Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Quedei-me a perguntar o que significaria Verdades de um minuto, título da última obra póstuma de Anthony (Tony) de Mello, S.J. Diferente de verdades num minuto? Verdades que valem um minuto? Verdades em pílulas? O título original é One minute nonsense. Um minuto é um minuto, um minuto pode ser fatal, um minuto pode ser vazio como pode ser decisivo. Insignificante ou significante. Significativo ou “nonsense”. Um minuto numa competição é muito tempo. A morte cabe em menos de um minuto.

O livro consta de inúmeras perguntas feitas ao Mestre, o qual ensinava principalmente por meio de parábolas. Nessas narrativas, o Mestre pode ser um sábio taoísta, rabino judeu, monge cristão, um guru ecumênico. É Lao-tsé e Sócrates, Buda e Jesus, Zaratustra e Maomé… A resposta do Mestre, tida como sábia e quase sempre inesperada, mostra em geral o outro lado da medalha. Verso e reverso, direito e avesso, pró e contra, alto e baixo, rotulado ou não identificado, cara e coroa. Que não bate com a verdade convencional atribuída comumente a dizeres e fatos. São diálogos curtos e talvez resida aí o sentido de verdades de um minuto. Não são verdades acabadas. Sempre há controvérsias. Seria uma verdade por minuto? E uma verdade puxa outra. Você pode decidir deitar-se na cama, mas não pode decidir dormir bem. Contudo, a chave para uma vida boa é sempre o amor. Ninguém é dono da verdade. Comissão da verdade não pode ser. Pró-verdade, sim… Não culpado não quer dizer sempre inocente. Alguém pode ser considerado não culpado numa ação que lhe é movida e não ser inocente de tudo.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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Alguém me fez essa pergunta. Sei lá se eu sei responder. Ocorre-me ser próprio da natureza humana procurar uma explicação para todas as coisas. A curiosidade vai desde uma loja de mil e uma utilidades a um livro inteiro de um colecionador, bibliófilo ou cientista. Conta-se que um escritor religioso quis saber do Mestre por que se escreve. Este respondeu: – Algumas pessoas o fazem como meio de vida, profissionalmente. Outras, para compartilhar reflexões ou para despertar nas pessoas a curiosidade pelo assunto. Outras, ainda, para entender a própria alma. Finalmente, há os que escrevem por uma necessidade interna. E acrescentou: Esses últimos expressam o que é divino – não importando sobre o que escrevam.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Tô de olho! Custar os olhos da cara. Ficar de olho. Furar os olhos do outro. Não pregar os olhos: não dormir. Fazer vista grossa. Olho clínico: acuidade de percepção. Olho da rua: lugar indeterminado para onde se manda alguém. Olho d’água: nascente de água no solo. Olho de cabra morta, olho de gata morta, olho de peixe morto: olhar sem expressão. Olho de gato: olho esverdeado, agateado; sinal luminoso nas rodovias. Olho de lince, olho vivo: vista muito aguda. Olho de mormaço: olhar lânguido, olhos dependurados. Olhos de Sapiranga: olhos avermelhados. Olho de vaca laçada: o de quem tem por hábito andar com a vista baixa. Olho gordo, olho grande: inveja, cobiça. Olho mágico. Olho mecânico. Olho pineal ou terceiro olho. Olho grande, olho gordo, mau-olhado. Olho por olho: vingança, lei de talião. Olhos rasos de água. Ante um olhar de paisagem.

Não ser olho de santo: não se exige perfeição. Passar ou correr os olhos por: ler de relance. Pelos seus belos olhos: gratuitamente. Pôr o olho em, ter debaixo do olho, trazer de olho. Saltar aos olhos. Ter olho: ser bom observador.

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