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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Um amigo me comunicou a morte de sua esposa, “amada parceira de vida, a metade de uma assim pensada unidade”. Disse ter estado meditando e, sentindo-se reerguido, sabe que a vida, fora e dentro dele, continua. Dentro de nós dormem aqueles que a gente amou e que se foram ou que adormeceram no Senhor, segundo a fé cristã. Nós é que os despertamos. Para os que aqui ainda estamos e para aqueles aos quais a vida lhes parece fluir normalmente, dar-se conta da morte de quem amávamos e a quem continuamos a amar desperta em nós uma imagem viva. Imagem viva e bem vívida. O que, sempre oportunamente, sugere uma reflexão sobre essa espada de Dâmocles pendurada sobre a nossa cabeça. Inexoravelmente. A pasta de dente não volta pra dentro da bisnaga.

“Inter vivos” significa entre vivos, como em doação “inter vivos”, isto é, não por testamento. No caso, aqui e agora, reflexão “inter vivos”, isto é, não por amedrontamento, mas por tomada de consciência. Cedo ou tarde os afluentes se perdem no oceano. A vida de todo mundo está sempre por um fio preso a um contrato de risco: um câncer, um acidente fatal, uma picada letal, “de susto, de bala ou vício”. Um mistério para ser vivido. A qualquer momento o ciclo da vida pode topar com um dique. Como agravante, o clima de violência explícita nos faz temer permanentemente pela nossa integridade física. Um problema para ser resolvido.

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Daniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica pela UFPR
Professor de História no Curso Positivo, de Curitiba
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Certa vez, fui visitar o túmulo do rei D. Pedro I, no mosteiro de Alcobaça, próximo a Lisboa. Atrás de mim, um casal de brasileiros trocava entre si as seguintes impressões sobre o personagem histórico: “É o nosso D. Pedro?” “Sim – disse o outro – o do Descobrimento”. É fato que me diverti com esse diálogo e o contei para professores amigos meus. “Imagina, olha o nível dos caras”, devo ter dito uma ou duas vezes. Que bobo esse tipo de comentário. O meu. Afinal, que importância isso tem? Por que é necessário conhecer esse tipo de passado? Creio que se há alguma importância em conhecer o passado é para que esse conhecimento nos ajude a superar algo que está aqui, no presente. Por isso, saber detalhes e nomes, lugares e batalhas pode ser tão inútil quanto repetir de memória a escalação da seleção brasileira de 1954.

A História que merece ser conhecida é justamente aquela que é despertada pelas perguntas que fazemos no presente. O passado deve ser sempre acessado para ajudar a entender o que nos incomoda, o que não compreendemos a respeito do que nos cerca. Por exemplo: por que temos uma educação com qualidade tão ruim? Por que nossa saúde pública é tão precária? Por que não exploramos mais as ferrovias e hidrovias? Por que somos uma Federação tão pouco federativa? Por que matamos tanto no trânsito? Por que somos um país mestiço tão preconceituoso? Por que mantemos o nome de ditadores nas praças e ruas? Por que acreditamos que um monarca que manteve a escravidão durante 48 de seus 49 anos de reinado foi tão bom? Perguntas, perguntas. Esse é o passe-livre para o passado. E isso determina a sua importância.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Era uma vez… um burro, uma criança, um velho. Um sofrido burro palmilha sofrido caminho, estrada afora: estrada do burro, da criança, do velho pai.

CENA I – A criança monta o burro
Um velho, canhestro, puxa o burro pelo cabresto.
Em certa altura…. transeuntes afoitos brandindo a foice e sussurrando:
– Absurdo! O velho a puxar o burro, a montar-se no burro o garoto, todo maroto.
Já não se respeitam os velhos como antigamente!…

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