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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Mea-culpa, ao pé da letra, quer dizer minha culpa. A expressão decorre da oração penitencial, da missa em latim da Igreja Católica, conhecida como Confiteor, título também de um livro de Paulo Setúbal. “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”, reconhece o fiel infiel, pois pecador perante Deus e sua consciência. Se pronunciada com convicção e contrição, é a expressão máxima de autocrítica.

Isso vem a propósito de quê? Hoje em dia, e para rimar dia com mídia, além da mídia até então existente, temos as redes sociais. Tomemos qualquer rede de manifestações sociais e acompanhemos o que as pessoas têm a dizer sobre qualquer assunto, e mais, compartilhando: puxa-saquismo, autoelogio, queixas, reclamações, banalidades, críticas, muitas críticas… Não entro no mérito dessas críticas. Mas pergunto: você vê alguma manifestação de autocrítica? Até parece que todo o mundo está errado, menos eu. Aliás, criticar é fácil. Difícil é fazer, agir e agir certo.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Quedei-me a perguntar o que significaria Verdades de um minuto, título da última obra póstuma de Anthony (Tony) de Mello, S.J. Diferente de verdades num minuto? Verdades que valem um minuto? Verdades em pílulas? O título original é One minute nonsense. Um minuto é um minuto, um minuto pode ser fatal, um minuto pode ser vazio como pode ser decisivo. Insignificante ou significante. Significativo ou “nonsense”. Um minuto numa competição é muito tempo. A morte cabe em menos de um minuto.

O livro consta de inúmeras perguntas feitas ao Mestre, o qual ensinava principalmente por meio de parábolas. Nessas narrativas, o Mestre pode ser um sábio taoísta, rabino judeu, monge cristão, um guru ecumênico. É Lao-tsé e Sócrates, Buda e Jesus, Zaratustra e Maomé… A resposta do Mestre, tida como sábia e quase sempre inesperada, mostra em geral o outro lado da medalha. Verso e reverso, direito e avesso, pró e contra, alto e baixo, rotulado ou não identificado, cara e coroa. Que não bate com a verdade convencional atribuída comumente a dizeres e fatos. São diálogos curtos e talvez resida aí o sentido de verdades de um minuto. Não são verdades acabadas. Sempre há controvérsias. Seria uma verdade por minuto? E uma verdade puxa outra. Você pode decidir deitar-se na cama, mas não pode decidir dormir bem. Contudo, a chave para uma vida boa é sempre o amor. Ninguém é dono da verdade. Comissão da verdade não pode ser. Pró-verdade, sim… Não culpado não quer dizer sempre inocente. Alguém pode ser considerado não culpado numa ação que lhe é movida e não ser inocente de tudo.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Alguém me fez essa pergunta. Sei lá se eu sei responder. Ocorre-me ser próprio da natureza humana procurar uma explicação para todas as coisas. A curiosidade vai desde uma loja de mil e uma utilidades a um livro inteiro de um colecionador, bibliófilo ou cientista. Conta-se que um escritor religioso quis saber do Mestre por que se escreve. Este respondeu: – Algumas pessoas o fazem como meio de vida, profissionalmente. Outras, para compartilhar reflexões ou para despertar nas pessoas a curiosidade pelo assunto. Outras, ainda, para entender a própria alma. Finalmente, há os que escrevem por uma necessidade interna. E acrescentou: Esses últimos expressam o que é divino – não importando sobre o que escrevam.

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