Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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O belo é associável ao bom. “C’est un beau geste.” Belo gesto, bom gesto. Mas também quando se recrimina uma criança que cometeu alguma “arte” se diz que ela fez coisa feia. A palavra artista assume conotação pejorativa quando no sentido de pessoa com pendor para a farsa. Vira a folha, quando não o livro inteiro, com o mesmo sorriso, altaneiro, verborrágico: – É comigo?  ”Artistas” faceiros garantem-se no poder. Dão uma de vítima nos próprios descaminhos. Culpado, eu?

Grandes artistas! Artistas de nascença e de longo tirocínio. O poder e a fama inoculam o veneno da vaidade. Não existe antídoto ou vacina para isso, a não ser um produto não encontradiço nas farmácias: discernimento. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Dinheiro público é dinheiro público. Use com moderação. Já se disse até, em tom de corporativismo, que a ética, como a arte, possui conceito elástico. Tanto que vale a pena um cidadão, ou cidadã, eleger-se nem que seja para não fazer nada em benefício do povo e gozar de imunidade.

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jacir-venturi2017Jacir J. Venturi
Membro do Conselho Estadual de Educação do PR e coordenador da Universidade Positivo
Foi diretor de escolas e professor da UFPR e da PUCPR
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Há uma sensação de enlevo e êxtase quando imergimos em uma boa leitura, quer pelo aconchego de um livro impresso, quer pela praticidade de um tablet ou outro dispositivo digital. Afinal – ao contrário de algumas previsões belicosas –, os e-books e as versões em papel não são rivais, e sim suportes diferentes que retratam uma harmoniosa convivência entre gerações analógicas, imigrantes digitais e nativos digitais.

Vivenciamos uma época singular da história com a superabundância de livros, revistas e jornais a preços acessíveis – muito diferente de uma realidade não tão distante –, e o acesso gratuito a praticamente todos os grandes clássicos da literatura universal por meio de downloads.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Oscar Niemeyer trabalhou até dias antes de sua morte, em 5 de dezembro de 2012, aos 104 anos de idade. Um de seus últimos projetos, a Catedral Cristo Rei, em Belo Horizonte, ora em construção, localiza-se a quatro quilômetros do complexo administrativo do Estado, também projetado por Niemeyer.

Miguel de Cervantes tinha ultrapassado os 60 anos quando escreveu a segunda parte de Dom Quixote de la Mancha. Em 12 de outubro de 1936, Miguel de Unamuno era reitor da Universidade de Salamanca, Espanha. Acabara de ouvir o discurso do general José Millán-Astray, fundador da Legião Espanhola. Retrucou e, lá pelas tantas, enfático, Unamuno disse, do alto de seus 72 anos: O gen. Millán-Astray é um inválido de guerra. Cervantes também o era. Causa-me dó pensar que ele esteja ditando normas de psicologia de massas. Um mutilado, destituído da grandeza espiritual de um Cervantes, tendente a procurar alívio causando mutilações em torno de si.

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