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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Dentre as obras de arte representando a nudez, desde o século V a.C., podemos mencionar Vênus de Milo, no séc. II a. C., deusa do amor e da beleza (Louvre); Davi, de Michelangelo (1501), Florença. Há quem considere o nu obsceno até na arte. No nosso quarto de casal temos um crucifixo e uma réplica da Maja Desnuda, de Francisco de Goya (Museu do Prado). Nem crianças da família nunca se mostraram escandalizadas. Ninguém.

Jesus teria sido crucificado completamente nu. Pierre Barbet, em A paixão de Cristo segundo o cirurgião, adota esse ponto de vista, pois assim era costume entre os romanos. Segundo o historiador Flávio Josefo, em tempos de rebelião, os romanos chegaram a crucificar, por dia, 500 judeus. São João, chamado Crisóstomo, boca de ouro, patriarca de Constantinopla, na sua homilia sobre a Epístola aos Colossenses, afirma que Jesus foi despojado de suas vestes, e conclui: “Agora está ungido como os atletas que vão entrar no estádio”. Como se verifica na escultura grega, atletas completamente nus.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Todo artista tem de ir até onde o povo está, canta Milton Nascimento. Se foi assim, assim será. Foi nas esquinas da vida que o teatro começou: malabarismos, pernas de pau, acrobacias, presença de palhaços. À semelhança do profissional de futebol, o artista interage, vê, sente, expõe-se ao vexame ou à fama. Dos píncaros ao ostracismo. Da glória ao esquecimento. Vem de Shakespeare a Brecht. Os clássicos, justamente por serem considerados clássicos, não envelhecem. O artista, um fingidor, não se envergonha de, interpretando, vender o seu peixe. Frequentemente, sem constrangimento, vai ao fundo do baú de suas vivências e faz de conta que é outra pessoa. Os contos de fadas bem como as tragédias têm sua vertente psicanalítica. Era uma vez…

O tempo passa. Mais: o tempo voa… e eles, os clássicos, continuam com lugar reservado na arquitetura, na pintura, na escultura, na literatura, na música. Independentemente do estilo, ou porque criaram um estilo ou porque, sem se prenderem a um determinado estilo, foram ecléticos, no bom sentido. Romeu e Julieta ainda continuam símbolo imortal do amor eterno.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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É próprio da roda rodar. Impulsionada, roda, roda, até… até parar. Assim esta vida. Seminal, nasce, cresce, gira, gira… até parar. Para uns, em largos anos, e, na velhice, cabelos grisalhos, pele flácida, rosto enrugado. No seu íntimo, um sonho, um olhar distante, uma lembrança tenazmente guardada, a lembrança de sua juventude. É que, sem piedade, o tempo, qual fogo avassalador, engoliu outro fogo, agora de chamas apagadas: a mocidade. “Amor – chama, e, depois, fumaça”, de um Manuel que foi Bandeira. Bandeira agora arriada.

Cinzas semiapagadas, em borralho, obturam os poros, ao som de estalos desoladores, apagando as paixões, que não mais crepitam num campo, outrora de batalha, agora incendiado, impotente. O veneno do tempo, arma química denominada decrepitude, irreversível, em fase terminal, escorreu silenciosamente, infiltrou-se sorrateiramente, inoculou lentamente, contaminou, poluiu o regaço da vida.

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