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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Acho graça em certos panegíricos, sobretudo de pessoas falecidas ou em determinadas declarações de bons antecedentes, como se a pessoa tivesse sido ou fosse de conduta ilibada, sem mancha, incorrupta. Em Dom Casmurro, Machado de Assis escreve: “elogiou o enterro, e por último fez o panegírico do morto, uma grande alma, espírito ativo, coração reto”. Isso é comum. Na verdade, não se deve botar para fora os podres de ninguém, muito menos dos finados. Mas não há quem nunca tenha cometido erros e magoado pessoas, nem mesmo os chamados santos que abalaram o mundo. Basta pôr um advogado do diabo para investigar.

Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões e eu o guardarei em meu coração, sim, no coração do meu coração. Essa citação de William Shakespeare, tornada proverbial, nos remete a uma visão realista do ser humano, esse, nem anjo nem animal e, ao mesmo tempo, um caniço pensante, lembrando Pascal na tentativa de definir o imprevisível.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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“Nonada” é a palavra com a qual Riobaldo inicia sua saga, em Grande Sertão : Veredas. Do latim “non nata”, redução de “res non nata”, coisa não nascida, ninharia. palavra que, aliás, não provém de ninho, mas do espanhol, niñeria, infantilidade. Lá pelas tantas, no romance:

“— Pois é, Chefe. E eu sou nada, não sou nada, não sou nada… Não sou mesmo nada, nadinha de nada, de nada… Sou a coisinha nenhuma, o senhor sabe? Sou o nada coisinha nenhuma mesma nenhuma de nada, o menorzinho de todos. O senhor sabe? De nada. De nada… De nada…”

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Reescrevo o que li algures. Em 1993, Dr. Edward, médico radicado em Pará de Minas, a 80km de BH, completava 79 anos. Seu filho, Dr. Alfredo, já médico também, em Massachusetts, nos Estados Unidos, lhe envia uma carta. Nessa carta, o filho comenta um almoço rotineiro, num dia de semana. Dr. Edward havia acabado de chegar do hospital para almoçar. Um paciente seu esperava-o no alpendre da casa. O telefone a tocar, chamando-o de volta ao hospital. Sua esposa lhe traz o receituário para ele usar, atendendo ao doente que ali o aguardava, num clima de cidade do interior.

Em seguida, o almoço. Dr. Edward se levanta e, calmamente, apanha na prateleira um vidro de tempero. Borrifa-o sobre o bife e, com um sorriso, exclama: “Ai da vida se não fossem os temperos!” Aí o filho, alheio a essa história de temperos, pergunta: “Papai, qual a maior qualidade de um médico?” Dr. Edward faz uma pausa, olha para o crucifixo na parede e responde: “O amor à humanidade, eu penso”. O filho conclui a carta com um pensamento de Confúcio, que o pai costumava repetir: “Bem faz quem faz bem o que faz”.

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