Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Abrir parênteses significa interromper para digredir. Uma digressão pode significar fugir ao assunto como pode valer mais que uma aula, quando atende a algo pertinente interposto no discurso. A gente aprende indagando. Não é raro o aluno deixar de perguntar por vergonha, fazendo de conta que já sabe, com receio do que vai dizer o professor ou vão dizer os colegas. Preferível errar na sala de aula, que é o espaço previsível, que errar depois, no exercício da profissão.

Os parênteses desviam o foco para nele intercalar-se um comentário. Aliás, entre parênteses, na vida às vezes não dá para fazer comentários; em vez de dizer palavras, só silêncio, entrelinhas, reticências e muita exclamação.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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Onde tudo começa. Diz Mia Couto “que é verdade: não somos nós que estamos a andar. É a estrada”. “The grand adventure is about to begin…” A vida é feita de degraus alcançados e de graus conquistados. Princípio do Evangelho de São João: No princípio era o Verbo. Sem dúvida, no princípio do Novo Testamento, uma menção ao princípio ao Livro do Gênesis: No princípio criou Deus os céus e a terra. “Fiat lux!” E a luz, de que depende a vida na terra, foi feita.

Para caminhar, dar o primeiro passo é preciso. Para nascer, semear é preciso. Mesmo o que é nativo. Segundo o princípio “ex nihilo nihil fit”, do nada nada se faz, em latim. Nada surge do nada. A frase é atribuída ao filósofo grego Parmênides. Opõe-se à teoria da geração espontânea ou abiogênese [a+bi(o)+gênese}, suposta formação de organismo vivo com base em matéria não viva.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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“O dom supremo da palavra se metamorfoseou numa infinidade de estrelas ou asteriscos simbólicos e significantes.” Oral ou escrita, a palavra é sombra do pensamento, expressão de faculdade própria do homem. A linguagem, sobretudo a convencional, distingue, fundamentalmente, um bando de animais de um grupo social. Verdade é que os irracionais chegam, também, a emitir sons harmoniosos, como ”as aves que aqui gorjeiam”, mas nunca os coordenam e articulam. Os animais têm, sim, uma linguagem natural, pois que não é privativa do homem. O cão uiva para demonstrar tristeza, porém sem aquele algo mais do ser humano… Vozes cujo timbre também é único, individual, intransferível, como branca, de crianças; soprano, contralto, tenor, barítono.

Dentre outras vozes, as aves cantam, trilam, trinam; o beija-flor trissa, os bovinos berram, mugem; o burro zurra, a cabra bale, a calhandra grinfa, o camelo blatera, o cão late, ladra; o cachorrinho gane, o cavalo relincha, a cegonha glotera, o cisne arensa, o corvo crocita, a coruja grazina, a ema suspira, a galinha cacareja, o galo canta, o gato mia, o grilo cricrila, a hiena gargalha, o leão ruge, o lobo uiva, o macaco grita, o morcego trissa, a mosca zumbe, a ovelha bale, a paca assobia, o papagaio fala repetindo o que ouve; o pato gracita, o pavão pupila, o peixe ronca, o peru gruguleja, o pombo e a rolinha arrulham, o porco grunhe, a raposa regouga, o rato guincha, a rola turturina, o tatu choraminga, o tigre rosna, a vaca muge.

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