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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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“O dom supremo da palavra se metamorfoseou numa infinidade de estrelas ou asteriscos simbólicos e significantes.” Oral ou escrita, a palavra é sombra do pensamento, expressão de faculdade própria do homem. A linguagem, sobretudo a convencional, distingue, fundamentalmente, um bando de animais de um grupo social. Verdade é que os irracionais chegam, também, a emitir sons harmoniosos, como ”as aves que aqui gorjeiam”, mas nunca os coordenam e articulam. Os animais têm, sim, uma linguagem natural, pois que não é privativa do homem. O cão uiva para demonstrar tristeza, porém sem aquele algo mais do ser humano… Vozes cujo timbre também é único, individual, intransferível, como branca, de crianças; soprano, contralto, tenor, barítono.

Dentre outras vozes, as aves cantam, trilam, trinam; o beija-flor trissa, os bovinos berram, mugem; o burro zurra, a cabra bale, a calhandra grinfa, o camelo blatera, o cão late, ladra; o cachorrinho gane, o cavalo relincha, a cegonha glotera, o cisne arensa, o corvo crocita, a coruja grazina, a ema suspira, a galinha cacareja, o galo canta, o gato mia, o grilo cricrila, a hiena gargalha, o leão ruge, o lobo uiva, o macaco grita, o morcego trissa, a mosca zumbe, a ovelha bale, a paca assobia, o papagaio fala repetindo o que ouve; o pato gracita, o pavão pupila, o peixe ronca, o peru gruguleja, o pombo e a rolinha arrulham, o porco grunhe, a raposa regouga, o rato guincha, a rola turturina, o tatu choraminga, o tigre rosna, a vaca muge.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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De um lado da medalha:

Falácia corresponde a sofisma. Sofisma, por sua vez, corresponde a engodo.

Quanto menos se entende do assunto mais se dá palpite e, pior ainda, de forma generalizada. Não raro a partir de um único caso, “ab uno”. Unigeneralização. Generalização, pois, a partir de amostra insignificante numericamente. O ser humano tem tendência a generalizações, fundadas ou não. Emoções, habilidades, atitudes e ideias vivenciadas em situações particulares facilmente são estendidas para um campo maior. Na mídia, nas redes sociais, nas fake news, nas conversas informais. Dá-se palpite a torto e a direito, à esquerda e à direita, embora assista a todas as pessoas a liberdade de expressão. Exemplo burlesco é o de um economista estrangeiro, ‘brazilianist’ dos mais renomados, que, viajando pelo Brasil, teria visto, na estação ferroviária de uma cidadezinha, um cachorro que perdera uma perna num acidente. “Estranho”, teria concluído o observador, “nesta cidade todos os cães têm apenas três patas”.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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O uso correto da vírgula [,] é difícil; já o do ponto e vírgula [;] …

Luiz Fernando Veríssimo declarou que jamais havia usado um ponto e vírgula e que esse nunca lhe fizera falta. Usá-lo é um sinal, além de pontuação, de refinamento, encantamento, glamour. Lê-se, em Mário Quintana: “Que moça culta a Maria Eduarda: ela usa ponto e vírgula”. Na verdade, é chique usar ponto e vírgula, mas, para empregá-lo corretamente, só mesmo revisitando Machado de Assis.

Costuma-se definir ponto e vírgula como sinal de pontuação que indica uma pausa mais forte que a da vírgula e menos forte que a do ponto final. Seria o mesmo que dizer, em termos musicais, que a pausa de semínima dura o dobro da de colcheia, bem como a metade da mínima. Se for possível estabelecer uma relação da pausa musical com a da entonação, a pausa de colcheia corresponderia à vírgula, a pausa de semínima ao ponto e vírgula e, finalmente, a pausa de mínima ao ponto final. Com efeito, em música, pausa é cada um dos sinais gráficos que indicam o valor, isto é, a duração dos silêncios de um trecho musical e aos quais correspondem as notas.

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