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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Acautela-te dos deuses com “d” minúsculo. Parecem absolutos, mas são relativos, temporários: dinheiro, ditadura da beleza, fama, consumismo, drogas, trabalho compulsivo (workaholic), joias, propinas, poder e mando, máquina. A máquina facilita sobremaneira a vida das pessoas, no espaço e no tempo, mas pode também tornar-se bezerro de ouro, objeto de cega paixão idolátrica.

Evoluindo a tecnologia, transmudam-se os valores. Ambivalente, o progresso tem seu preço. Fazer a ponte entre o passado e o futuro significa abrir este e arquivar aquele sem apagá-lo. Dos avanços considere-se, primeiramente, o automóvel. Meio prático de locomoção, símbolo de status, ocasião de dores de cabeça: trânsito caótico, filas duplas, acidentes. Mais que utilitário, o carro se transforma num usurpador: usurpador do espaço do pedestre. Ruas e avenidas largas em contraste com estreitas passarelas; garagens amplas, apartamentos pequenos. Ornado de adereços, equipado com sofisticações; lustroso, brilhante, incrementado; acessórios de toda natureza.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Corria o ano de 1851. A dançarina italiana Maria Baderna se exibe no Rio de Janeiro. Baderna conquistou uma legião de fãs. Daí a palavra “baderna” ficou associada aos barulhentos admiradores da artista, que passaram a ser identificados como badernistas ou baderneiros.

Baderna, então, de sobrenome tornou-se substantivo comum, passando a significar bagunça, confusão, desordem. Bailarina não era bem-vista. O comportamento liberal de Baderna foi considerado um escândalo segundo os padrões. Nos anos 1950 as cantoras Marlene e Emilinha Borba, observados os contextos de época, provocariam reações semelhantes.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Vivemos contando os dias, as semanas, os meses, os anos, décadas, séculos, milênios. Calendário e relógio. Relógio da matriz, relógio de parede, de sol, de braço, do celular. Marcadores em algarismos romanos, o relógio de bolso, antigo, de ouro, lembra anos dourados. Hoje, peça de museu, de feira ou loja de antiguidades. Ou guardado como objeto de estimação.

Conjugam-se, na nossa vida. o tempo cronológico e o tempo psicológico: este, conforme o nosso estado de espírito. O tempo psicológico passa despercebido para quem está alegre e nem vê o tempo passar; demora-se para quem está aflito, ansioso, desempregado, deprimido, doente, endividado, prisioneiro, refém, sequestrado. Ora o tempo voa ora o tempo não passa.

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