu presenteia os leitores com duas das primeiras gravações inéditas feitas por “Dona Monina”, no violão fabricado por ele: “Balada para Martin Fierro” do compositor argentino Ariel Ramirez e “Milonga Triste” do também argentino Agustín Piana. 

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Manual de Redação PUC/RS
http://www.pucrs.br/manualred/faq/duv-campus.php
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Entre nós, é ampla a área de dúvidas, de contradições ou de conflitos. A toda hora vêm à tona questões deste tipo: ensinar ou não ensinar gramática? Que gramática ensinar? Que norma adotar, uma norma idealizada ou uma norma real, derivada dos usos reais da língua? Estabelecer barreiras alfandegárias à importação de palavras estrangeiras ou ver no fenômeno algo natural, próprio da natureza e da história das línguas? Aportuguesar as palavras estrangeiras ou não? Colocar acento circunflexo em “campus” (“câmpus”)? Etc.

De um modo geral, gramáticos, professores e aqueles que têm mostrado a outros como falar, como escrever, têm feito isso numa base meramente normativista, insistindo para que os utentes da língua sigam as regras. Não raro apelam para a lógica, para o peso da tradição e, às vezes, para o peso de sua própria recomendação ou autoridade. Com isso, estão muito longe de basearem suas conclusões na observação acurada, exata, objetiva dos fatos lingüísticos. Importa ressaltar que, antes de emitirmos parecer ou opinião acerca de uma questão lingüística, devemos sempre ter outros fatos necessários ao nosso dispor e compreender como trabalhá-los, organizando-os e interpretando-os cientificamente, verificando sempre o que a ciência lingüística tem a nos dizer. Caso contrário, nossa pretensa solução ou resposta ao problema não passa de uma simples conjectura ou expressão subjetiva de nossa preferência.

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