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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Exilado na Babilônia, de lá o profeta Ezequiel profetizou ao mesmo tempo em que Jeremias o fazia em Jerusalém. É dele a referência ao “rolo no qual estavam escritos lamentos, suspiros e ais”. Livro que, para quem respeitosamente o comia, tinha o doce sabor de mel. Ambos, Ezequiel e Jeremias, estão entre os profetas de Aleijadinho no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas.

Na Itália, uma mãe viajava de trem com uma criancinha no colo. Primeiro, aconchegou-a ao peito. Em seguida, ergueu aquele doce fardo e, ante os bracinhos abertos, esfregou a testa na barriguinha daquele milagre de criança. E disse, em voz alta, de maneira que os outros passageiros pudessem ouvir: “Ti vorrei mangiare!…” Gostaria de te comer. Gula, gula absurda. Naturalmente, não passava pela cabeça e pelo coração daquela mãe uma tentação antropofágica. Da mesma maneira como disse “comer” poderia ter dito beijar, “baciare”.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Advérbio de negação, a palavra “não” é invariável. Gramatical e semanticamente. Um não é sempre não. Não tem jeito. Receber um não é sempre receber uma recusa. “Terrível palavra é um NON”, diz o Padre Antônio Vieira, que acrescenta: “Mata a esperança, que é o último remédio que deixou a natureza a todos os males. Não há corretivo que o modere, nem arte que o abrande, nem lisonja que o adoce. Por mais que confeiteis um não, sempre amarga; por mais que o enfeiteis, sempre é feio; por mais que o doureis, sempre é de ferro. Em nenhuma solfa o podeis pôr que não seja malsoante, áspero e duro”.

NON, em latim, “não tem direito nem avesso: por qualquer lado que o tomeis, sempre soa e diz o mesmo. Lede-o do princípio para o fim, ou do fim para o princípio, sempre é non”, isto é, um palíndromo. Tanto faz ler da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Em sal se pagava aos soldados romanos, daí a palavra salário e as expressões “vale seu sal” (worth his salt) ou “ganhando seu sal” (earning his salt). Antigamente, o sal chegou a ter o valor calculado a preço de ouro. Em sentido figurado, sal pode significar graça, vivacidade: É um rapaz completamente sem sal. Como também malícia espirituosa, pilhéria: Suas anedotas fazem rir, têm sempre muito sal e são apimentadas.

No batizado católico, até 1973, usava-se colocar uma pitadinha de sal na boca da criança. De tão pequena que era a porção de sal surgiu a expressão: Essa pessoa não vale o sal do batismo. Naquele tempo, disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perder a sua força, com que se há de salgá-lo? Para nada mais há de servir senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”. O trabalhador, em qualquer atividade do exercício profissional, é sal da terra. Com o suor do seu rosto, literalmente, ou por analogia. Fernando Pessoa, em Mar Português, exclama: Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!

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