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Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Todo artista tem de ir até onde o povo está, canta Milton Nascimento. Se foi assim, assim será. Foi nas esquinas da vida que o teatro começou: malabarismos, pernas de pau, acrobacias, presença de palhaços. À semelhança do profissional de futebol, o artista interage, vê, sente, expõe-se ao vexame ou à fama. Dos píncaros ao ostracismo. Da glória ao esquecimento. Vem de Shakespeare a Brecht. Os clássicos, justamente por serem considerados clássicos, não envelhecem. O artista, um fingidor, não se envergonha de, interpretando, vender o seu peixe. Frequentemente, sem constrangimento, vai ao fundo do baú de suas vivências e faz de conta que é outra pessoa. Os contos de fadas bem como as tragédias têm sua vertente psicanalítica. Era uma vez…

O tempo passa. Mais: o tempo voa… e eles, os clássicos, continuam com lugar reservado na arquitetura, na pintura, na escultura, na literatura, na música. Independentemente do estilo, ou porque criaram um estilo ou porque, sem se prenderem a um determinado estilo, foram ecléticos, no bom sentido. Romeu e Julieta ainda continuam símbolo imortal do amor eterno.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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É próprio da roda rodar. Impulsionada, roda, roda, até… até parar. Assim esta vida. Seminal, nasce, cresce, gira, gira… até parar. Para uns, em largos anos, e, na velhice, cabelos grisalhos, pele flácida, rosto enrugado. No seu íntimo, um sonho, um olhar distante, uma lembrança tenazmente guardada, a lembrança de sua juventude. É que, sem piedade, o tempo, qual fogo avassalador, engoliu outro fogo, agora de chamas apagadas: a mocidade. “Amor – chama, e, depois, fumaça”, de um Manuel que foi Bandeira. Bandeira agora arriada.

Cinzas semiapagadas, em borralho, obturam os poros, ao som de estalos desoladores, apagando as paixões, que não mais crepitam num campo, outrora de batalha, agora incendiado, impotente. O veneno do tempo, arma química denominada decrepitude, irreversível, em fase terminal, escorreu silenciosamente, infiltrou-se sorrateiramente, inoculou lentamente, contaminou, poluiu o regaço da vida.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Viver é a grande arte. Desse gênero maior decorrem todas as outras artes: plásticas, cênicas, musicais. Estamos rodeados de artistas. Desde as tragédias gregas. Desde o ícone Shakespeare. Desde sempre. Desde o cantar um singelo “parabéns pra você” a uma montagem grandiosa no Carnegie Hall. S. Paulo arremata: “somos feitos em espetáculo para o mundo”. O tempo não para. Toda pessoa tem seu espaço e tempo de validade para interpretar. Mesmo uma pessoa com Alzheimer, no seu desligamento do mundo exterior, nos dá o recado. Ali provavelmente está alguém que, hoje figurante, ontem foi protagonista do pleno viver.

Arte não é monopólio de ninguém. Artista é toda pessoa a quem não lhe falte engenho e arte no desempenho de suas tarefas. Quando faz bem aquilo que faz, recriando a realidade. Um encanador, azulejador, jardineiro, esportista, ás do volante ou da culinária. Um gari. Um coveiro. A arte imita a vida e a vida imita a arte. É comum a gente ouvir: gosto, não gosto dessa música, desse quadro, dessa poesia, dessa decoração.

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